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Terapia TRG

segunda-feira, 5 de março de 2012

Senadores relembram papel do Barão do Rio Branco na definição das fronteiras do país

Um dos estadistas mais reverenciados da história nacional, o Barão do Rio Branco recebeu homenagem em Plenário, nesta segunda-feira (5), por ocasião dos cem anos de seu falecimento. Na sessão, o presidente da Casa, José Sarney, disse que o país deve cultivar a justa vaidade de possuir a figura de Rio Branco entre seus grandes heróis, a seu ver o maior no século 20, em razão de suas ações no campo diplomático para consolidar pacificamente as fronteiras do país.
– Herói não é somente aquele que vence batalhas com espada e sangue. Rio Branco venceu todas as batalhas, conquistando territórios para o Brasil, criando consciência de paz, de negociação e de construção da nossa grande pátria – destacou.
Sarney recordou que Rio Branco aproveitou o longo período em que esteve à frente do consulado brasileiro em Liverpool, na Inglaterra, para estudar e pesquisar em bibliotecas europeias. Assim, reuniu conhecimentos que depois seriam de grande utilidade na defesa do país nas questões de fronteira.
– Ele voltava da Europa e dizia que as guerras e as divergências entre as nações começavam na linha de fronteira – destacou Sarney.
Um dos pontos destacados por Sarney foi a atuação de Rio Branco na questão do Amapá, arbitrada por um conselho suíço depois de enfrentamentos sangrentos entre forças francesas baseadas na Guiana e habitantes que tinham “o coração de ser brasileiro”. Defendida com “ironia fina”, a estratégia envolveu o uso de mapas apresentados pela própria defesa da França para provar que toda a Guiana Francesa, ou pelo menos grande parte dela, seria território brasileiro.
Gratidão

O senador Jorge Viana (PT-AC), propositor da sessão, afirmou que Rio Branco sempre se portou com a consciência do papel de liderança que o futuro reservaria ao país, tanto na América Latina como no cenário internacional mais amplo, fato que considerou evidente na atualidade.
Jorge Viana disse que se sentiu no dever de sugerir a homenagem pelo sentimento de gratidão que ele e todos os acrianos nutrem em relação ao homem que se empenhou e encontrou os meios para resolver a questão territorial do atual estado do Acre quando assumiu o Ministério das Relações Exteriores, no governo Rodrigues Alves.
A área do estado pertencia à Bolívia e havia começado a ser ocupada por seringueiros brasileiros em 1880, na época da expansão da economia da extração da borracha. No entanto, assinalou o senador, esses brasileiros viviam dentro de um cenário de guerra, agravada pela cobiça do capital internacional pela área. Se efetivada a demarcação de fronteira estabelecida em acordos anteriores, milhares de brasileiros seriam abandonados à própria sorte em território estrangeiro, observou Jorge Viana.
– Tenho a firme convicção de que temos a obrigação de, em todas as ocasiões possíveis, promover e prestar tributo à memória e à obra do Barão do Rio Branco - concluiu.
Assim como Viana, seu colega da bancada do Acre Anibal Diniz (PT) reconheceu o papel decisivo de Rio Branco naquela questão, para ambos a mais complexa já enfrentada pelo país em relação a fronteiras. Diferentemente dos demais casos, disseram os representantes do Acre, esse foi o único em que houve expansão territorial e não um mero reconhecimento de direitos de domínio. A solução envolveu troca de territórios e pagamento de compensação financeira à Bolívia.

Ensinamentos
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Fernando Collor (PTB-AL), e antes dele também Sarney, outro ex-ocupante da Presidência da República, destacou os ensinamentos deixados por Rio Branco no trato das questões de Estado pela via diplomática. Collor ressaltou ainda o papel do Barão na própria organização do Itamaraty, com processo de seleção, qualificação e distribuição de postos de forma profissional, em processos apoiados na disciplina, meritocracia e respeito à hierarquia.
– Se hoje a excelência dessa instituição é reconhecida e admirada internacionalmente, devemos, em especial, à visão e à profecia do seu mais expressivo representante e sua capacidade de definir e implantar os princípios basilares da diplomacia brasileira – disse Collor.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou que Rio Branco foi um devotado defensor da União das Américas. De acordo com a senadora, o Barão foi quem preparou o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas latino-americanas, além de ter acentuado a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos. Ela disse que sua figura deve inspirar o Brasil a aproveitar o bom momento do país no exterior e repensar a política externa, assumindo papel de maior destaque na agenda mundial.
De acordo com João Capiberibe (PSB-AP), em tempos de descrédito nos homens públicos, homenagear Barão do Rio Branco em seu centenário de falecimento serve de “alento para mulheres e homens de bem do Brasil”. Para ele, mais do que ressaltar a importância de Rio Branco para o estado que tem a honra de representar, o mais importante era salientar sua capacidade de antecipação, por ter compreendido que o jovem país de sua época precisava resolver suas questões de fronteira ainda no século passado. O senador comentou que hoje esses conflitos dificilmente se resolveriam apenas pela diplomacia.
A sessão contou com a participação do embaixador Georges Lamaziére, diretor do Instituto Rio Branco, que representou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do embaixador Gilberto Vergne Saboia, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag); e do ex-deputado Marcos Afonso, representante do governador do Acre, Tião Viana. Estiveram ainda presentes diplomatas brasileiros e estrangeiros alunos do Instituto Rio Branco.        05/03/2012 - 17h03 - Plenário

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

IGNORANDO A DECISÃO DO STF ?????

