Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga?
Tragar a dor engolir a labuta?
Mesma calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira tanta força bruta
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade
Pai, afasta de mim este cálice
Pai, afasta de mim este cálice
De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo disel
Me embriagar até que alguém me esqueça
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Terapia TRG
quarta-feira, 29 de abril de 2009
ESCOLA, DOCENTES E ALUNOS
O mundo está mudando, a instituição escolar se manteve rígida em sua organização. Os docentes e os alunos mudaram; pois é conduta dos seres humanos assimilarem as mudanças sociais. Professores e alunos são obrigados a forçarem suas personalidades dentro da escola obedecendo a um sistema quase ultrapassado, que só com uma mudança nesta mordaça pedagógica poderá ser construído uma melhor relação entre docentes e alunos, visando uma melhor aprendizagem com satisfação.
A cada ano que passa é diminuída a valorização do professor pelo seu conhecimento, também a escola é pouco respeitada como uma segunda casa. Mas é óbvio, se a família não pode se manter como formadora de cidadãos, menos ainda pode se esperar da escola. O próprio ambiente físico das escolas não oferece um ambiente apropriado para o processo de ensino-aprendisagem e que a cada ano que passa aumenta a quantidade de alunos, tornando menores os espaços oferecidos. Também os diplomas que seguem dano aos docentes deixam a desejar em relação ao conhecimento específico e suas habilidades. “Que situação chegou o docente diante sua tamanha atribuição e competência”, a cumprir como bonzinho a função de assistência e contenção ante a quase dissolução da família. Assim chegamos a uma situação muito confusa sobre qual é o perfil e a função do docente hoje em dia. A docência e a educação estão em crise. Diante desta crise que se apresenta, ignorar e seguir em frente com a rotina escolar superficial, pode ser uma contribuição e continuidade para o que está acontecendo.
Será que é correto encher as escolas de alunos? É possível ensinar e aprender diante de uma sala com 40 alunos, pode o professor, nessas condições atender tal diversidade de alunos e corrigir os erros como forma de ensinar? Porque segue mantendo o horário como o centro da organização escolar? Porque os alunos devem suportar determinados professores impostos pela direção? Porque os professores devem lidar com alunos que não querem e não tem os elementos suficientes para a boa aprendizagem?
A violência e a educação institucional é um desafio entre a razão crítica e a busca de sentido para oferecer propostas concretas.
A violência como um problema macro social, parece não se encontrar meios para a solução. A violência psicológica e moral que exige da educação, principalmente a média, acrescenta um desprestígio conceitual, colocando a escola e seus docentes em situação de indefinição e debilita sua missão de poderem exercer, como mediadores e conselheiros, para conter todas as formas de violências como maior exclusão social. Temos como violência simbólica a comunicação social em um tempo que se ler pouco, se escuta mal e se ver muito, principalmente a miséria, violência e paixão humana, mostrada pela televisão. Analisando as preocupações e competências dos nossos dirigentes, que decidem tudo neste pais, vemos que o setor que mais é penalizado é o educacional, o resultado é traumático para alunos e professores.
Alguns comparativos entre a escola e os meios de comunicações, como jornais e televisão.
A escola deve ensinar: A moral pessoal e social, o sentido da família e a autoridade dos pais, o desenvolvimento harmonioso da natureza humana, preservar a cultura e seus valores, evitarem a violência.
A televisão: Leva a sociedade a entender que o que importa são valores materiais, incentiva ao consumismo, desprestigia o sentido de família e responsabilidade para com as autoridades, sensacionalismo com as desgraças e calamidades, facilita a cultura da morte, excita a sexualidade precoce. Etc.
A população educacional do ensino médio fica no centro da crise, configurada na violência escolar, danificada pela violência familiar, pressionada pela violência socioeconômica.
Não basta esperar que as coisas mudem, se faz necessário, mudança de atitudes dos grupos dominantes, revisarem os conceitos docentes e capacitá-los para as problemáticas dos alunos.
A cada ano que passa é diminuída a valorização do professor pelo seu conhecimento, também a escola é pouco respeitada como uma segunda casa. Mas é óbvio, se a família não pode se manter como formadora de cidadãos, menos ainda pode se esperar da escola. O próprio ambiente físico das escolas não oferece um ambiente apropriado para o processo de ensino-aprendisagem e que a cada ano que passa aumenta a quantidade de alunos, tornando menores os espaços oferecidos. Também os diplomas que seguem dano aos docentes deixam a desejar em relação ao conhecimento específico e suas habilidades. “Que situação chegou o docente diante sua tamanha atribuição e competência”, a cumprir como bonzinho a função de assistência e contenção ante a quase dissolução da família. Assim chegamos a uma situação muito confusa sobre qual é o perfil e a função do docente hoje em dia. A docência e a educação estão em crise. Diante desta crise que se apresenta, ignorar e seguir em frente com a rotina escolar superficial, pode ser uma contribuição e continuidade para o que está acontecendo.
Será que é correto encher as escolas de alunos? É possível ensinar e aprender diante de uma sala com 40 alunos, pode o professor, nessas condições atender tal diversidade de alunos e corrigir os erros como forma de ensinar? Porque segue mantendo o horário como o centro da organização escolar? Porque os alunos devem suportar determinados professores impostos pela direção? Porque os professores devem lidar com alunos que não querem e não tem os elementos suficientes para a boa aprendizagem?
A violência e a educação institucional é um desafio entre a razão crítica e a busca de sentido para oferecer propostas concretas.
A violência como um problema macro social, parece não se encontrar meios para a solução. A violência psicológica e moral que exige da educação, principalmente a média, acrescenta um desprestígio conceitual, colocando a escola e seus docentes em situação de indefinição e debilita sua missão de poderem exercer, como mediadores e conselheiros, para conter todas as formas de violências como maior exclusão social. Temos como violência simbólica a comunicação social em um tempo que se ler pouco, se escuta mal e se ver muito, principalmente a miséria, violência e paixão humana, mostrada pela televisão. Analisando as preocupações e competências dos nossos dirigentes, que decidem tudo neste pais, vemos que o setor que mais é penalizado é o educacional, o resultado é traumático para alunos e professores.
