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Terapia TRG

segunda-feira, 30 de abril de 2012

GOVERNO FROUXO


O governo brasileiro agiu corretamente quando regularizou e anistiou a situação de mais de 60 mil bolivianos que moram no Brasil.
A maioria vivia escondida em São Paulo e trabalhava em regime escravo como mão de obra barata.
Em contrapartida o governo boliviano está expulsando os colonos brasileiros que moram a vida inteira em na faixa de fronteira e os estudantes brasileiros que residem em Santa Cruz de La Sierra, Cochabamba, Cobija  e La Paz são humilhados pelas autoridades locais.
Por que essa diferença?
Porque o governo brasileiro é frouxo e pratica a política externa do ¨coitadinho¨.
Para não perder a liderança na América Latina,  e também não deixar Evo Morales sentar no ¨colo¨ de Hugo Chaves, a diplomacia brasileira cede às chantagens do cocaleiro boliviano.
Ademais,  governo petista não esta nem aí para os brasileiros que moram no exterior.
Por que os americanos são respeitados fora de seu pais?
Por uma razão muito simples: Mexam com um deles para ver e provar a dureza da reação dos gringos.
No Brasil é diferente.
O consulado brasileiro trata mal seus compatriotas e não resolve absolutamente nada.
Escrito por Luiz Calixto 29 Abril 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

POLÍTICA E CORRUPÇÃO


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Aqueles que são para fiscalização, agora são os que estão sendo investigados e graças às empresas de comunicações, como redes de TV's e revistas, que tem dado uma aula de como se investigar.
É vergonhoso termos no Brasil o poder legislativo compostos pelos vereadores, deputados e senadores, com funções basicamente de fiscalizar o poder público e o que vemos é o Legislar em Causa Própria, favorecendo grupos e famílias. São câmaras que aumentam seus salários em um total desrespeito aos assalariados, Câmara pagando até o 18" salário em quanto o trabalhador luta para ser garantido o 13", são deputados com direito até 100 mil Reais mensais para gastarem no que quiserem, são deputados com diárias para andarem nos municípios que o elegeu de até 2.500,00 Reais e diárias para outros estados de até 4.500,00 Reais. Isso tudo em um país que grande parte da população mendiga um salário mínimo, ou se humilha indo atrás de se escrever em um programa de bolsa miséria, isso em relação aos ganhos dos legisladores.Portela
"Que país é este que junta milhões numa marcha GAY, milhares numa marcha a favor da MACONHA, mas que não se mobiliza contra a CORRUPÇÃO?"  Portela

Quando se abre o jornal, ou se liga a TV no Brasil, é raro não nos defrontarmos com escândalos no mundo político. Casos de malversação de recursos públicos, uso indevido da máquina administrativa, redes de clientelas e tantas outras mazelas configuram uma sensação de mal-estar coletivo, em que sempre olhamos de modo muito cético os rumos que a política, no Brasil, tem tomado. Criam-se, dessa forma, um clamor moral e um clima de caça às bruxas que geram instabilidade e um muro de lamentações e barreiras a projetos de políticas públicas. Contudo, apesar dessa sucessão de escândalos no Brasil, existe uma sensação de impotência por parte da sociedade; a corrupção é tolerada e os cidadãos ficam apenas aguardando qual será o próximo escândalo que circulará nos jornais. Fernando Filgueiras

Quando os militares estavam no poder, sabia-se que havia corrupção. Mas, pela falta de transparência, não se tinha ideia do tamanho do problema. De qualquer forma, acreditávamos que a solução viria com a democracia, essa espécie de bálsamo para todos os males.
Veio a democratização e percebemos que a corrupção não havia acabado. Ao contrário, ganhou novos formatos e incluiu novos atores, como os parlamentares, que agora contavam com revigorado poder.
Otimistas que somos, pensamos que a eleição direta para presidente diminuiria a corrupção. Elegemos o presidente pelo voto e ele foi afastado ... por corrupção.

Bem, talvez o problema fossem os neoliberais. Então a esquerda chegou ao poder e tivemos o “mensalão”.
Quando estávamos chegando à conclusão que a corrupção é coisa dos políticos, foi descoberto um esquema de venda de decisões no Poder Judiciário.

O crescimento da capacidade de investigar e descobrir os esquemas de corrupção talvez seja a melhor notícia sobre esse tema, graças, principalmente as redes de TV , que não é sua função principal, e também a Polícia Federal que tem mostrado muitos casos de corrupção com a sua liberdade de vigiar, fiscalizar, escutar, etc.
Às CPIs – Comissões Parlamentares de Inquérito – têm produzido poucos resultados, seja pelas limitações impostas pelos interesses pela política, seja devido ao espírito corporativista. Servem mais como palco para estrelismos do que propriamente para a investigação concreta. 
 A inevitável conclusão é que a corrupção no Brasil continua a ser um crime sem castigo. E enquanto as instituições não forem capazes de punir os culpados, continuaremos a assistir às quadrilhas assaltarem os cofres públicos.Leonardo José Andriolo