IGNORANDO A DECISÃO DO STF?????
MAS ONDE ESTAMOS?
Ana Prudente

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=31425


Ministra revoga a Lei da Anistia por conta própria e garante que haverá punição aos torturadores do regime militar

Carlos Newton


Demorou, mas aconteceu. Reportagem de Júnia Gama no Correio Braziliense mostra que o governo modificou o tom cauteloso do discurso adotado em meados de 2011, quando ainda tentava aprovar a lei que cria a Comissão da Verdade. Naquele momento, prevalecia a tese de que o colegiado teria efeitos tão etéreos quanto a “efetivação do direito à memória”, o que gerou resistências de setores ligados aos direitos humanos e de familiares de vítimas.

Porém, passados três meses desde a sanção presidencial que criou o colegiado, começa a ser desenhada a perspectiva de punição real para aqueles que tenham cometido crimes durante o período da ditadura militar, embora a Lei da Anistia continue em vigor, com suas normas já confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.

Não se sabe se a presidente Dilma Rousseff autorizou, mas o fato é que a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse ao Correio Braziliense que as informações reunidas pela Comissão da Verdade poderão dar origem a processos de condenações semelhantes aos que ocorreram em países vizinhos.

A ministra acrescentou que, na América Latina, a iniciativa de revisão dos atos governamentais praticados durante períodos autoritários não tiveram início com um caráter punitivo. No entanto, o clamor social fez com que resultassem em amplos processos de condenação, como o que ainda ocorre na Argentina, onde mais de 200 agentes repressores já foram punidos.

“Reconhecemos legítimo quando a sociedade propõe e luta no sentido da responsabilização criminal”, diz a ministra, assinalando à reporter Junia Gama  que o acesso aos documentos e testemunhos fundamentais para a construção da narrativa do período serão assegurados, se preciso, por vias policiais.

“Qualquer arquivo será aberto para a comissão, seja privado ou público”, disse a ministra, como se fosse possível a alguma autoridade determinar esse tipo de busca, sem prévia autorização judicial, em regime democrático como o vivido hoje pelo Brasil.

Até agora, a presidente Dilma não desautorizou a ministra. O Planalto mantém-se em silêncio. E todos sabem que o ditado popular diz que “quem cala, consente”.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ABADÁ BORA-BORA

Os abadás chegam na quinta feira, Aguardem. Vendas na casa do Portela e Maruca, fone 3546 5542
Valor R$ 15,00 com direito ao tradicional esquenta no domingo a partir das 20:00h em Epitaciolândia, com cerveja Cristal e skol, e refrigerantes por apenas um real.

domingo, 8 de janeiro de 2012

ESCOLA, DOCENTES E ALUNOS


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              O mundo está mudando, e a instituição escolar se manteve rígida em sua organização.
              Os docentes e os alunos mudaram; pois é conduta dos seres humanos assimilarem as mudanças sociais. Professores e alunos são obrigados a forçarem suas personalidades dentro da escola obedecendo a um sistema quase ultrapassado, que só com uma mudança nesta mordaça pedagógica poderá ser construído uma melhor relação entre docentes e alunos, visando uma melhor aprendizagem com satisfação.
A cada ano que passa é diminuída a valorização do professor pelo seu conhecimento, também a escola é pouco respeitada como uma segunda casa. Mas é óbvio, se a família não pode se manter como formadora de cidadãos, menos ainda pode se esperar da escola. O próprio ambiente físico das escolas não oferece um ambiente apropriado para o processo de ensino-aprendizagem e que a cada ano que passa aumenta a quantidade de alunos, tornando menores os espaços oferecidos. Também os diplomas que seguem dando aos docentes deixam a desejar em relação ao conhecimento específico e suas habilidades. “Que situação chegou o docente diante sua tamanha atribuição e competência”, a cumprir como bonzinho a função de assistência e contenção ante a quase dissolução da família. Assim chegamos a uma situação muito confusa sobre qual é o perfil e a função do docente hoje em dia. A docência e a educação estão em crise. Diante desta crise que se apresenta, ignorar e seguir em frente com a rotina escolar superficial, pode ser uma contribuição e continuidade para o que está acontecendo.
Será que é correto encher as escolas de alunos? É possível ensinar e aprender diante de uma sala média com 40 alunos, pode o professor, nessas condições atender tal diversidade de alunos e corrigir os erros como forma de ensinar? Porque segue mantendo o horário como o centro da organização escolar? Porque os alunos devem suportar determinados professores impostos pela direção? Porque os professores devem lidar com alunos que não querem e não tem os elementos suficientes para a boa aprendizagem?
A violência e a educação institucional é um desafio entre a razão crítica e a busca de sentido para oferecer propostas concretas.
A violência como um problema macro social, parece não se encontrar meios para a solução. A violência psicológica e moral que exige da educação, principalmente a média, acrescenta um desprestígio conceitual, colocando a escola e seus docentes em situação de indefinição e debilita sua missão de poderem exercer, como mediadores e conselheiros, para conter todas as formas de violências como maior exclusão social. Temos como violência simbólica a comunicação social em um tempo que se ler pouco, se escuta mal e se ver muito, principalmente a miséria, violência e paixão humana, mostrada pela televisão. Analisando as preocupações e competências dos nossos dirigentes, que decidem tudo neste pais, vemos que o setor que mais é penalizado é o educacional, o resultado é traumático para alunos e professores.