Alguns comparativos entre a escola e os meios de comunicações, como jornais e televisão.
A escola deve ensinar: A moral pessoal e social, o sentido da família e a autoridade dos pais, o desenvolvimento harmonioso da natureza humana, preservar a cultura e seus valores, evitarem a violência.
A televisão: Leva a sociedade a entender que o que importa são valores materiais, incentiva ao consumismo, desprestigia o sentido de família e responsabilidade para com as autoridades, sensacionalismo com as desgraças e calamidades, facilita a cultura da morte, excita a sexualidade precoce. Etc.
A população educacional do ensino médio fica no centro da crise, configurada na violência escolar, danificada pela violência familiar, pressionada pela violência socioeconômica.
Não basta esperar que as coisas mudem, se faz necessário, mudança de atitudes dos grupos dominantes, revisarem os conceitos docentes e capacitá-los para as problemáticas dos alunos.
terça-feira, 28 de abril de 2009
O DIVÃ
“História de uma pessoa que sai de casa, muitos anos depois procura um psicanalista e na cadeira de trabalho (divã), expõe as recordações constantes em sua vida”
Relembro a casa com varanda
Muitas flores na janela
Minha mãe lá dentro dela
Me dizia num sorriso
Mas na lágrima um aviso
Pra que eu tivesse cuidado
Na partida pro futuro
Eu ainda era puro
Mas num beijo disse adeus.
Minha casa era modesta, mas
eu estava seguro
Não tinha medo de nada
Não tinha medo de escuro
Não temia trovoada
Meus irmãos a minha volta
E meu pai sempre de volta
Trazia o suor no rosto
Nenhum dinheiro no bolso
Mas trazia esperança.
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui.
Relembro bem a festa, o apito
E na multidão um grito
O sangue no linho branco
A paz de quem carregava
Em seus braços quem chorava
E no céu ainda olhava
E encontrava esperança
De um dia tão distante
Pelo menos por instantes
encontrar a paz sonhada.
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui.
Eu venho aqui me deito e falo
Pra você que só escuta
Não entende a minha luta
Afinal, de que me queixo
São problemas superados
Mas o meu passado vive
Em tudo que eu faço agora
Ele está no meu presente
Mas eu apenas desabafo
Confusões da minha mente.
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam.
Relembro a casa com varanda
Muitas flores na janela
Minha mãe lá dentro dela
Me dizia num sorriso
Mas na lágrima um aviso
Pra que eu tivesse cuidado
Na partida pro futuro
Eu ainda era puro
Mas num beijo disse adeus.
Minha casa era modesta, mas
eu estava seguro
Não tinha medo de nada
Não tinha medo de escuro
Não temia trovoada
Meus irmãos a minha volta
E meu pai sempre de volta
Trazia o suor no rosto
Nenhum dinheiro no bolso
Mas trazia esperança.
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui.
Relembro bem a festa, o apito
E na multidão um grito
O sangue no linho branco
A paz de quem carregava
Em seus braços quem chorava
E no céu ainda olhava
E encontrava esperança
De um dia tão distante
Pelo menos por instantes
encontrar a paz sonhada.
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui.
Eu venho aqui me deito e falo
Pra você que só escuta
Não entende a minha luta
Afinal, de que me queixo
São problemas superados
Mas o meu passado vive
Em tudo que eu faço agora
Ele está no meu presente
Mas eu apenas desabafo
Confusões da minha mente.
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam.
sábado, 18 de abril de 2009
O Acre era de quem? por Eduardo Carneiro
Nunca houve, talvez, uma geografia tão confusa, hesitante, cheia de erros e de reticências do que a do ocidente do rio Madeira, durante os tempos coloniais”. (Leandro Tocantins, 2001, 387p. )
Eduardo Carneiro * A pergunta que traz o título desse artigo parece ter uma resposta óbvia para nós acreanos: o Acre pertencia ao Brasil. Os mais ufanistas acrescentariam “foi preciso que o sangue de nossos antepassados, heróis revolucionários, fosse derramado para que o Acre se desligasse da usurpadora Bolívia”. Mas pelo que sabemos, o Peru também reivindicava o Acre. Qual dos três países estava com a razão?
O BRASIL? Juridicamente todos os Tratados Internacionais, até então, davam uma resposta negativa a essa pergunta. A Bula Papal Intercoerente (1493) Tratado de Tordesilhas (1494), Tratado de Madri (1750), Tratado de Prado (1761), Tratado de Santo Ildefonso (1777) e o Tratado de Badajós (1801). O próprio Brasil Imperial reconhecia que o Acre pertencia à Bolívia através do Tratado de Ayacucho (1867) e por inúmeras vezes o Brasil Republicano confirmara o prescrito de 1967. Por que o Brasil teve que pagar à Bolívia (Tratado de Petrópolis, 1903) uma terra que lhe pertenceria?
O PERU? Como sabemos, a Bolívia fazia parte do Peru, um dos quatro vice-reinados da Espanha aqui na América. A Bolívia somente conquistou sua independência em 1825, no entanto, não houve consenso em relação aos limites fronteiriços com o Peru. O Peru alegava que todo o vale do Amazonas, a leste do meridiano do nascente do Javari, lhe pertencia. Quando houve a “revolução” acreana, essa questão ainda estava latente. Nesse ponto de vista, o Brasil teria de negociar o Acre com o Peru e não com a Bolívia. De fato, bastaram alguns meses para que o Barão de Rio Branco resolvesse a questão acreana com a Bolívia. Com o Peru, ao contrário, a pendenga durou seis longos anos.
A BOLÍVIA? A Bolívia considerava o Acre como “Tierras non descobiertas”, ou seja, terras ainda não exploradas pelos bolivianos. A atenção econômica desse país estava voltada para a extração de ouro e prata, negócio seguro e certo. Além do mais, a Bolívia vinha de uma guerra contra o Chile de 4 anos (1879-1882), portanto, teve que deslocar recursos humanos em direção oposta ao Acre. Aproveitando-se do patrocínio internacional e da crescente valorização do preço da borracha, milhares de nordestinos ocuparam as terras, criando o que se chamou de “Questão do Acre”. A Bolívia, mesmo sem ter ocupado a terra, alegava que o Acre lhe pertencia baseando-se nos mesmos Tratados Internacionais que o Peru, exceto o de Ayacucho.