terça-feira, 10 de abril de 2012

El preso político Juan Kudelka

Robert Alvarado


Domingo, 8 de abril de 2012










   Foto: Google

"Hago más caso del testimonio de mi conciencia que de todos los juicios que los hombres hagan por mí." Marco Tulio Cicerón
En la América Latina después de la caída del Muro de Berlín, la caída de la Unión Soviética y los cambios en el mundo con la globalización. Nace “El Foro de São Paulo” es un foro de partidos y grupos de izquierda latinoamericanos, fundado por el Partido de los Trabajadores de Brasil en São Paulo en 1990.
Desde su fundación en nuestra se ha constituido para reunir los partidos y movimientos de izquierda, en los países de Latinoamérica y el Caribe. Lo que podemos decir que a este Foro se le han hecho muchas críticas desde su fundación por Alejandro Peña Esclusa Qúe es el foro de São Paulo ? quien en varias oportunidades denuncio el objetivo de este Foro que era el comunismo dominara en toda América Latina.
Cosa fue metiéndose en diferentes países de la zona y obteniendo frutos en tener domino del país que se alineaba con los lideres que llegara al poder. Se financiaba de uno al otro, caso que se vio con Evo Morales presidente de Bolivia financian su campaña en forma descarada el gobierno venezolano. Un gobierno instalado en la Bolivia por un hombre que solo recibe instrucciones del presidente Chávez y algunos bolivianos opositores al régimen Morales no le gustan esas imposiciones políticas, aquellos que se rebelan régimen lo persiguen y lo ponen preso usando los mismos elementos jurídicos de los dictadores decirle adversario golpista o terrorista caso que paso con Juan Kudelka. La cual lo catalogo preso político sabiendo que ningún gobierno acostumbra a aceptar la existencia de presos políticos, pero para mucho es un preso político secuestrado por el régimen del presidente de Bolivia Evo Morales.
Muchos de esos presos políticos tienen sus dolientes que lucha por sus liberaciones hasta mandando cartas a los demás medios internacionales para que sean oídos sus versiones de los hechos por la cual Kathy Rabczuk quien esta unida sentimentalmente con Juan Kudelka (Preso Político de Evo Morales en Bolivia) por vía correo electrónico nos relata la situación de Kudelka. Esta preso en el penal de San Pedro desde hace 22 meses clama por justicia, una justicia que no llega nunca porque el poder judicial en Bolivia esta arrodillado al poder político. Ella misma nos dice Juan… ¿su pecado o su error? Haber sido la mano derecha de uno de los empresarios más prósperos del país y opositor duro a Evo Morales, ex presidente del comité cívico de Santa Cruz. Nos sigue comentando Rabczuk Juan organizaba los cabildos y hacia lo que su jefe le decía claro. Cuando el Gobierno de Evo monta el caso mal llamado Terrorismo, el día 16 de abril de 2009, comienza una persecución terrible a los opositores bolivianos. Mas o menos igual o casi exacto al 11 Abril del 2002 en Venezuela. Nos sigue contando versiones de Kathy Rabczuk a la cual no son mías sino de ella el presidente Evo manda a matar a 3 extranjeros que estaban en el Hotel Las Américas y que supuestamente eran los terroristas contratados por la oposición para matarlo. Casualidad que en el piso de abajo habían 5 militares venezolanos alojados también y que según los únicos dos testigos que quedaron vivos de esa matanza, Elod Toaso y Mario Tadic (presos en San Pedro hace 3 años) las voces de mando (porque ellos estaban con las cabezas cubiertas) venían de acentos venezolanos.
Nos sigue comentando Kathy Rabczuk el gobierno venia por Branko Marincovich, ex jefe de Juan, pero Branko ya se había ido del país y obligaron a Juan a irse también. Su ex jefe le decía que tenía que irse y lo atormentaron hasta que se fue a USA. Luego de 11 meses allá y que su ex jefe no lo ayudara ni hablara con él, a pesar de haberlo obligado a irse, Juan decide volver al país para demostrar su inocencia, no podía seguir viviendo con visa de turista en USA y sin dinero ya. Cuando su ex jefe se entera que Juan quería regresar inicia una campaña sucia y mediática en contra de Juan, con el dinero que posee la familia Marincovich podían hacerlo claro. Surgen las amenazas de que no dejarían a Juan llegar a Bolivia para declarar. Entonces Juan entra por Argentina y escoltado por dos esbirros del gobierno de Morales, supuestamente para protegerlo. Cuando Juan llega a Bolivia, lo secuestran, estos mismos señores de nombres Carlos Núñez del Prado y Luis Clavijo conjuntamente con el personal del Fiscal asignado al caso, Marcelo Sosa. Lo retienen 3 días en una casa en la ciudad de La Paz sin darle ni comida ni le dicen donde está y forzándolo a firmar una declaración falsa, incriminando a otros opositores y empresarios y sobre todo a su ex jefe. Juan se niega y desde ahí lo mandan a Santa Cruz con detención domiciliaria, luego le piden que vaya a declarar por 2da vez y ahí le sugieren que “Colabore” y que mienta para incriminar a su ex jefe. Juan vuelve a negarse y desde entonces lleva 22 meses presos.