Alguns comparativos entre a escola e os meios de comunicações, como jornais e televisão.
A escola deve ensinar: A moral pessoal e social, o sentido da família e a autoridade dos pais, o desenvolvimento harmonioso da natureza humana, preservar a cultura e seus valores, evitarem a violência.
A televisão: Leva a sociedade a entender que o que importa são valores materiais, incentiva ao consumismo, desprestigia o sentido de família e responsabilidade para com as autoridades, sensacionalismo com as desgraças e calamidades, facilita a cultura da morte, excita a sexualidade precoce. Etc.
A população educacional do ensino médio fica no centro da crise, configurada na violência escolar, danificada pela violência familiar, pressionada pela violência socioeconômica.
Não basta esperar que as coisas mudem, se faz necessário, mudança de atitudes dos grupos dominantes, revisarem os conceitos docentes e capacitá-los para as problemáticas dos alunos. Mas isso tudo só é possível se aprendermos a votar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BRASIL, A ESPERANÇA PARA IMIGRANTES ILEGAIS HAITIANOS

 "Imigrantes ilegais"
26/12/2011 1:01,  Por Carta Maior

Brasil, a esperança para imigrantes ilegais haitianos.
Rota de imigração ilegal pela região norte atrai milhares de haitianos em fuga da miséria e falta de perspectiva. Em Brasileia, no Acre, abrigo de imigrantes produz ‘calamidade pública’. Capital do Amazonas, Manaus torna-se também ‘capital haitiana’ no Brasil, uma referência por liderar forças de paz da ONU. Tropas começam a sair em março.
Najla Passos
BRASÍLIA – Brasileia é uma pequena cidade de 20 mil habitantes cravada no sul do Acre, na fronteira com a Bolívia. É bem provável que a imensa maioria dos brasileiros jamais tenha ouvido falar dela. Fora das fronteiras locais, porém, o município faz sucesso. A cidade é a porta de entrada no Brasil de uma rota de imigração ilegal de haitianos para o país.
Hoje, a cidade hospeda 810 haitianos. Uma população que, fugida de um dos lugares mais pobres do mundo, e onde o Brasil é uma referência por comandar tropas de paz das Nações Unidas, sonha com a cidadania brasileira, que lhes daria o direito de trabalhar, de estudar, de usufruir o Sistema Único de Saúde (SUS), enfim, de viver legalmente no país.
O Brasil, porém, não possui um tratado internacional que exima os haitianos de visto de permanência. Eles também não podem ser enquadrados no conceito de “refugiado”, definido pela Convenção de Genebra, que considera como tal toda pessoa obrigada a sair de seu país, sozinha ou em grupo, devido a perseguições de caráter político, racial, de gênero ou religioso.
O combustível da fuga é a miséria. E, quando cruzam a fronteira da Bolívia o Brasil, os haitianos assumem a condição de imigrantes ilegais. Uma situação que também causa problemas para autoridades públicas brasileiras.
Em Brasiléia, 600 haitianos estão hospedados em um hotel do município com despesas pagas pelo governo do Acre. Recebem duas refeições diárias, além de café da manhã. Tudo isso significa um gasto mensal de R$ 1 milhão para os cofres de um dos estados mais pobres do país.
E este não é, nem de longe, o maior problema. “O hotel em que eles estão alojados tem capacidade para 80 pessoas e estão vivendo 800. Não há como cozinhar para tanta gente, os banheiros não comportam. Daqui a pouco, a epidemia de cólera que assola o Haiti chegará até lá”, afirma o senador acreano Aníbal Diniz (PT).
Entre os hóspedes, há 17 mulheres grávidas e crianças em idade escolar. Em Brasiléia, os sistemas públicos de educação e saúde não têm como atender tanta gente. Para conseguir documentos como CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho, precisam esperar cerca de um mês. E as perspectivas são de que o número de haitianos no município aumente cada vez mais.
Informações da Agência Brasileira de Informação (ABIN) e da Polícia Federal (PF) revelam que há 50 haitianos do lado boliviano da fronteira aguardando uma oportunidade para entrar no país. E outros que 200 já deixaram Porto Príncipe, a capital devastada do Haiti, em direção ao Brasil.
A rota identificada pelas autoridades brasileiras mostra que, do Haiti, os imigrantes ilegais seguem para a República Dominicana, que divide a Ilha de São Domingos com o Haiti. De lá, os imigrantes vão para Equador, Peru e Bolívia, até chegar ao Acre. É operada por pessoas conhecidas como “coiotes”, participantes de uma quadrilha que os serviços policias e de inteligência do Brasil tentam desbaratar.
Na cidade amazonense de Tabatinga, tríplice fronteira com Peru e Colômbia, os haitianos também chegam em grandes grupos. Lá, não é o governo do estado que acolhe os imigrantes, mas a sociedade civil organizada, principalmente por meio do trabalho da Pastoral do Migrante, da Igreja Católica.
Levantamento feito pelas Nações Unidas aponta que, atualmente, 1,1 mil haitianos estão na cidade. Em 2010, a Polícia Federal recebeu 476 solicitações de refúgio. Em 2011, foram 1075. Todas elas foram negadas, mas os pleiteadores conseguiram um visto humanitário. Muitos se deslocaram para Manaus, em busca de emprego.
É justamente na capital do Amazonas que se concentra o maior número de haitianos: 3,2 mil, a maioria mantida também pelas igrejas e comerciantes locais. Também há haitianos vivendo em Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP). Em todo o país, 3.274 já requereram visto de permanência e 1,3 mil receberam.
Calamidade pública
A pobreza e a miséria que, historicamente, colocam o Haiti no último lugar do ranking de desenvolvimento da América Latina e Caribe dificultam a reconstrução do país, após o terremoto de 2010, que afetou a vida de 3 milhões de haitianos e matou, de imediato, 222 mil pessoas.
“O terremoto foi terrível, mas o país já era miserável antes dele. Outros países que passam por catástrofes naturais, como Chile, conseguem se recuperar. Mas o Haiti, não”, justifica o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez.
Segundo ele, hoje, passados quase dois anos, o Haiti continua sofrendo os efeitos da catástrofe. “Cerca de 300 mil casas foram destruídas. Mais de um milhão de pessoas continuam vivendo em acampamentos, em condições muito precárias. Por isso, o surto de cólera no país”, afirma.
Além disso, a violência vitima, principalmente, as mulheres. “A incidência de gravidez nos acampamentos aumentou de 4% para 12%, principalmente devido aos estupros que ocorrem durante à noite, em função das deficiências de iluminação”, denuncia.
Andrés Rmirez relata que a violência sexual e de gênero tem justificado, inclusive, que outros países aceitem receber os haitianos como refugiados. “Os números são modestos, mas já há 57 na Argentina, 146 no Peru e um no Chile”.
É neste contexto que os haitianos decidem deixar o país. As famílias mais abastados se organizam e enviam alguns membros pra os Estados Unidos. As de menor poder aquisitivo, agora, têm a alternativa de tentar o Brasil, que exige menos recursos e é mais seguro. Nos Estados Unidos, se descobertos, os ilegais são deportados para seus países de origem.
“A maior parte dos imigrantes ilegais haitianos é muito bem qualificada, justamente para conseguir emprego e ajudar a sustentar os que ficaram no Haiti”, diz o presidente do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), Luiz Paulo Teles Barreto, também secretário-executivo do Ministério de Justiça.
O Brasil é uma referência também por liderar, desde 2004, as forças de paz das Nações Unidas que atuam no Haiti. O ministério da Defesa diz que as tropas brasileiras vão deixar aquele país a partir de março de 2012.