De quem era o Acre, afinal? Ora, segundo a retórica aceita do UTI POSSIDETIS, o Acre pertenceria não aos seus descobridores, e sim aos seus ocupantes. Então o Acre inegavelmente pertencia aos primeiros ocupantes, certo? Sim, está correto. Ora, então o Acre pertencia inegavelmente aos brasileiros, certo? Não, errado. Os brasileiros foram um dos primeiros assassinos brancos na região e não os seus primeiros ocupantes. Os primeiros ocupantes foram os índios.
Até a segunda metade do século XIX, viviam no Acre cerca de 150 mil índios, distribuídos em 50 povos. Eram índios brasileiros ou bolivianos? Eram futuras vítimas do homem branco, brasileiros por mera coincidência, e isso nos basta. As “correrias” foram à maneira mais humana dos “heróis acreanos” dizimarem os índios e reocuparem o “último oeste”. A ambição pelo lucro gumífero moveu todo o genocídio, é o que a historiografia oficial convenientemente chamou de patriotismo.
Atualmente vivem no Acre um pouco mais de 10 mil indígenas. No último dia 19 de abril, dia em que o branco concedeu ao índio para vãs “comemorações”, políticos que se autoproclamam continuadores do espírito revolucionário dos primeiros acreanos, disputaram “microfones” para convencer os próprios brancos, que os índios no Acre têm “VALOR”.
Pode o índio ter valor sob a tutela do branco? Pode o índio ter valor nas mãos de quem se diz representar os seus algozes? Mas vivemos “novos tempos”. Tempos em que a Floresta vira nome de governo, índios viram autoridades, etnias ganham Secretaria. Oh, que engodo! Já diria Foucault em A Ordem do Discurso, que a instituição “lhe prepara um lugar que o honro, mas o desarma”. O Acre pertencia aos índios, mas esse debate pouco importa numa terra feita de “heróis”.
* Eduardo Carneiro é acadêmico do Mestrado em Letras na Ufac
Eduardo Carneiro * A pergunta que traz o título desse artigo parece ter uma resposta óbvia para nós acreanos: o Acre pertencia ao Brasil. Os mais ufanistas acrescentariam “foi preciso que o sangue de nossos antepassados, heróis revolucionários, fosse derramado para que o Acre se desligasse da usurpadora Bolívia”. Mas pelo que sabemos, o Peru também reivindicava o Acre. Qual dos três países estava com a razão?
O BRASIL? Juridicamente todos os Tratados Internacionais, até então, davam uma resposta negativa a essa pergunta. A Bula Papal Intercoerente (1493) Tratado de Tordesilhas (1494), Tratado de Madri (1750), Tratado de Prado (1761), Tratado de Santo Ildefonso (1777) e o Tratado de Badajós (1801). O próprio Brasil Imperial reconhecia que o Acre pertencia à Bolívia através do Tratado de Ayacucho (1867) e por inúmeras vezes o Brasil Republicano confirmara o prescrito de 1967. Por que o Brasil teve que pagar à Bolívia (Tratado de Petrópolis, 1903) uma terra que lhe pertenceria?
O PERU? Como sabemos, a Bolívia fazia parte do Peru, um dos quatro vice-reinados da Espanha aqui na América. A Bolívia somente conquistou sua independência em 1825, no entanto, não houve consenso em relação aos limites fronteiriços com o Peru. O Peru alegava que todo o vale do Amazonas, a leste do meridiano do nascente do Javari, lhe pertencia. Quando houve a “revolução” acreana, essa questão ainda estava latente. Nesse ponto de vista, o Brasil teria de negociar o Acre com o Peru e não com a Bolívia. De fato, bastaram alguns meses para que o Barão de Rio Branco resolvesse a questão acreana com a Bolívia. Com o Peru, ao contrário, a pendenga durou seis longos anos.
A BOLÍVIA? A Bolívia considerava o Acre como “Tierras non descobiertas”, ou seja, terras ainda não exploradas pelos bolivianos. A atenção econômica desse país estava voltada para a extração de ouro e prata, negócio seguro e certo. Além do mais, a Bolívia vinha de uma guerra contra o Chile de 4 anos (1879-1882), portanto, teve que deslocar recursos humanos em direção oposta ao Acre. Aproveitando-se do patrocínio internacional e da crescente valorização do preço da borracha, milhares de nordestinos ocuparam as terras, criando o que se chamou de “Questão do Acre”. A Bolívia, mesmo sem ter ocupado a terra, alegava que o Acre lhe pertencia baseando-se nos mesmos Tratados Internacionais que o Peru, exceto o de Ayacucho.
De quem era o Acre, afinal? Ora, segundo a retórica aceita do UTI POSSIDETIS, o Acre pertenceria não aos seus descobridores, e sim aos seus ocupantes. Então o Acre inegavelmente pertencia aos primeiros ocupantes, certo? Sim, está correto. Ora, então o Acre pertencia inegavelmente aos brasileiros, certo? Não, errado. Os brasileiros foram um dos primeiros assassinos brancos na região e não os seus primeiros ocupantes. Os primeiros ocupantes foram os índios.
Até a segunda metade do século XIX, viviam no Acre cerca de 150 mil índios, distribuídos em 50 povos. Eram índios brasileiros ou bolivianos? Eram futuras vítimas do homem branco, brasileiros por mera coincidência, e isso nos basta. As “correrias” foram à maneira mais humana dos “heróis acreanos” dizimarem os índios e reocuparem o “último oeste”. A ambição pelo lucro gumífero moveu todo o genocídio, é o que a historiografia oficial convenientemente chamou de patriotismo.
Atualmente vivem no Acre um pouco mais de 10 mil indígenas. No último dia 19 de abril, dia em que o branco concedeu ao índio para vãs “comemorações”, políticos que se autoproclamam continuadores do espírito revolucionário dos primeiros acreanos, disputaram “microfones” para convencer os próprios brancos, que os índios no Acre têm “VALOR”.