Sobre este caso de unos fulanos terrorismo que el gobierno de boliviano señala, WikiLeaks Caso Rózsa habría sido un montaje del gobierno de Evo para destruir a la oposición nos señala lo siguiente y nos asegura el Gobierno de Bolivia armó un falso complot para matar a Evo Morales y culpar a sus adversarios para justificar las persecuciones. Ex director de Inteligencia habría contratado a Eduardo Rózsa Flores contratado por servicios de inteligencia bolivianos para montar una trama y justificar el ataque a la oposición según WikiLeaks. Esto se nos parece el mismo formato para dar un ejemplo con el caso de Danilo Anderson OTRO TESTIGO ESTRELLA - CASO ANDERSON con el llamado testigo estrella del choro Julián llevan a la cárcel a los hermanos Otoniel y Rolando Guevara a condenar una pena de 30 años de prisión siendo inocente del caso y esto lo quieren hacer lo mismo con Juan Kudelka. Hasta se comenta de este caso en voz del mismo Juez Quinto de Instrucción en lo Penal de La Paz, Ricardo Maldonado de la causa Juez denuncia presiones en el caso Rózsa reconoce presiones por parte del gobierno. La Justicia no es equilibrada sino ajustada a los designios del mandatario del Evo. No solamente eso de justicia boliviana sino un retardo procesal como nos sigue diciendo Kathy Rabczuk: “El juicio ya debería haber comenzado, son 39 acusados. Pero dicen “que se perdieron mil hojas del folio” No sé cómo se perdieron pero por eso no empieza el juicio. El 16 de abril se cumplen 3 años y la causa debería extinguirse y los detenidos quedar libres, pero ya estamos cerca y el gobierno no dice nada, la fiscalía dice que la justicia está tardando porque los acusados pusieron trabas…. Y nadie hace ni dice nada por esta ilegalidad e injusticia. Que el mismo Juan Kudelka, habla de su verdad a través La carta de Juan Kudelka: “Mi verdad a la opinión pública”una carta donde textualmente asegura y da fe que Carlos Núñez del Prado, ex director de Seguridad Ciudadana del Ministerio de Gobierno, y Luis Clavijo, ex director de Régimen Interior, fueron a buscarlo hasta Argentina ofreciéndole su libertad a cambio de información y pidiendo que involucre a Branko Marinkovic en el caso Rózsa. La lucha por la liberación de los presos políticos en la América Latina es algo que nos ponemos reflexionar como avanza el castro-comunismo y nadie dice nada al respecto. Ningún político opositor a esos ideales no dice nada al respecto. No quiero decir que hay intereses de ellos y no reaccionan de las infinidades de violaciones derechos humanos que se comenten en nuestro continente.

robertveraz@gmail.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

INSUBORDINAÇÃO x AUTORITARISMO


Insubordinação não é característica dos militares, muito pelo contrário. Mas, a partir do momento em que se evidencia o desrespeito público pelos órgãos militares, a humilhação visivelmente proposital, o que poderia ser uma inaceitável insubordinação se torna uma elogiável reação em defesa de sua dignidade.

A presidente Dilma Rousseff proibiu comemorações no dia 31 de março, mas os militares anteciparam a festa para o dia 29 e distribuíram convite que exige traje esporte fino; é mais uma crise que a presidente tem para administrar (17 de Março de 2012) - de acordo com opinião pessoal - que pode estar enganada, mas continuará, errada ou não - o golpe de 64 não deveria ser visto como um marco político, pois se trata de mais uma ocorrência na história dos militares.

Se não bastasse a rebelião da base aliada no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff agora tem mais um abacaxi para descascar. Desta vez, entre os militares, que já vinham dando sinais de insubordinação assinando um manifesto contra a Comissão da Verdade. Desta vez, o que os militares preparam já pode ser considerado provocação. Dilma havia proibido comemorações, entre os representas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em relação ao aniversário do golpe de 31 de março de 1964, que os militares chamam de “Revolução”. Pois o Clube Militar antecipou a festa para o dia 29, daqui a 12 dias, e começou a distribuir os convites para a comemoração, que exige traje esporte fino.
A informação foi publicada neste sábado na coluna Panorama Político, assinada pelo jornalista Ilimar Franco, no jornal O Globo. Desde a demissão de Nelson Jobim, que praticamente pediu para sair, com comentários agressivos em relação a Dilma e algumas de suas ministras, o governo vem administrando focos de crise entre os militares, que ainda não engoliram completamente a escolha de Celso Amorim. Formado nos quadros mais à esquerda do Itamaraty, Amorim imaginava que conquistaria a confiança dos militares, renovando a compra de equipamentos – por isso mesmo, anunciou a retomada da compra dos caças Rafale, da França.
No entanto, não conseguiu conter a insatisfação dos militares da reserva, que prepararam um manifesto contra a Comissão da Verdade e recolheram mais de 
2000 assinaturas. Os militares também demonstram preocupação com a tentativa de alguns promotores de rever a Lei de Anistia. Nesta semana, houve a tentativa, frustrada, de reabrir o julgamento de Sebastião Curió, que foi responsável pelo massacre dos guerrilheiros do Araguaia.

Agora, uma festa no Clube Militar, em comemoração aos 48 anos do golpe militar que foi combatido pela jovem guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidente da República, tem potencial explosivo. 
(General Augusto Heleno Pereira).