domingo, 25 de dezembro de 2011

HAITIANOS ESTÃO SENDO ASSALTADOS E MORTOS NA FRONTEIRA DA BOLÍVIA COM PERU

www.oaltoacre.com
Uma grave denuncia feita por haitianos que chegaram na noite desta sexta-feira, dia 23, na cidade de Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, estão denunciando um ato que se pode chamar de desumano e covarde.
Segundo eles, que inclusive tem crianças no meio, passaram momentos de terror quando tentaram passar pela Bolívia, após sair do Peru para chegar ao Brasil, estão sendo atacados por homens armados que, além de roubar seus pertences e valores, estão assassinando quem se recusa a dar o que tem.
Disseram que chegaram a ver um casal em estado de decomposição que foram assassinados, quando tiveram entrar na mata para fugir. Não é possível saber quem estaria por trás da matança. Os homens agem encapuzados e vestiam roupas tipo militar e após o ataque, outro grupo estão abordando.
Os que estão na cidade de Brasiléia, não sabem dizer com certeza, se estariam no lado boliviano ou peruano. A criança que escapou com os adultos, tem sinais de arranhões pelo corpo causados pelo mato no momento da fuga.
Essa já não seria a primeira vez que tal denuncia foi feita, quando outro grupo foi abordado, e tiveram parte de seus pertences tomados e as mulheres abusadas na região do vilarejo de Soberania, na tríplice fronteira e as autoridades da Bolívia dizem desconhecer tais abusos.
        Isso tudo poderia ser evitado, conforme venho alertando. Porque que os Haitianos, quando chegam na fronteira com Assis Brasil, com destino ao Brasil, tem que vir de forma clandestina correndo risco de vida e outras coisa mais, até chegar em Brasiléia, será que Assis Brasil Não é Brasil, para serem recebidos lá e não só em Brasiléia. O que está faltando???
Veja trecho de um artigo publicado anteriormente neste Blog.
"... A rota dos mesmos é Haiti, Panamá, Colômbia, Peru até chegar em Inapari na fronteira do Brasil através de Assis Brasil, só que de Inapari-Peru para Brasiléia e EpitacioLãndia eles enfrentam talvez a maior dificuldade: Os que tem dinheiro pagam até 200 dólares cada a taxistas brasileiros por pessoa e correndo o risco do taxista ser pego, processado e pagar multas caríssimas, os que tem menos dinheiro se arriscam a virem pela estrada boliviana por taxistas peruanos e bolivianos correndo o risco de serem extraditados pelas autoridades bolivianas, já os que nada têm se arriscam a pé enfrentando rotas de tráficos de drogas e por terras bolivianas e brasileiras de forma escondida, passando fome e noites frias na selva amazónica. Chegando aqui eles recebem os direitos de se legalizarem, MAS PORQUE NÃO RECEBEREM ESSES DIREITOS NA PORTA DE ENTRADA QUE É EM ASSIS BRASIL?"

Veja vídeo-reportagem com Almir Andrade.
 http://www.oaltoacre.com/index.php/acre/11396-denuncia-haitianos-estao-sendo-assaltados-e-mortos-na-fronteira-da-bolivia-com-peru.html

domingo, 18 de dezembro de 2011

EVO RECONHECE OS PROBLEMAS QUE A COCA ESTÁ CAUSANDO

    Será que só ele imaginava que os outros iriam acreditar, que o incentivo a produção da folha de coca, seria só para o uso medicinal e cultural; se fosse para isso bastava apenas o cultivo em umas cem hectares. Agora ele se deparou com cartéis de outros países, bem mais potentes e com tecnologia avançada. Isso põe em risco o simples poder exercido pela Bolívia em relação ao narco. "é uma concorrência desleal". Evo também foi humilde em dizer que "Uma pequena parte da folha de coca é desviada para a fabricação de cocaína, que isso é ilegal". Será que ele não percebe que ilegal mesmo é incentivar o aumento de plantio da folha, quando que para o uso cultural e medicinal, o ideal seria a redução em quase 70%. Hoje Bolívia tem, segundo dados oficiais, mais de 32.000 hectares de plantio da folha de coca.
O mal que a cocaína vinda da Bolívia causa aos brasileiros, que segundo a ONU 80% do consumo brasileiro é da Bolívia, é incalculável; mesmo assim o Sistema de Governo Brasileiro continua investindo e aliado da Bolívia.