Pode o índio ter valor sob a tutela do branco? Pode o índio ter valor nas mãos de quem se diz representar os seus algozes? Mas vivemos “novos tempos”. Tempos em que a Floresta vira nome de governo, índios viram autoridades, etnias ganham Secretaria. Oh, que engodo! Já diria Foucault em A Ordem do Discurso, que a instituição “lhe prepara um lugar que o honro, mas o desarma”. O Acre pertencia aos índios, mas esse debate pouco importa numa terra feita de “heróis”.
* Eduardo Carneiro é acadêmico do Mestrado em Letras na Ufac
quinta-feira, 9 de abril de 2009
DESEMPREGO
O Brasil vive uma grave crise estrutural por causa do modelo macroeconômico adotado pelo governo, refletindo em um alto índice de desemprego, esta situação leva a marginalização porque o subempregado procurará sobreviver na ilegalidade. Se não houver uma mudança na política econômica, o Brasil entra no caminho onde a violência só aumenta. A maioria do povo brasileiro ainda não percebeu que todos os impostos estão embutidos nos preços que pagamos. Muitas pessoas pensam que são os ricos, as indústrias e o comércio que sustentam a nação. Mas, já é tempo de acordarmos e compreendermos que não é bem assim. Mesmo sem perceber, somos nós, os simples cidadãos que sustentamos a nação com mais da metade dos nossos rendimentos. Uma quantia exagerada que poderia ser utilizada na fomentação da economia e na geração de emprego. “O desemprego estrutural faz parte hoje da lógica mundial da produção" Sustentar programas de auxilio-desemprego, os quais permitem apenas a subsistência, têm um custo muito alto, e ainda não é a solução. “O resultado é o agravamento da crise social e o surgimento de população excluída da produção e do consumo, e que conseqüentemente encontra-se fora de qualquer categoria de cidadania e da possibilidade de acesso à saúde, à educação e à habitação”. A situação lembra um enorme ferro-velho, onde o lixo permanece como símbolo do que na verdade não tem como ser jogado fora definitivamente. Esta situação desdobra-se em "tensões sociais a serem controladas por meios repressivos por parte das polícias", em uma crescente "degradação social na cidade e no campo”. Assistimos a um alastramento da criminalidade no seio do espaço coletivo, o que, por sua vez, incrementa o esconder-se narcísico. Na medida em que o Estado Moderno abre mão de qualquer função de negociador social, de promotor de diálogo das diferenças; a sociedade caminha para um processo de duelização, onde a lei e os políticos caem em descrença, não se constituindo mais em referência maior. As erosões sistemáticas das instituições públicas e dos poderes fazem, com que tome corpo a idéia do "cada-um-por-si", onde obviamente vence o mais forte, o mais esperto, o mais rico, etc. É a lógica da exterminação do outro, do menor, do mais pobre e do mais frágil que atua respaldado na lógica do descartável. O produto a se descartar é um enorme e crescente contingente de seres humanos. Estes são empurrados para algum tipo de agrupamento que os identifique na exclusão. Este cenário de guerra também encontra nas relações de trabalho e leva a uma corrosão do caráter das relações, devido à competição acirrada entre os trabalhadores para se manterem no mercado de trabalho. O que antes podia ser vivido como um ambiente de colegas de trabalho apresenta-se agora como um ambiente de intrigas, ataques desleais e traições pessoais. E como se não bastasse, surge uma nova sintomatologia ligada ao que se convencionou chamar de estresse. O estresse na verdade nada mais é do que o nível de tensão, ansiedade, insegurança e angústia imposta aos trabalhadores no cenário contemporâneo.
“Anuncia o governo estar o desemprego na faixa dos 17%. A pergunta continua: 17% de quê? Dos 180 milhões de brasileiros? Da população em condições de trabalhar? Dos que procuram emprego ou dos que recebem o salário-desemprego? Entram aí camelôs e os que se encontram na informalidade?”
artigo elaborado em junho de 2007 - crise hoje
“Anuncia o governo estar o desemprego na faixa dos 17%. A pergunta continua: 17% de quê? Dos 180 milhões de brasileiros? Da população em condições de trabalhar? Dos que procuram emprego ou dos que recebem o salário-desemprego? Entram aí camelôs e os que se encontram na informalidade?”
artigo elaborado em junho de 2007 - crise hoje
quinta-feira, 19 de março de 2009
" Se duvidas, esperem "
Diante de uma conjuntura formada na América do Sul, e de como estão acontecendo as políticas nas maiorias dos paises Sul americanos,com apoio de outros paises, não pode se duvidar que Lula seja candidato novamente a presidente, ou se caso não der certo, poderá ganhar Dilma, ou quem eles quiserem. "Se duvidas, esperem". Veja também o que poderá ocorrer na Bolívia? Não se surpreenda.
terça-feira, 17 de março de 2009
SEXO E NEUROSE
O problema da consciência, ou melhor, a luta da consciência com o impulso sexual foi o bode expiatório dos freudianos. Quando o rapaz corta o cordão umbilical e se liberta da influência da família, quando deixa de ser sexualmente controlado pela consciência dos pais e passa a ser governado pela própria consciência, tem de fazer diariamente variadas escolhas e opções. O impulso deseja sexo com a namorada, colega, vizinha, empregada, animais, a consciência do rapaz é quem permitirá fazer sexo ou não. Esse diálogo cotidiano entre a consciência e o impulso sexual pode se intensificar de tal hostilidade, de tal absorção, de tal violência consigo mesmo, transformando de diálogo em polêmica, de polêmica em duelo. E se essa consciência é impiedosa com os impulsos, então o rapaz deixa de ser o rapaz e se torna um alucinaçao. Dentro dele já não há mais uma luta e sim uma alucinação. É essa batalha, que quando atinge um limite já não suportável pelo rapaz que os psicanalistas chamam de neurose.
As pessoas que têm consciências bitoladas, intolerantes em se falando de sexo, são propícias para esta doença. Pregam tabuletas de “mal, de proibido” na porta do sexo, em cada parte de seu corpo, e tentam esconder a vontade sexual (libido). Constroem um código pessoal em relação ao sexo, às vezes com a maior das asnices, contra o código que Deus se deu ao cuidado de redigir para a dinâmica da libido. ...Também o sexo fazia parte do tudo criado por Deus. Logo o sexo também é “muito bom” segundo várias passagens pela bíblia (Gênesis, Moisés, Jesus. Etc.).