quinta-feira, 8 de março de 2012

Los borrachos


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08/03/2012 às 00:00:00
Em plena Guerra das Malvinas, perguntaram ao escritor Jorge Luis Borges o que ele achava do conflito entre argentinos e ingleses. Com fina ironia, Borges propôs uma solução generosa: "Essa disputa precisa ser resolvida com diplomacia. Argentina e Inglaterra desistem da posse e entregam as ilhas para a Bolívia, que tanto precisa de um pedaço de mar".
O argentino Jorge Luis Borges era cego e por isso mesmo tinha visão melhor da escuridão na América Latina. Outro que tinha uma privilegiada visão do continente era o Barão do Rio Branco, que teria trocado o território do Estado do Acre, que pertenceu à Bolívia e ao Peru até 1913, por um cavalo. Ocupado por seringueiros no final do século 19, na verdade o Acre acabou sendo comprado pelo Brasil, em 1903, por dois milhões de libras esterlinas, pagos aos governos boliviano e peruano, além do pagamento de uma indenização de 110 mil libras esterlinas ao arrendatário da área, The Bolivian Syndicate.
 Segundo o presidente boliviano Evo Morales, cujo maior sonho é estatizar o fluido de isqueiro para acender o charuto de Fidel Castro, o negócio foi outro. Como a diplomacia boliviana aprendeu a se movimentar com o cavalo de Simon Bolívar, com certeza trata-se de um clamoroso erro histórico. Assim sendo, o Barão ofereceu um cavalo e entregou um burro.
 A versão de Morales de que o Acre teria sido trocado por um cavalo lembra outra história mal contada: em 1623, a Holanda teria comprado a Ilha de Manhattan dos índios moicanos pela bagatela de 24 dólares. Ou seja, calculando-se que naquela época um cavalo custava bem menos que um dólar, com 24 dólares se podia comprar a Bolívia com o Acre anexo. Não foi bem assim. Para proteger os colonos dos massacres, os moicanos não aceitavam moedas. Receberam em quinquilharias no valor de 60 guilders (moeda holandesa), que depois a lenda transformou em 24 dólares.
Na Guerra das Malvinas, o primeiro disparo foi dado por um general argentino borracho. O que prova que na história das desgraças na América Latina sempre tem um pinguço no meio. No Brasil o golpe de 64 começou depois de uma das bebedeiras de Jânio Quadros. Segundo garantem os melhores historiadores, José Manuel Pando Solares, que presidiu a Bolívia entre 1889 e 1904, vivia bêbado e, num daqueles porres, trocou o Acre por um cavalo de raça que levou para sua própria fazenda.
Relembrando Jorge Luis Borges, essa disputa pelas Ilhas Malvinas precisa ser resolvida com diplomacia: Argentina e Inglaterra desistem da posse, o Brasil devolve o cavalo à Bolívia e não se fala mais nisso.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Senadores relembram papel do Barão do Rio Branco na definição das fronteiras do país

Um dos estadistas mais reverenciados da história nacional, o Barão do Rio Branco recebeu homenagem em Plenário, nesta segunda-feira (5), por ocasião dos cem anos de seu falecimento. Na sessão, o presidente da Casa, José Sarney, disse que o país deve cultivar a justa vaidade de possuir a figura de Rio Branco entre seus grandes heróis, a seu ver o maior no século 20, em razão de suas ações no campo diplomático para consolidar pacificamente as fronteiras do país.
– Herói não é somente aquele que vence batalhas com espada e sangue. Rio Branco venceu todas as batalhas, conquistando territórios para o Brasil, criando consciência de paz, de negociação e de construção da nossa grande pátria – destacou.
Sarney recordou que Rio Branco aproveitou o longo período em que esteve à frente do consulado brasileiro em Liverpool, na Inglaterra, para estudar e pesquisar em bibliotecas europeias. Assim, reuniu conhecimentos que depois seriam de grande utilidade na defesa do país nas questões de fronteira.
– Ele voltava da Europa e dizia que as guerras e as divergências entre as nações começavam na linha de fronteira – destacou Sarney.
Um dos pontos destacados por Sarney foi a atuação de Rio Branco na questão do Amapá, arbitrada por um conselho suíço depois de enfrentamentos sangrentos entre forças francesas baseadas na Guiana e habitantes que tinham “o coração de ser brasileiro”. Defendida com “ironia fina”, a estratégia envolveu o uso de mapas apresentados pela própria defesa da França para provar que toda a Guiana Francesa, ou pelo menos grande parte dela, seria território brasileiro.
Gratidão

O senador Jorge Viana (PT-AC), propositor da sessão, afirmou que Rio Branco sempre se portou com a consciência do papel de liderança que o futuro reservaria ao país, tanto na América Latina como no cenário internacional mais amplo, fato que considerou evidente na atualidade.
Jorge Viana disse que se sentiu no dever de sugerir a homenagem pelo sentimento de gratidão que ele e todos os acrianos nutrem em relação ao homem que se empenhou e encontrou os meios para resolver a questão territorial do atual estado do Acre quando assumiu o Ministério das Relações Exteriores, no governo Rodrigues Alves.
A área do estado pertencia à Bolívia e havia começado a ser ocupada por seringueiros brasileiros em 1880, na época da expansão da economia da extração da borracha. No entanto, assinalou o senador, esses brasileiros viviam dentro de um cenário de guerra, agravada pela cobiça do capital internacional pela área. Se efetivada a demarcação de fronteira estabelecida em acordos anteriores, milhares de brasileiros seriam abandonados à própria sorte em território estrangeiro, observou Jorge Viana.
– Tenho a firme convicção de que temos a obrigação de, em todas as ocasiões possíveis, promover e prestar tributo à memória e à obra do Barão do Rio Branco - concluiu.
Assim como Viana, seu colega da bancada do Acre Anibal Diniz (PT) reconheceu o papel decisivo de Rio Branco naquela questão, para ambos a mais complexa já enfrentada pelo país em relação a fronteiras. Diferentemente dos demais casos, disseram os representantes do Acre, esse foi o único em que houve expansão territorial e não um mero reconhecimento de direitos de domínio. A solução envolveu troca de territórios e pagamento de compensação financeira à Bolívia.