O Laboratório de refino de cocaína encontrado em outubro em uma reserva florestal, que resultou no enfrentamento de militares da UMOPAR com os narcos, onde foi morto um oficial militar, e que os narcos mortos eram colombianos, só agora descobriram que os mesmos pertenciam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Em um informe do Diretor Geral da Polícia, alertou ao presidente Evo, da existência de delinquentes organizados de escala internacional na Bolívia, que estão usando o território boliviano para o fábrico e passagem de cocaína pela fronteira para o Brasil, Chile, Paraguai e Argentina. Também falou de um segundo problema que é a importação de dinheiro ilícito proveniente do narcotráfico introduzidos por colombianos, mexicanos, peruanos e também de cubanos para a cadeia produtiva do narcotráfico.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

COLONO É PRESO COM ESPINGARDA REGISTRADA


Colono é preso com espingarda registrada, no Airton Sena

Apesar de ter o documento de registro da arma, o colono foi preso; PM diz ser ilegal transportar a arma sem autorização da PF

DSC_0179Apesar do agricultor ter o registro da arma, uma espingarda calibre 20, dando autorização para o mesmo usar o equipamento para meios de subsistência no Seringal São Francisco de Iracema, o homem foi denunciado por vizinhos no bairro Airton Sena.
Segundo ele, a arma está com problemas e ele trouxe para a cidade a fim de mandar arrumar, pois não estaria atirando. Abrigado na casa de parentes no bairro Airton Sena, o homem acabou sendo denunciado e preso pela polícia militar.
Na delegacia, mesmo com o documento de registro da arma, o homem foi autuado em flagrante e uma fiança deverá ser estipulada de acordo com suas condições.
Na oportunidade, o coronel Juvenal, comandante do 3° Batalhão, fez um alerta para os agricultores que possuem o registro de suas armas e precisam, por algum motivo, transportá-las até a capital.
“Antes de vir para a cidade, é necessário pegar primeiro uma autorização na Polícia Federal e só depois transportar a arma. Caso contrário, a polícia militar vai fazer a apreensão da arma e prisão da pessoa. Isso é a Lei e só estamos dando cumprimento a ela”, explica o comandante.
O homem desavisado disse que da próxima vez vai fazer todo o procedimento correto para não passar mais por constrangimento. O colono que nunca teve passagem pela polícia vai ter que pagar fiança e ficará com a ficha suja diante da justiça.

COMENTÁRIO.
Tem algo errado, a polícia está aí para cumprir a Lei. Agora quem fez a Lei, quem apoiou quem fez a Lei?? Agora o seringueiro e colono que vive na mata e já não pode desmatar, ter ramal, trazer um pedaço de caça para os parentes na rua como forma de pagamento a sua estadia, pois não tem dinheiro. E por causa da Lei vai ter que dar duas viagem, uma para pegar um documento na PF e a outra para trazer a arma. E a floresta continua sendo vendida, e os que vive nela não lhe dão nem o direito de opinar; para eles só as proibições e punições. O malandro da Rocinha no RJ, foi avisado bem antes que a polícia iria invadir o morro, com isso eles fugiram com armas. Já o homem da floresta que tem tantas dificulidades, paga a mesma pena do malandro da Rocinha, quando pego, pois ele é esperto, já o colono é simples e sem maldade.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

STF REAFIRMA APOIO À REALIZAÇÃO DE MARCHAS PELA LIBERAÇÃO DE DROGAS

 O BRAZIL TÁ MUDANDO E MUITO RÁPIDO. É mulher presidente, é casamento entre dois homens, duas mulheres, é punição para delinquentes mais brandas e fora da cadeia tirando o poder do policial , é fronteira aberta para estrangeiros, é ajuda para ampliação do narco em países produtores de drogas, é...., é...... Não estou dizendo que isso é errado e sim mostrando que o que achávamos errado a poucos anos, agora parece ser certo. "Parece que esse Pais mergulhou de vez num caldeirão de drogados, homossexuais, racismo e outras coisas mais".
23/11/2011 17:15
STF reafirma apoio à realização de marchas pela liberação de drogas
“Podem ser ideias inconviventes, conflitantes com o pensamento dominante. Mas a mera expressão de um pensamento não pode constituir objeto de restrição”.

A ação foi levada pela Procuradoria-Geral da República, questionando a constitucionalidade da criminalização de atos que defendam, por exemplo, a maconha.

Para o presidente do STF, Cezar Peluso, o tema “põe em jogo a questão do perfil da liberdade de reunião
Pela segunda vez, o STF (Supremo Tribunal Federal) deu seu apoio ao direito de manifestações em favor do uso de drogas. O relatório do ministro Carlos Ayres Britto, lido nesta quarta-feira (23), foi referendado por mais seis colegas, endossando que os protestos pela liberação de entorpecentes não fazem apologia de um crime, conforme defendeu a Presidência da República. Apenas o ministro Gilmar Mendes fez ressalvas ao texto.

A partir de agora, marchas e movimentos desse tipo não podem ser barrados por decisões judiciais. A ação foi levada pela Procuradoria-Geral da República, questionando a constitucionalidade da criminalização de atos que defendam, por exemplo, a maconha.

No primeiro julgamento, realizado em junho, todos os oito ministros presentes votaram a favor da legalidade das marchas. Dias Toffoli não votou por ter atuado no caso como advogado-geral da União.

Relator da ação que pedia a liberação de manifestações desse tipo no primeiro julgamento, o ministro Celso de Mello afirmou que “nada impede que esses grupos expressem livremente suas ideias”. Questionado pelo colega Gilmar Mendes sobre a possibilidade da organização de marchas em favor da pedofilia, ele respondeu: “Podem ser ideias inconviventes, conflitantes com o pensamento dominante. Mas a mera expressão de um pensamento não pode constituir objeto de restrição”.