Não é de se estranhar que a natureza comece a esbravejar, que a libido comece a espernear acorrentada, que o impulso dê pontapés internos e reduza a cacos esta personalidade (neurose). “Neurose é precisamente o resultado desse desalentador fenômeno entre o impulso sexual e suas proibições”. Em seus estudos Freud logo idealizou a liquidação das neuroses pela libertação total do sexo. Especialmente libertar de antigos preconceitos e proibições, com isso o rapaz faria a profilaxia, a prevenção da neurose pela libertação do sexo.
Os educadores pós-modernos aprenderam com autênticos psicanalistas que o aluno privado de imposições da consciência será um pigmeu diante das imposições da vida. Privado do exercício cotidiano da consciência ele permanece débil, inferiorizado, psiquicamente pobre, candidato a neurótico quando chegar à hora de enfrentar a profissão, de conquistar a mulher, de concorrer na sociedade. Aprenderam que a consciência treina o rapaz para vencer as dificuldades inevitáveis da existência. Edificando a consciência de um rapaz nós estamos pondo nele os pólos da maravilhosa tensão. O pólo da consciência e o pólo dos impulsos sexuais. Do jogo sadio desses dois pólos é que nasce o rapaz dentro do menino, o homem dentro do rapaz.
As pessoas que têm consciências bitoladas, intolerantes em se falando de sexo, são propícias para esta doença. Pregam tabuletas de “mal, de proibido” na porta do sexo, em cada parte de seu corpo, e tentam esconder a vontade sexual (libido). Constroem um código pessoal em relação ao sexo, às vezes com a maior das asnices, contra o código que Deus se deu ao cuidado de redigir para a dinâmica da libido. ...Também o sexo fazia parte do tudo criado por Deus. Logo o sexo também é “muito bom” segundo várias passagens pela bíblia (Gênesis, Moisés, Jesus. Etc.).
Não é de se estranhar que a natureza comece a esbravejar, que a libido comece a espernear acorrentada, que o impulso dê pontapés internos e reduza a cacos esta personalidade (neurose). “Neurose é precisamente o resultado desse desalentador fenômeno entre o impulso sexual e suas proibições”. Em seus estudos Freud logo idealizou a liquidação das neuroses pela libertação total do sexo. Especialmente libertar de antigos preconceitos e proibições, com isso o rapaz faria a profilaxia, a prevenção da neurose pela libertação do sexo.
Os educadores pós-modernos aprenderam com autênticos psicanalistas que o aluno privado de imposições da consciência será um pigmeu diante das imposições da vida. Privado do exercício cotidiano da consciência ele permanece débil, inferiorizado, psiquicamente pobre, candidato a neurótico quando chegar à hora de enfrentar a profissão, de conquistar a mulher, de concorrer na sociedade. Aprenderam que a consciência treina o rapaz para vencer as dificuldades inevitáveis da existência. Edificando a consciência de um rapaz nós estamos pondo nele os pólos da maravilhosa tensão. O pólo da consciência e o pólo dos impulsos sexuais. Do jogo sadio desses dois pólos é que nasce o rapaz dentro do menino, o homem dentro do rapaz.
DIÁLOGO FAMILIAR COMO PREVENÇÃO CONTRA VÁRIOS MALES
Muitos pais têm grande dificuldade em dialogar com seus filhos sobre temas polêmicos e conflitantes, mas, se não se esforçarem em vencer essa barreira, os jovens aprenderão esses assuntos com outras pessoas, em qualquer outro lugar: nas ruas, nas escolas nas festinhas, etc. e muitas vezes, esse aprendizado poderá ser distorcido e, até mesmo, doentio. Temos medo e dificuldades de dialogar, sobre tais assuntos, aprender a criar clima inteligente, aberto e espontâneo sobre temas complexos e polêmicos, estimula e expande as funções mais importantes da psique. “Os pais e os educadores deveriam aprender a navegar no território da emoção e a ser os primeiros a discutir com os jovens temas ligados ao: relacionamento humano, sexo, liberdade social, drogas”. Infelizmente faltam alguns ingredientes estimuladores da arte de pensar em nossa sociedade.
Os primeiros ensinamentos ou conceitos que uma criança ouve e assimila, sobre um determinado assunto, é o que mais impressiona a personalidade e incorpora-se a ela. Por exemplo, existem pessoas que têm pavor, pânico de baratas, ratos, lagartas. Isso porque quando crianças ouviram palavras e/ou presenciaram comportamentos de outras pessoas que apontavam as baratas, ratos, lagartas como “bichos terríveis e ameaçadores”, o que ficou na memória não é a dimensão real dos bichos, mas sim o significado da dimensão do alarme feito; por outro lado, se essas crianças tivessem sido ensinadas que as baratas, ratos, e lagartas são apenas e simplesmente animais anti-higiênicos, certamente quando crescessem, não mostrariam pavor diante deles.
As primeiras experiências de vida nas crianças marcam demasiadamente suas personalidades adultas. Este mesmo princípio serve para as drogas; os pais, em hipótese alguma, deveriam abrir mão da possibilidade de serem os primeiros a conversar sobre as drogas e outros males com seus filhos, para isso eles precisam de informação e educação no assunto. Precisamos de encontro, debates para a boa orientação aos pais, pois, depois que os jovens aprendem o conceito social das drogas e outros, com amigos e usuários, cujo compromisso é apenas com o praser momentâneo, será muito difícil restaura-los. Os pais devem ser criativos, espontâneos e autênticos ao dialogar com seus filhos sobre drogas, sexo, futuro, etc. Evitando ser frios inseguros e rígidos. ”Os pais devem ser os primeiros professores dos jovens e saber compreender e enxergar o mundo não apenas com os próprios olhos, mas também com os olhos dos outros”. Não é fácil educar nossos filhos; é mais fácil educar filhos dos outros. Não se fabrica a personalidade dos jovens, só é possível estimula-los, e se o fizermos com sabedoria, semearemos neles as funções mais importantes da inteligência. Se as crianças vislumbrarem nos pais confiança, espontaneidade, serenidade, certamente incorporará conceitos que irão imprimir no inconsciente uma representação saudável.