Ensinamentos
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Fernando Collor (PTB-AL), e antes dele também Sarney, outro ex-ocupante da Presidência da República, destacou os ensinamentos deixados por Rio Branco no trato das questões de Estado pela via diplomática. Collor ressaltou ainda o papel do Barão na própria organização do Itamaraty, com processo de seleção, qualificação e distribuição de postos de forma profissional, em processos apoiados na disciplina, meritocracia e respeito à hierarquia.
– Se hoje a excelência dessa instituição é reconhecida e admirada internacionalmente, devemos, em especial, à visão e à profecia do seu mais expressivo representante e sua capacidade de definir e implantar os princípios basilares da diplomacia brasileira – disse Collor.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou que Rio Branco foi um devotado defensor da União das Américas. De acordo com a senadora, o Barão foi quem preparou o terreno para uma aproximação mais estreita com as repúblicas latino-americanas, além de ter acentuado a tradição de amizade e cooperação com os Estados Unidos. Ela disse que sua figura deve inspirar o Brasil a aproveitar o bom momento do país no exterior e repensar a política externa, assumindo papel de maior destaque na agenda mundial.
De acordo com João Capiberibe (PSB-AP), em tempos de descrédito nos homens públicos, homenagear Barão do Rio Branco em seu centenário de falecimento serve de “alento para mulheres e homens de bem do Brasil”. Para ele, mais do que ressaltar a importância de Rio Branco para o estado que tem a honra de representar, o mais importante era salientar sua capacidade de antecipação, por ter compreendido que o jovem país de sua época precisava resolver suas questões de fronteira ainda no século passado. O senador comentou que hoje esses conflitos dificilmente se resolveriam apenas pela diplomacia.
A sessão contou com a participação do embaixador Georges Lamaziére, diretor do Instituto Rio Branco, que representou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota; do embaixador Gilberto Vergne Saboia, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag); e do ex-deputado Marcos Afonso, representante do governador do Acre, Tião Viana. Estiveram ainda presentes diplomatas brasileiros e estrangeiros alunos do Instituto Rio Branco.        05/03/2012 - 17h03 - Plenário

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

IGNORANDO A DECISÃO DO STF ?????

IGNORANDO A DECISÃO DO STF?????
MAS ONDE ESTAMOS?
Ana Prudente

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=31425


Ministra revoga a Lei da Anistia por conta própria e garante que haverá punição aos torturadores do regime militar

Carlos Newton


Demorou, mas aconteceu. Reportagem de Júnia Gama no Correio Braziliense mostra que o governo modificou o tom cauteloso do discurso adotado em meados de 2011, quando ainda tentava aprovar a lei que cria a Comissão da Verdade. Naquele momento, prevalecia a tese de que o colegiado teria efeitos tão etéreos quanto a “efetivação do direito à memória”, o que gerou resistências de setores ligados aos direitos humanos e de familiares de vítimas.

Porém, passados três meses desde a sanção presidencial que criou o colegiado, começa a ser desenhada a perspectiva de punição real para aqueles que tenham cometido crimes durante o período da ditadura militar, embora a Lei da Anistia continue em vigor, com suas normas já confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.

Não se sabe se a presidente Dilma Rousseff autorizou, mas o fato é que a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse ao Correio Braziliense que as informações reunidas pela Comissão da Verdade poderão dar origem a processos de condenações semelhantes aos que ocorreram em países vizinhos.

A ministra acrescentou que, na América Latina, a iniciativa de revisão dos atos governamentais praticados durante períodos autoritários não tiveram início com um caráter punitivo. No entanto, o clamor social fez com que resultassem em amplos processos de condenação, como o que ainda ocorre na Argentina, onde mais de 200 agentes repressores já foram punidos.

“Reconhecemos legítimo quando a sociedade propõe e luta no sentido da responsabilização criminal”, diz a ministra, assinalando à reporter Junia Gama  que o acesso aos documentos e testemunhos fundamentais para a construção da narrativa do período serão assegurados, se preciso, por vias policiais.

“Qualquer arquivo será aberto para a comissão, seja privado ou público”, disse a ministra, como se fosse possível a alguma autoridade determinar esse tipo de busca, sem prévia autorização judicial, em regime democrático como o vivido hoje pelo Brasil.

Até agora, a presidente Dilma não desautorizou a ministra. O Planalto mantém-se em silêncio. E todos sabem que o ditado popular diz que “quem cala, consente”.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ABADÁ BORA-BORA

Os abadás chegam na quinta feira, Aguardem. Vendas na casa do Portela e Maruca, fone 3546 5542
Valor R$ 15,00 com direito ao tradicional esquenta no domingo a partir das 20:00h em Epitaciolândia, com cerveja Cristal e skol, e refrigerantes por apenas um real.