Para o presidente do STF, Cezar Peluso, o tema “põe em jogo a questão do perfil da liberdade de reunião, como instrumento da liberdade de expressão, de opinião, de pensamento. No caso, da opinião favorável a descriminação de condutas”.

“A questão das drogas é de há muitos anos uma questão discutível. Ela não significa necessariamente nenhuma autorização para uma prática de atos capazes de vulnerar nem de atentar contra a estruturação da sociedade”, disse

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA



 
Veja o que pode acontecer com os militares das FFAA que nas décadas de 60 e de 70 lutaram em uma Guerra Revolucionária impedindo que subversivos/terroristas/comunistas implantassem no Brasil o Comunismo Internacional e ou que criassem na Amazônia uma “ FOGUEIRA” (Forças Guerrilheiras do Araguaia) semelhante as FARCs da Colômbia.

Comissão da Verdade” : " Foi aprovada pelo atual sistema de governo”.


                    ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA


     Ora direis “ouvir estrelas”. Sim, a Comissão ouvirá estrelas e, também, cobras e lagartos, subversivos e terroristas.
      Eventualmente, defrontamos - nos com pretensos ingênuos que afirmam que o desgoverno providenciará um substancial aumento para os militares, deve ser no tempo de permanência nos morros em missão tipo “puliça”, e para tanto, está fazendo cálculos mirabolantes e, sendo possível (parece que dependerá da exploração do pré – sal), o impossível aumento virá.
      Os coniventes acreditam (?) que a Comissão tem os mais belos e puros propósitos, e chegam ao cumulo da idiotice ao afirmar que a medida foi tomada pelo desgoverno por imposição de suas bases, por clamor da sociedade, blá blá....
     E que depois, liquidada a fatura, haverá uma grande festa de confraternização. Será a bacanal entre vencedores e vencidos, entre crápulas e inocentes, e eles farão o que quiserem, e os acusados, disciplinados, alegremente, deixarão.
     A todo o momento, falsos otimistas são useiros em afirmar que as declarações positivas da Presidente sobre as Forças Armadas são a prova cabal de sua admiração, respeito e confiança.
     O que fazer diante de tantas tolices? Já respondemos à exaustão.
     Esqueceram - se que a Comissão estava no PNDH3? Dos Memoriais? Dos Livros? Que a Comissão foi inventada, construída, pressionada para aprovação por um Congresso submisso ao desgoverno?
     Meu amigo, se você consta em alguma relação ou livro divulgado ou a ser divulgado pelos escribas do social - petismo, coloque suas barbas de molho e escafeda - se para o ignoto, pois será acusado pelo que dirão que você fez e, acredite, nada que abrilhante o seu currículo.
     Você acaba de ingressar na lista dos mais procurados ou de caça a ser abatida.
     Na mira dos caçadores, estão os animais de duas patas, hominídeos, não importa a cor, pois eles não são racistas, mas preferem os de pele verde - oliva.
     Acoitados, na espreita por décadas, perseguiram, emboscaram, infligiram danos, feriram, desmoralizaram, mas agora, aberta oficialmente a temporada de caça, poderão abater sem piedade.
     Hoje é facil transformar – se a vilania, o revanchismo e as perseguições em atividades legais, basta criar leis que acobertem a imoral e ilicita atividade. Assim, durante dois anos, podendo e, certamente, será prorrogada, uma caçada sem quartel, sem obstáculos.
     Lamentamos a desdita dos difamados e perseguidos, deploramos a inquisição que se inicia e a difamação que irá enlamear os seus nomes, a sua honra , a sua dignidade.
    Perdoem, se apenas escrevemos, denunciamos, pois numa democracia viciada, de sociedade alienada, somos, absurdamente, impotentes.
    Em decorrência, acumula – se entre os que esperam a supremacia da verdade, os que almejam um minimo de decencia, uma descrença, uma tristeza, um desânimo com relação à justiça, à sociedade, aos politicos, às forças vivas da nação, que nada fizeram para salvaguardar aqueles, que exclusivamente cumpriram o seu dever, não se locupletaram, não transitam nos caminhos do poder, apenas se arriscaram para a manutenção da lei e da ordem.
     Sim, acreditem, eles não são culpados, foram, simplesmente tolos por julgarem que lutavam por um Brasil melhor, democrata, justo e nobre.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SAÚDE DA FRONTEIRA EM RISCO