“Pais e filhos são capazes de ouvir, horas a fio, as personagens da TV, mas não conseguem ouvir com prazer, por alguns minutos, o que está acontecendo no interior uns dos outros.”
Os primeiros ensinamentos ou conceitos que uma criança ouve e assimila, sobre um determinado assunto, é o que mais impressiona a personalidade e incorpora-se a ela. Por exemplo, existem pessoas que têm pavor, pânico de baratas, ratos, lagartas. Isso porque quando crianças ouviram palavras e/ou presenciaram comportamentos de outras pessoas que apontavam as baratas, ratos, lagartas como “bichos terríveis e ameaçadores”, o que ficou na memória não é a dimensão real dos bichos, mas sim o significado da dimensão do alarme feito; por outro lado, se essas crianças tivessem sido ensinadas que as baratas, ratos, e lagartas são apenas e simplesmente animais anti-higiênicos, certamente quando crescessem, não mostrariam pavor diante deles.
As primeiras experiências de vida nas crianças marcam demasiadamente suas personalidades adultas. Este mesmo princípio serve para as drogas; os pais, em hipótese alguma, deveriam abrir mão da possibilidade de serem os primeiros a conversar sobre as drogas e outros males com seus filhos, para isso eles precisam de informação e educação no assunto. Precisamos de encontro, debates para a boa orientação aos pais, pois, depois que os jovens aprendem o conceito social das drogas e outros, com amigos e usuários, cujo compromisso é apenas com o praser momentâneo, será muito difícil restaura-los. Os pais devem ser criativos, espontâneos e autênticos ao dialogar com seus filhos sobre drogas, sexo, futuro, etc. Evitando ser frios inseguros e rígidos. ”Os pais devem ser os primeiros professores dos jovens e saber compreender e enxergar o mundo não apenas com os próprios olhos, mas também com os olhos dos outros”. Não é fácil educar nossos filhos; é mais fácil educar filhos dos outros. Não se fabrica a personalidade dos jovens, só é possível estimula-los, e se o fizermos com sabedoria, semearemos neles as funções mais importantes da inteligência. Se as crianças vislumbrarem nos pais confiança, espontaneidade, serenidade, certamente incorporará conceitos que irão imprimir no inconsciente uma representação saudável.
“Pais e filhos são capazes de ouvir, horas a fio, as personagens da TV, mas não conseguem ouvir com prazer, por alguns minutos, o que está acontecendo no interior uns dos outros.”
IMPORTANCIA DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA
A construção de um Projeto Político Pedagógico desvia o eixo do planejamento educativo do nível central para o nível das escolas, dando-lhes maior autonomia e abertura para a realização de experiências inovadoras e desafiadoras.
Sendo a escola um espaço social rico em possibilidades de trabalho cooperativo, intelectual e de criatividade, contando com ambientes e recursos destinados especificamente a determinados fins pedagógicos como: biblioteca, quadra, feiras culturais, festividades, teatro, etc., onde o aluno, visto como cidadão constrói seu conhecimento, na sua interação com um mundo físico e social no qual ele vive; este conhecimento nada mais é que uma interpretação que o homem faz da natureza, sendo assim, o conhecimento é visto nas escolas como um conjunto de formulação teórica que foram construídas e reconstruídas ao longo da história da humanidade e o aluno, visto como um produtor de conhecimento deixa de ser um mero receptor de conhecimentos objetivos, para ser um agente transformador da sociedade. Cabendo ao professor o papel de organizador da ação pedagógica que visa à produção do conhecimento, que do ponto de vista epistemológico, os objetos do conhecimento existem na medida em que são inventados pelo sujeito do conhecimento, na sua interação com um mundo físico e social na qual ele vive entendido com o estabelecimento da relação entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido.
O Projeto Político Pedagógico, ao longo dos anos vêem tentando, quase sem sucesso, intermediar o processo sócio cultural de sua localidade, tendo dificuldades por ter a escola uma clientela diversificada, e que, na sua maioria, são de classes menos favorecida da sociedade, oriundas da zona rural e que ainda não estão organizadas do ponto de vista social. E cultural, e que são frutos de uma sociedade que está, a cada eleição que passa, “TROCANDO O CIDADÃO PELO ELEITOR”. Precisamos mais que nunca de uma seleção de pessoas com capacidade e compromisso para estar à frente de cada setor, ou órgão da sociedade, pessoas com capacidade de dizer um não e mostrar o porquê. Chega de améns.
Sendo a escola um espaço social rico em possibilidades de trabalho cooperativo, intelectual e de criatividade, contando com ambientes e recursos destinados especificamente a determinados fins pedagógicos como: biblioteca, quadra, feiras culturais, festividades, teatro, etc., onde o aluno, visto como cidadão constrói seu conhecimento, na sua interação com um mundo físico e social no qual ele vive; este conhecimento nada mais é que uma interpretação que o homem faz da natureza, sendo assim, o conhecimento é visto nas escolas como um conjunto de formulação teórica que foram construídas e reconstruídas ao longo da história da humanidade e o aluno, visto como um produtor de conhecimento deixa de ser um mero receptor de conhecimentos objetivos, para ser um agente transformador da sociedade. Cabendo ao professor o papel de organizador da ação pedagógica que visa à produção do conhecimento, que do ponto de vista epistemológico, os objetos do conhecimento existem na medida em que são inventados pelo sujeito do conhecimento, na sua interação com um mundo físico e social na qual ele vive entendido com o estabelecimento da relação entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido.