domingo, 8 de janeiro de 2012

ESCOLA, DOCENTES E ALUNOS


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              O mundo está mudando, e a instituição escolar se manteve rígida em sua organização.
              Os docentes e os alunos mudaram; pois é conduta dos seres humanos assimilarem as mudanças sociais. Professores e alunos são obrigados a forçarem suas personalidades dentro da escola obedecendo a um sistema quase ultrapassado, que só com uma mudança nesta mordaça pedagógica poderá ser construído uma melhor relação entre docentes e alunos, visando uma melhor aprendizagem com satisfação.
A cada ano que passa é diminuída a valorização do professor pelo seu conhecimento, também a escola é pouco respeitada como uma segunda casa. Mas é óbvio, se a família não pode se manter como formadora de cidadãos, menos ainda pode se esperar da escola. O próprio ambiente físico das escolas não oferece um ambiente apropriado para o processo de ensino-aprendizagem e que a cada ano que passa aumenta a quantidade de alunos, tornando menores os espaços oferecidos. Também os diplomas que seguem dando aos docentes deixam a desejar em relação ao conhecimento específico e suas habilidades. “Que situação chegou o docente diante sua tamanha atribuição e competência”, a cumprir como bonzinho a função de assistência e contenção ante a quase dissolução da família. Assim chegamos a uma situação muito confusa sobre qual é o perfil e a função do docente hoje em dia. A docência e a educação estão em crise. Diante desta crise que se apresenta, ignorar e seguir em frente com a rotina escolar superficial, pode ser uma contribuição e continuidade para o que está acontecendo.
Será que é correto encher as escolas de alunos? É possível ensinar e aprender diante de uma sala média com 40 alunos, pode o professor, nessas condições atender tal diversidade de alunos e corrigir os erros como forma de ensinar? Porque segue mantendo o horário como o centro da organização escolar? Porque os alunos devem suportar determinados professores impostos pela direção? Porque os professores devem lidar com alunos que não querem e não tem os elementos suficientes para a boa aprendizagem?
A violência e a educação institucional é um desafio entre a razão crítica e a busca de sentido para oferecer propostas concretas.
A violência como um problema macro social, parece não se encontrar meios para a solução. A violência psicológica e moral que exige da educação, principalmente a média, acrescenta um desprestígio conceitual, colocando a escola e seus docentes em situação de indefinição e debilita sua missão de poderem exercer, como mediadores e conselheiros, para conter todas as formas de violências como maior exclusão social. Temos como violência simbólica a comunicação social em um tempo que se ler pouco, se escuta mal e se ver muito, principalmente a miséria, violência e paixão humana, mostrada pela televisão. Analisando as preocupações e competências dos nossos dirigentes, que decidem tudo neste pais, vemos que o setor que mais é penalizado é o educacional, o resultado é traumático para alunos e professores.

Alguns comparativos entre a escola e os meios de comunicações, como jornais e televisão.
A escola deve ensinar: A moral pessoal e social, o sentido da família e a autoridade dos pais, o desenvolvimento harmonioso da natureza humana, preservar a cultura e seus valores, evitarem a violência.
A televisão: Leva a sociedade a entender que o que importa são valores materiais, incentiva ao consumismo, desprestigia o sentido de família e responsabilidade para com as autoridades, sensacionalismo com as desgraças e calamidades, facilita a cultura da morte, excita a sexualidade precoce. Etc.
A população educacional do ensino médio fica no centro da crise, configurada na violência escolar, danificada pela violência familiar, pressionada pela violência socioeconômica.
Não basta esperar que as coisas mudem, se faz necessário, mudança de atitudes dos grupos dominantes, revisarem os conceitos docentes e capacitá-los para as problemáticas dos alunos. Mas isso tudo só é possível se aprendermos a votar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BRASIL, A ESPERANÇA PARA IMIGRANTES ILEGAIS HAITIANOS