-->SAÚDE DA FRONTEIRA EM RISCO
Tenho deparado quase todos dias um número cada vez maior de HAITIANOS pelas ruas de Brasiléia e Epitaciolândia a procura de se regularizarem nos órgãos ou setores credenciados como a sede da Polícia Federal, setor de Migração da PF, Comando do Corpo de Bombeiros, Hospital, Postos de Saúde, Ministério do Trabalho para a Carteira de Trabalho e na Receita Federal para o CPF. Sempre em contato com os mesmos, por ter sido um dos primeiros a levantar essa questão nos meios de comunicação a um ano quando começou a chegar vez por outra esses estrangeiros.
Acontece que durante esse ano de 2011 tem chegado um número assustador, principalmente de haitianos, vez por outra chegam Blangadestinos, tailandeses e outros mais, estima-se que tenha ultrapassado a casa dos 1.200 desses estrangeiros, que na sua grande maioria são haitianos fugindo da miséria em que se encontra o Haiti depois da catástrofe. Sabemos que o BRASIL logo ofereceu Ajuda Comunitária lá no Haiti e depois começou a chegada deles no Brasil pelas fronteiras através de Tabatinga no Amazonas e Brasiléia e Epitaciolândia no Acre; já que Assis Brasil, não sei os motivos, não não estão sendo credenciados os mesmos, como que Asis Brasil, que é a porta de entrada, não seja Brasil.
Esses haitianos, devido serem de um país mais pobre, o índice de doenças graves, e algumas desconhecidas para o Brasil, é muito grande. Para se ter uma idéia se juntar a população dos municípios de Brasiléia, Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri, Plácido de Castro, Capixaba, Senador Guiomard, em vinte anos não tiveram determinados tipos de doenças graves, que metade desses haitianos trouxeram em menos de um ano.
Segundo o que se nota, hoje dia 16 de novembro, é que tem mais de quatrocentos em nossos municípios, sendo umas 90 mulheres tendo algumas grávidas, umas sete crianças e os demais homens. Chega a dar dó da situação em que os mesmos estão vivendo. Nossas prefeituras tem ajudado em muito pouco, o estado depois de algum tempo está ajudando bastante, acontece que nós já temos os nossos problemas, que não são poucos a serem resolvidos. Os haitianos que chegam, logo logo são lhes oferecidos as documentações necessárias de suas permanência em território brasileiro, a grande maioria são de profissionais em várias áreas, que saem de seu país através de cotas de amigos e familiares para arriscarem a vida principalmente em São Paulo, que é o destino na mente de todos eles, não sei de onde partiu a ideia de que em São Paulo tem trabalho a vontade e que os mesmos em poucos meses mandariam dinheiro para a família e ainda trazer mais parentes. Muitos deles com os documentos em mãos saíram para vários estados brasileiros e estão trabalhando, aqui na fronteira não tem trabalho nem para os miseráveis daqui, além do mais que eles não trabalham para ganhar pouco, a diária dos mesmos é bem acima da média do povo daqui, até que vez por outra pessoas saem em busca deles para o trabalho, só não entendo o porque deles não aceitar pequenos serviços dizendo ser pouco o pagamento oferecido, tanto de mulheres como de homens e preferirem viver o que estão vivendo na fronteira. O acúmulo deles é devido que estavam a um mês sem fazerem os vários exames de saúde, talvez por falta de material e de a Polícia Federal só atender três por dia para a legalização dos mesmos no país, isso segundo informações colhidas com os próprios Haitianos; também não sei o dever e limite da PF nesse caso especial.
As igrejas Católicas e algumas Evangélicas até que tentaram ajudar, mas os gastos com a alimentação para com os mais de 1.200 que por aqui chegaram são muitos em relação às pequenas entidades Evangélicas. Atualmente o Governo do Estado tem mantido o almoço e a janta, ficando o café da manhã sem patrocinadores. O governo e prefeituras vinham mantendo eles em Ginásio de esportes, depois em pequenas hospedarias e agora o governo alugou um pequeno hotel com a capacidade para umas 80 pessoas, e com apenas pouco mais de cem colchões, estão vivendo quase trezentos deles. Da dó ver a situação de flagelo que estão submetidos, é fácil ver pessoas e principalmente uma grávida, que pode ganhar filho ainda esse mês, chorando com fome, essa precisou de exames médicos mas saiu do hospital com uma ordem para que se faça em laboratórios particulares ou em Cobija, lado Boliviano, como que a mesma tenha dinheiro. No começo chegavam só homens agora estão chegando é famílias. DE QUEM É A CULPA? Quem proporcionou essa invasão de Haitianos aqui em nossos municípios? Porque eles não ficam em países vizinhos aos deles? É desumano ver as condições de vida que eles estão passando, principalmente o de residência, mesmo sabendo que eles não se sujeitam a trabalhar ganhando pouco, pois eu e muitos daqui, se sujeitaria a trabalhar até pela comida em caso de precisão. Passam o dia inteiro perambulando pelas ruas, e nas praças, menos mau é que o comportamento social dos mesmo são bom. Tem uma casa pequena de madeira, sem água e sem luz, com a capacidade para uma família de quatro pessoas, que estão vivendo, como eu não sei, mais de 25 pessoas.
Não quero eu defender e nem acusar ninguém, tenho feito a minha pequena parte, mas me diga DE QUEM É A CULPA!.
Pelo que estou vendo muitos ainda virão, e o pior de tudo é que a fronteira por Tabatinga não está facilitando a entrada dos mesmos se tornando Brasiléia e Epitaciolândia como a porta de entrada. A rota dos mesmos é Haiti, Panamá, Colômbia, Peru até chegar em Inapari na fronteira do Brasil através de Assis Brasil, só que de Inapari-Peru para Brasiléia e EpitacioLãndia eles enfrentam talvez a maior dificuldade: Os que tem dinheiro pagam até 200 dólares cada a taxistas brasileiros por pessoa e correndo o risco do taxista ser pego, processado e pagar multas caríssimas, os que tem menos dinheiro se arriscam a virem pela estrada boliviana por taxistas peruanos e bolivianos correndo o risco de serem extraditados pelas autoridades bolivianas, já os que nada têm se arriscam a pé enfrentando rotas de tráficos de drogas e por terras bolivianas e brasileiras de forma escondida, passando fome e noites frias na selva amazônica. Chegando aqui eles recebem os direitos de se legalizarem, MAS PORQUE NÃO RECEBEREM ESSES DIREITOS NA PORTA DE ENTRADA QUE É EM ASSIS BRASIL?
As autoridades constituídas dos municípios, me parecem em nada estarem fazendo de concreto, eles não imaginam o risco de doenças e epidemia que estamos sujeitos, eles parecem que não entendem a gravidade do problema, são eles que deveriam se manifestarem a procura de alternativas e dos responsáveis por essa irresponsabilidade e condições sub-humanas a qual estão passando, principalmente à noite em que os mesmos tem que dormirem dividindo um colchão de solteiro até para três pessoas pelos corredores de pousadas e do hotel, muitos deles dormem é no chão mesmo e sem terem locais para por as poucas roupas que têm.
Se persistir a legalização de apenas três por dia, onde vamos parar com os mais de 400 que estão aqui e com os que todos dias estão chegando; pois os que pegam os documentos logo logo deixam os municípios para os grandes centros a procura de trabalho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ASSÉDIO SEXUAL NAS ESCOLAS



Assédio sexual nas escolas é assustadoramente comum
Um novo estudo descobriu que mais da metade das meninas – e muitos meninos – sofreram pelo menos uma situação de assédio no ensino médio ou fundamental.
É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido nenhum tipo de assédio sexual na escola – desde comentários sobre o sutiã de meninas que estão começando a se desenvolver fisicamente até meninos que tiveram suas calças abaixadas ou sofreram preconceito e afirmações depreciativas sobre sua sexualidade.