O Projeto Político Pedagógico, ao longo dos anos vêem tentando, quase sem sucesso, intermediar o processo sócio cultural de sua localidade, tendo dificuldades por ter a escola uma clientela diversificada, e que, na sua maioria, são de classes menos favorecida da sociedade, oriundas da zona rural e que ainda não estão organizadas do ponto de vista social. E cultural, e que são frutos de uma sociedade que está, a cada eleição que passa, “TROCANDO O CIDADÃO PELO ELEITOR”. Precisamos mais que nunca de uma seleção de pessoas com capacidade e compromisso para estar à frente de cada setor, ou órgão da sociedade, pessoas com capacidade de dizer um não e mostrar o porquê. Chega de améns.
sexta-feira, 13 de março de 2009
PAZ PARA PANDO
Como ser humano, pandino, homem da floresta amazônica, não poderia deixar isso tudo acontecer e ficar de fora "Para que o mal prevaleça, basta apenas que os bons não façam nada." A ocupação da nossa região foi motivada pelo extrativismo, quando famílias trazidas do Nordeste brasileiro, e ocidente boliviano, foram instaladas em plena floresta selvagem. Iludidos pensavam que eram para procurar a borracha já pronta, mas quando se depararam com a realidade selvagem e subumana, não tinham mais como voltar. Nossa região, de Acre e Pando, sempre foram considerados uma só região para o extrativismo da borracha e da castanha. Durante décadas Pandinos e Acreanos se mantiveram unidos em busca da sobrevivência através do extrativismo, em uma região isolada pelo desenvolvimento, onde as condições de vida e a forma de trabalho eram as piores possíveis. Embrenhados na imensidão da floresta úmida, onde predominava a vida selvagem e perigosa, além de doenças e solidão; que se passavam vários dias andando a pé carregando um doente em uma rede em busca de tratamento. Mas que acreanos e pandinos resistiram e sobreviveram as crises financeiras das nações, doenças, solidão, isolamento e outros. COMO PODEMOS DEICHAR QUE AGORA que o progresso chegou que a tecnologia chegou que a educação chegou que o asfalto chegou que a televisão chegou que o hospital chegou que a internet chegou. O “conflito de Pando” possa passar de forma despercebida; Não podemos deixar que o que está acontecendo em PANDO se prolifere. Os interesses particulares, individuais, políticos, financeiros, partidários, regionais, emocionais, vingativos, vulgares, não podem prevalecer e sobrepor aos costumes de um povo que tanto já sofreu. Recordo as festas de 6 de agosto, recordo as festas no Tutumo, Pacauara, Lenon, as partidas de futebol, as festas de 3 de julho, 7 de setembro, 20 de janeiro, os bailes na boate do coqueiro, Babiquara, Damião, boate Tropical. Todas estas atividades eram freqüentadas por um só povo, o de Brasiléia, Epitaciolândia e Cobija. Que às vezes até surgiam desentendimentos e/ou brigas, mas que não prevaleciam o ódio, e logo logo eram resolvidas e tudo voltava ao normal. Como foi triste saber que famílias tiveram que abandonarem seus lares, deixando para trás toda uma vida, uma convivência, o trabalho, seu conforto, uma amizade e se refugiarem em busca de socorro em casas de companheiros, de pessoas que sempre consideraram Cobija e Brasiléia, uma só região. Ninguém quer isso para si mesmo ou para seu povo. Devemos se unir, as pessoas que querem uma boa convivência, e buscar uma solução pacífica, para retornar o que era a nossa região. A final é natal, ano novo, que as bênçãos do espírito natalino recaiam sobre nós e sirvam de reflexão para todos aqueles que estão guardando rancores em seu coração; que apenas os verdadeiros culpados, se é que existe, possam pagar pelo seu erro. É necessário que: pessoas, entidades, grupos religiosos; neutras ao conflito se juntem e busque a conversa, a união, o entendimento com os grupos conflitantes. Quem sabe possa resolver, ou pelo ao menos amenizar, toda uma discórdia da maneira mais pacífica possível. Que prevaleça a paz e união.
Carlos Portela Portela@contilnet.com.br
Carlos Portela Portela@contilnet.com.br
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
CONTROLE DA NATALIDADE
Nossos governantes incentivam o crescimento da natalidade
Em alguns países desenvolvidos existem o controle da natalidade, sendo até penalizado o casal por terem mais de dois filhos, tem outros que até oferecem uma bolsa para o casal que não tem filhos, mas que também cobra do casal a bolsa por cada filho.
Já aqui no Brasil se ganha e até se sobrevive por ter muitos filhos: quem tem emprego, além do mês de férias, tem mais quatro meses a mãe que der a luz a criança, também o pai tem direito há alguns dias. As mães da zona rural e algumas da zona urbana que tem passagens ou parentes na zona rural recebem três meses de salários por cada criança que nasce. Já o congresso aprovou uma lei que dá direito a seis meses de licença maternidade, fora o mês de férias e outras licenças, para a mãe que é funcionária pública federal. Em poucos tempos essa lei vai se expandir nos estados e municípios é só um político dar entrada com um projeto, que dificilmente o colega político vai votar contra, para não perder voto, (seu objetivo maior).
Tal incentivo faz com que a cada dia que passa aumente o desmatamento, pois a nossa política é a do capitalismo, que quanto mais consumidor maior o lucro de uma pequena minoria de políticos e empresários, que faz parte das políticas dos governantes.
Para a produção de alimentos se necessita da terra e conseqüentemente o desmatamento vem junto: “ Querer conter o desmatamento com essas políticas pode ser uma farsa”.
...até parece que fabricar a pobreza é o melhor caminho, ou será que não? Acho até que sim, pois vem dando certo, o que mostra que com pobreza vem alta taxa de natalidade, a falta de educação etc. E qualquer pessoa de inteligência mediana sabe que um crescimento desordenado da população, sem um controle e um planejamento, causa problemas gigantescos como falta de moradia, degradação do meio ambiente, aumento da criminalidade, exclusão social, distúrbios urbanos e por aí vai, e sem contar com a dependência política na hora do voto. Será coincidência que os países mais desenvolvidos do mundo têm taxas baixíssimas de natalidade? Quanto mais pobres, mais a dependência política, quanto mais consumo, maior o lucro nesse pais que tem os impostos mais caros do mundo.
Os mais ricos usufruem dessa fartura de mão-de-obra com muitas pessoas para trabalharem. Se tivermos uma vaga para 500 trabalhadores o salário pode ir lá embaixo. Porém se temos uma vaga para um trabalhador esse salário vai ter que ser discutido de igual para igual. Muitos são os estudiosos que falaram e falam de evoluções trabalhistas, o que seria mais simples se eles ensinassem os trabalhadores a terem controle de suas proles para forçarem os patrões no futuro a pagarem salários dignos? Isso depende apenas do óbvio: quanto mais trabalhadores disponíveis, menores os salários pagos pelos patrões e vice-versa.