 "Imigrantes ilegais"
26/12/2011 1:01,  Por Carta Maior

Brasil, a esperança para imigrantes ilegais haitianos.
Rota de imigração ilegal pela região norte atrai milhares de haitianos em fuga da miséria e falta de perspectiva. Em Brasileia, no Acre, abrigo de imigrantes produz ‘calamidade pública’. Capital do Amazonas, Manaus torna-se também ‘capital haitiana’ no Brasil, uma referência por liderar forças de paz da ONU. Tropas começam a sair em março.
Najla Passos
BRASÍLIA – Brasileia é uma pequena cidade de 20 mil habitantes cravada no sul do Acre, na fronteira com a Bolívia. É bem provável que a imensa maioria dos brasileiros jamais tenha ouvido falar dela. Fora das fronteiras locais, porém, o município faz sucesso. A cidade é a porta de entrada no Brasil de uma rota de imigração ilegal de haitianos para o país.
Hoje, a cidade hospeda 810 haitianos. Uma população que, fugida de um dos lugares mais pobres do mundo, e onde o Brasil é uma referência por comandar tropas de paz das Nações Unidas, sonha com a cidadania brasileira, que lhes daria o direito de trabalhar, de estudar, de usufruir o Sistema Único de Saúde (SUS), enfim, de viver legalmente no país.
O Brasil, porém, não possui um tratado internacional que exima os haitianos de visto de permanência. Eles também não podem ser enquadrados no conceito de “refugiado”, definido pela Convenção de Genebra, que considera como tal toda pessoa obrigada a sair de seu país, sozinha ou em grupo, devido a perseguições de caráter político, racial, de gênero ou religioso.
O combustível da fuga é a miséria. E, quando cruzam a fronteira da Bolívia o Brasil, os haitianos assumem a condição de imigrantes ilegais. Uma situação que também causa problemas para autoridades públicas brasileiras.
Em Brasiléia, 600 haitianos estão hospedados em um hotel do município com despesas pagas pelo governo do Acre. Recebem duas refeições diárias, além de café da manhã. Tudo isso significa um gasto mensal de R$ 1 milhão para os cofres de um dos estados mais pobres do país.
E este não é, nem de longe, o maior problema. “O hotel em que eles estão alojados tem capacidade para 80 pessoas e estão vivendo 800. Não há como cozinhar para tanta gente, os banheiros não comportam. Daqui a pouco, a epidemia de cólera que assola o Haiti chegará até lá”, afirma o senador acreano Aníbal Diniz (PT).
Entre os hóspedes, há 17 mulheres grávidas e crianças em idade escolar. Em Brasiléia, os sistemas públicos de educação e saúde não têm como atender tanta gente. Para conseguir documentos como CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho, precisam esperar cerca de um mês. E as perspectivas são de que o número de haitianos no município aumente cada vez mais.
Informações da Agência Brasileira de Informação (ABIN) e da Polícia Federal (PF) revelam que há 50 haitianos do lado boliviano da fronteira aguardando uma oportunidade para entrar no país. E outros que 200 já deixaram Porto Príncipe, a capital devastada do Haiti, em direção ao Brasil.
A rota identificada pelas autoridades brasileiras mostra que, do Haiti, os imigrantes ilegais seguem para a República Dominicana, que divide a Ilha de São Domingos com o Haiti. De lá, os imigrantes vão para Equador, Peru e Bolívia, até chegar ao Acre. É operada por pessoas conhecidas como “coiotes”, participantes de uma quadrilha que os serviços policias e de inteligência do Brasil tentam desbaratar.
Na cidade amazonense de Tabatinga, tríplice fronteira com Peru e Colômbia, os haitianos também chegam em grandes grupos. Lá, não é o governo do estado que acolhe os imigrantes, mas a sociedade civil organizada, principalmente por meio do trabalho da Pastoral do Migrante, da Igreja Católica.
Levantamento feito pelas Nações Unidas aponta que, atualmente, 1,1 mil haitianos estão na cidade. Em 2010, a Polícia Federal recebeu 476 solicitações de refúgio. Em 2011, foram 1075. Todas elas foram negadas, mas os pleiteadores conseguiram um visto humanitário. Muitos se deslocaram para Manaus, em busca de emprego.
É justamente na capital do Amazonas que se concentra o maior número de haitianos: 3,2 mil, a maioria mantida também pelas igrejas e comerciantes locais. Também há haitianos vivendo em Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP). Em todo o país, 3.274 já requereram visto de permanência e 1,3 mil receberam.
Calamidade pública
A pobreza e a miséria que, historicamente, colocam o Haiti no último lugar do ranking de desenvolvimento da América Latina e Caribe dificultam a reconstrução do país, após o terremoto de 2010, que afetou a vida de 3 milhões de haitianos e matou, de imediato, 222 mil pessoas.
“O terremoto foi terrível, mas o país já era miserável antes dele. Outros países que passam por catástrofes naturais, como Chile, conseguem se recuperar. Mas o Haiti, não”, justifica o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez.
Segundo ele, hoje, passados quase dois anos, o Haiti continua sofrendo os efeitos da catástrofe. “Cerca de 300 mil casas foram destruídas. Mais de um milhão de pessoas continuam vivendo em acampamentos, em condições muito precárias. Por isso, o surto de cólera no país”, afirma.
Além disso, a violência vitima, principalmente, as mulheres. “A incidência de gravidez nos acampamentos aumentou de 4% para 12%, principalmente devido aos estupros que ocorrem durante à noite, em função das deficiências de iluminação”, denuncia.
Andrés Rmirez relata que a violência sexual e de gênero tem justificado, inclusive, que outros países aceitem receber os haitianos como refugiados. “Os números são modestos, mas já há 57 na Argentina, 146 no Peru e um no Chile”.
É neste contexto que os haitianos decidem deixar o país. As famílias mais abastados se organizam e enviam alguns membros pra os Estados Unidos. As de menor poder aquisitivo, agora, têm a alternativa de tentar o Brasil, que exige menos recursos e é mais seguro. Nos Estados Unidos, se descobertos, os ilegais são deportados para seus países de origem.
“A maior parte dos imigrantes ilegais haitianos é muito bem qualificada, justamente para conseguir emprego e ajudar a sustentar os que ficaram no Haiti”, diz o presidente do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), Luiz Paulo Teles Barreto, também secretário-executivo do Ministério de Justiça.
O Brasil é uma referência também por liderar, desde 2004, as forças de paz das Nações Unidas que atuam no Haiti. O ministério da Defesa diz que as tropas brasileiras vão deixar aquele país a partir de março de 2012.

domingo, 25 de dezembro de 2011

HAITIANOS ESTÃO SENDO ASSALTADOS E MORTOS NA FRONTEIRA DA BOLÍVIA COM PERU

www.oaltoacre.com
Uma grave denuncia feita por haitianos que chegaram na noite desta sexta-feira, dia 23, na cidade de Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, estão denunciando um ato que se pode chamar de desumano e covarde.
Segundo eles, que inclusive tem crianças no meio, passaram momentos de terror quando tentaram passar pela Bolívia, após sair do Peru para chegar ao Brasil, estão sendo atacados por homens armados que, além de roubar seus pertences e valores, estão assassinando quem se recusa a dar o que tem.
Disseram que chegaram a ver um casal em estado de decomposição que foram assassinados, quando tiveram entrar na mata para fugir. Não é possível saber quem estaria por trás da matança. Os homens agem encapuzados e vestiam roupas tipo militar e após o ataque, outro grupo estão abordando.
Os que estão na cidade de Brasiléia, não sabem dizer com certeza, se estariam no lado boliviano ou peruano. A criança que escapou com os adultos, tem sinais de arranhões pelo corpo causados pelo mato no momento da fuga.
Essa já não seria a primeira vez que tal denuncia foi feita, quando outro grupo foi abordado, e tiveram parte de seus pertences tomados e as mulheres abusadas na região do vilarejo de Soberania, na tríplice fronteira e as autoridades da Bolívia dizem desconhecer tais abusos.
        Isso tudo poderia ser evitado, conforme venho alertando. Porque que os Haitianos, quando chegam na fronteira com Assis Brasil, com destino ao Brasil, tem que vir de forma clandestina correndo risco de vida e outras coisa mais, até chegar em Brasiléia, será que Assis Brasil Não é Brasil, para serem recebidos lá e não só em Brasiléia. O que está faltando???
Veja trecho de um artigo publicado anteriormente neste Blog.
"... A rota dos mesmos é Haiti, Panamá, Colômbia, Peru até chegar em Inapari na fronteira do Brasil através de Assis Brasil, só que de Inapari-Peru para Brasiléia e EpitacioLãndia eles enfrentam talvez a maior dificuldade: Os que tem dinheiro pagam até 200 dólares cada a taxistas brasileiros por pessoa e correndo o risco do taxista ser pego, processado e pagar multas caríssimas, os que tem menos dinheiro se arriscam a virem pela estrada boliviana por taxistas peruanos e bolivianos correndo o risco de serem extraditados pelas autoridades bolivianas, já os que nada têm se arriscam a pé enfrentando rotas de tráficos de drogas e por terras bolivianas e brasileiras de forma escondida, passando fome e noites frias na selva amazónica. Chegando aqui eles recebem os direitos de se legalizarem, MAS PORQUE NÃO RECEBEREM ESSES DIREITOS NA PORTA DE ENTRADA QUE É EM ASSIS BRASIL?"