O assédio sexual nas escolas é mais comum do que parece. Um novo estudo descobriu que mais da metade das meninas – e muitos meninos – sofreram pelo menos uma situação de assédio no ensino médio ou fundamental. E embora algumas pessoas possam afirmar que são apenas “crianças sendo crianças”, as vítimas podem sofrer com muitos maus efeitos no futuro.

De acordo com a revista Times, um estudo com quase 2 mil crianças descobriu que 56% das meninas e 40% dos meninos sofreram assédio sexual em algum momento no ano letivo anterior. 46% das garotas e 22% dos meninos relataram “indesejáveis comentários sexuais, gestos ou piadas”, enquanto 13% das meninas e 3% dos meninos mencionaram terem sido tocados contra sua vontade.

A estatística mais assustadora é que 3,5% das meninas e 0,2% dos meninos foram forçados a realizar um ato sexual, e uma parcela igual de meninos e meninas – 18% – foram chamados de gays de forma depreciativa.

Muitos adultos se lembram da escola como um local de comentários sobre sutiãs, agarramentos indesejados, comentários depreciativos sobre a sexualidade e coisas do gênero. E ainda que isso tenha sido extremamente doloroso, muitos adultos não se esquecem, mas carregam por muito tempo os comentários maldosos sobre eles, que começaram com a escola.

37% das meninas e 25% dos meninos disseram que o assédio fez que eles desejassem evitar a escola. 22% das vítimas do sexo feminino e 14% do masculino relataram até problemas para dormir. Esses números são ainda maiores entre crianças que foram perseguidas tanto online como pessoalmente – 46% dessas vítimas não queriam mais ir à escola, enquanto 44% delas tiveram problemas no estômago e 43% tiveram problemas de estudo.

Claramente, o assédio não é apenas uma brincadeira de crianças e adolescentes – além de afetar o desempenho escolar, prejudica a saúde. Assim, não deve ser tratado como um rito normal de passagem.

De acordo com a pesquisa, as escolas deveriam criar uma política contra o assédio sexual e certificar-se que ela seja divulgada e aplicada. As escolas devem assegurar que os estudantes sejam informados sobre os seus direitos, incentivando os jovens a falar sobre o assédio com a escola. Pais e colégios devem estar cientes que alunos merecem um ambiente de aprendizado em que o assédio seja uma ofensa punível, e não algo com o que eles devam lidar com naturalidade. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

C R M - BOLÍVIA E CHILE TEM DIPLOMA VALIDADO NO BRASIL

CRM - Mercosul, Bolívia e Chile têm diploma obrigatoriamente validado no Brasil Em resposta ao Conselho Federal de Medicina, o Ministério das Relações Exteriores esclareceu que médicos advindos de países que fazem parte do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), da Bolívia e do Chile têm seus diplomas obrigatoriamente validados no Brasil em razão de um acordo internacional. Com isso, os médicos podem obter residência médica apenas comprovando serem nacionais de um dos países signatários do acordo. Não será necessário qualquer tipo de visto como requisito para o registro nos Conselhos de Fiscalização de Profissão Regulamentada. Além disso, os médicos argentinos, paraguaios, uruguaios, bolivianos e chilenos estarão sujeitos aos mesmos direitos e obrigações dos médicos brasileiros.
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Fonte: CRM http://www.netcina.com.br/2011/10/crm-mercosul-bolivia-e-chile-tem.html?spref=fb

domingo, 23 de outubro de 2011

CARTA DE DESPEDIDA, ANTECIPADA, DA EX-ESPOSA DE HUGO CHÁVEZ

Artigos para Refletir

Venezuela: Carta de despedida de Nancy Iriarte Díaz (sua ex-esposa) a Hugo Chávez



Impressionante, muito profunda a despedida precoce de Nancy Iriarte Díaz (sua ex-esposa) a Hugo Chávez; que foi publicada em 9 de agosto de 2011 num dos jornais venezuelanos de maior circulação: o “El Universal”.

Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:
        Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguiste sem quartel, os aprisionaste em cubículos indignos até para animais, os insultaste, os humilhaste, os enganaste, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal... Porque o fim dos tempos não te alcançaria.
Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu "ciclo vital" se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que dás teu último alento, partes desta vida cheio de angústia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguiste e insultaste, os representantes dessa Igreja que ultrajaste por prazer, claro que vão te dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabeis que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tua alma ante o momento que tudo define.
Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, um a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.
Dize-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado... Dize-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aparecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.
Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?... Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces... Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixaste que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil... Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida? Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegaste ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregaste o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.
Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocaste; acreditaste num conto de passagem e te julgaste revolucionário, e por ser revolucionário... imortal; convocaste para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conheceste e que recomendavas a sua leitura... Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te meteste a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham... Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atiraste na obscuridade e no mal, a tua alma.
Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudeste e te deixaste levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra, renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos. QUE DEUS TENHA PIEDADE DE TI!
"O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem".


Nancy Iriarte Díaz