Veja vídeo-reportagem com Almir Andrade.
 http://www.oaltoacre.com/index.php/acre/11396-denuncia-haitianos-estao-sendo-assaltados-e-mortos-na-fronteira-da-bolivia-com-peru.html

domingo, 18 de dezembro de 2011

EVO RECONHECE OS PROBLEMAS QUE A COCA ESTÁ CAUSANDO

    Será que só ele imaginava que os outros iriam acreditar, que o incentivo a produção da folha de coca, seria só para o uso medicinal e cultural; se fosse para isso bastava apenas o cultivo em umas cem hectares. Agora ele se deparou com cartéis de outros países, bem mais potentes e com tecnologia avançada. Isso põe em risco o simples poder exercido pela Bolívia em relação ao narco. "é uma concorrência desleal". Evo também foi humilde em dizer que "Uma pequena parte da folha de coca é desviada para a fabricação de cocaína, que isso é ilegal". Será que ele não percebe que ilegal mesmo é incentivar o aumento de plantio da folha, quando que para o uso cultural e medicinal, o ideal seria a redução em quase 70%. Hoje Bolívia tem, segundo dados oficiais, mais de 32.000 hectares de plantio da folha de coca.
O mal que a cocaína vinda da Bolívia causa aos brasileiros, que segundo a ONU 80% do consumo brasileiro é da Bolívia, é incalculável; mesmo assim o Sistema de Governo Brasileiro continua investindo e aliado da Bolívia.

O Laboratório de refino de cocaína encontrado em outubro em uma reserva florestal, que resultou no enfrentamento de militares da UMOPAR com os narcos, onde foi morto um oficial militar, e que os narcos mortos eram colombianos, só agora descobriram que os mesmos pertenciam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Em um informe do Diretor Geral da Polícia, alertou ao presidente Evo, da existência de delinquentes organizados de escala internacional na Bolívia, que estão usando o território boliviano para o fábrico e passagem de cocaína pela fronteira para o Brasil, Chile, Paraguai e Argentina. Também falou de um segundo problema que é a importação de dinheiro ilícito proveniente do narcotráfico introduzidos por colombianos, mexicanos, peruanos e também de cubanos para a cadeia produtiva do narcotráfico.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

COLONO É PRESO COM ESPINGARDA REGISTRADA


Colono é preso com espingarda registrada, no Airton Sena

Apesar de ter o documento de registro da arma, o colono foi preso; PM diz ser ilegal transportar a arma sem autorização da PF

DSC_0179Apesar do agricultor ter o registro da arma, uma espingarda calibre 20, dando autorização para o mesmo usar o equipamento para meios de subsistência no Seringal São Francisco de Iracema, o homem foi denunciado por vizinhos no bairro Airton Sena.
Segundo ele, a arma está com problemas e ele trouxe para a cidade a fim de mandar arrumar, pois não estaria atirando. Abrigado na casa de parentes no bairro Airton Sena, o homem acabou sendo denunciado e preso pela polícia militar.
Na delegacia, mesmo com o documento de registro da arma, o homem foi autuado em flagrante e uma fiança deverá ser estipulada de acordo com suas condições.
Na oportunidade, o coronel Juvenal, comandante do 3° Batalhão, fez um alerta para os agricultores que possuem o registro de suas armas e precisam, por algum motivo, transportá-las até a capital.
“Antes de vir para a cidade, é necessário pegar primeiro uma autorização na Polícia Federal e só depois transportar a arma. Caso contrário, a polícia militar vai fazer a apreensão da arma e prisão da pessoa. Isso é a Lei e só estamos dando cumprimento a ela”, explica o comandante.
O homem desavisado disse que da próxima vez vai fazer todo o procedimento correto para não passar mais por constrangimento. O colono que nunca teve passagem pela polícia vai ter que pagar fiança e ficará com a ficha suja diante da justiça.

COMENTÁRIO.
Tem algo errado, a polícia está aí para cumprir a Lei. Agora quem fez a Lei, quem apoiou quem fez a Lei?? Agora o seringueiro e colono que vive na mata e já não pode desmatar, ter ramal, trazer um pedaço de caça para os parentes na rua como forma de pagamento a sua estadia, pois não tem dinheiro. E por causa da Lei vai ter que dar duas viagem, uma para pegar um documento na PF e a outra para trazer a arma. E a floresta continua sendo vendida, e os que vive nela não lhe dão nem o direito de opinar; para eles só as proibições e punições. O malandro da Rocinha no RJ, foi avisado bem antes que a polícia iria invadir o morro, com isso eles fugiram com armas. Já o homem da floresta que tem tantas dificulidades, paga a mesma pena do malandro da Rocinha, quando pego, pois ele é esperto, já o colono é simples e sem maldade.