Por tudo isso seria bem melhor defendemos o planejamento familiar consciente em todas as classes da sociedade. Organizando a educação, a saúde, o emprego, o social esportivo e cultural, a divulgação de meio contraceptivo consciente e não ao incentivo ao sexo como é feito com a distribuição desordenadas de camisinhas e outros comerciais. É assim que vamos combater a desigualdade social e a criminalidade. Esse é o caminho.
Programas sociais assistencialistas aumentam a cada ano.
VALOR: O Estado do Acre recebe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por ano, R$ 158,4 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 400 mil pessoas. O Bolsa-Família transfere por mês R$ 5,2 milhões para 55,2 mil famílias acreanas.
Para os programas de assistência social, até dezembro de 2008, somado ao programa BPC na escola, o Ministério destinou R$ 13,5 milhões para realizar 96,5 mil atendimentos no Acre. O MDS investiu R$ 2,9 milhões no programa para Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no Estado, para tirar 13,5 mil crianças e adolescentes do trabalho até dezembro de 2008. (Ana Paula Batalha)
Tais benefícios produzem um confinamento dos beneficiários na situação de pobreza em que se encontram, não atingindo o objetivo de quebrar o círculo vicioso da pobreza.
Um resultado de simulação indica que antes da renda adicional essas famílias representavam 35% dos pobres do país. Depois do benefício passaram a ser 34%. Ou seja: não basta dar dinheiro aos pobres é preciso estimulá-los a quebrar o ciclo de pobreza, seja por meio de projetos que priorizem a educação e a saúde dos seus filhos ou por meio de programas de geração de renda capazes de tirar a dependência dos programas sociais.
Em alguns países desenvolvidos existem o controle da natalidade, sendo até penalizado o casal por terem mais de dois filhos, tem outros que até oferecem uma bolsa para o casal que não tem filhos, mas que também cobra do casal a bolsa por cada filho.
Já aqui no Brasil se ganha e até se sobrevive por ter muitos filhos: quem tem emprego, além do mês de férias, tem mais quatro meses a mãe que der a luz a criança, também o pai tem direito há alguns dias. As mães da zona rural e algumas da zona urbana que tem passagens ou parentes na zona rural recebem três meses de salários por cada criança que nasce. Já o congresso aprovou uma lei que dá direito a seis meses de licença maternidade, fora o mês de férias e outras licenças, para a mãe que é funcionária pública federal. Em poucos tempos essa lei vai se expandir nos estados e municípios é só um político dar entrada com um projeto, que dificilmente o colega político vai votar contra, para não perder voto, (seu objetivo maior).
Tal incentivo faz com que a cada dia que passa aumente o desmatamento, pois a nossa política é a do capitalismo, que quanto mais consumidor maior o lucro de uma pequena minoria de políticos e empresários, que faz parte das políticas dos governantes.
Para a produção de alimentos se necessita da terra e conseqüentemente o desmatamento vem junto: “ Querer conter o desmatamento com essas políticas pode ser uma farsa”.
...até parece que fabricar a pobreza é o melhor caminho, ou será que não? Acho até que sim, pois vem dando certo, o que mostra que com pobreza vem alta taxa de natalidade, a falta de educação etc. E qualquer pessoa de inteligência mediana sabe que um crescimento desordenado da população, sem um controle e um planejamento, causa problemas gigantescos como falta de moradia, degradação do meio ambiente, aumento da criminalidade, exclusão social, distúrbios urbanos e por aí vai, e sem contar com a dependência política na hora do voto. Será coincidência que os países mais desenvolvidos do mundo têm taxas baixíssimas de natalidade? Quanto mais pobres, mais a dependência política, quanto mais consumo, maior o lucro nesse pais que tem os impostos mais caros do mundo.
Os mais ricos usufruem dessa fartura de mão-de-obra com muitas pessoas para trabalharem. Se tivermos uma vaga para 500 trabalhadores o salário pode ir lá embaixo. Porém se temos uma vaga para um trabalhador esse salário vai ter que ser discutido de igual para igual. Muitos são os estudiosos que falaram e falam de evoluções trabalhistas, o que seria mais simples se eles ensinassem os trabalhadores a terem controle de suas proles para forçarem os patrões no futuro a pagarem salários dignos? Isso depende apenas do óbvio: quanto mais trabalhadores disponíveis, menores os salários pagos pelos patrões e vice-versa.
Por tudo isso seria bem melhor defendemos o planejamento familiar consciente em todas as classes da sociedade. Organizando a educação, a saúde, o emprego, o social esportivo e cultural, a divulgação de meio contraceptivo consciente e não ao incentivo ao sexo como é feito com a distribuição desordenadas de camisinhas e outros comerciais. É assim que vamos combater a desigualdade social e a criminalidade. Esse é o caminho.
Programas sociais assistencialistas aumentam a cada ano.
VALOR: O Estado do Acre recebe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por ano, R$ 158,4 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 400 mil pessoas. O Bolsa-Família transfere por mês R$ 5,2 milhões para 55,2 mil famílias acreanas.
Para os programas de assistência social, até dezembro de 2008, somado ao programa BPC na escola, o Ministério destinou R$ 13,5 milhões para realizar 96,5 mil atendimentos no Acre. O MDS investiu R$ 2,9 milhões no programa para Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) no Estado, para tirar 13,5 mil crianças e adolescentes do trabalho até dezembro de 2008. (Ana Paula Batalha)
Tais benefícios produzem um confinamento dos beneficiários na situação de pobreza em que se encontram, não atingindo o objetivo de quebrar o círculo vicioso da pobreza.
Um resultado de simulação indica que antes da renda adicional essas famílias representavam 35% dos pobres do país. Depois do benefício passaram a ser 34%. Ou seja: não basta dar dinheiro aos pobres é preciso estimulá-los a quebrar o ciclo de pobreza, seja por meio de projetos que priorizem a educação e a saúde dos seus filhos ou por meio de programas de geração de renda capazes de tirar a dependência dos programas sociais.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
CARNAVAL COMO CULTURA
Pouca coisa em nossa cultura parece ser tão brasileira como o carnaval. O carnaval se constitui em manifestações artístico-culturais onde o mais importante é a música, a alegria a fantasia. Deixando de lado os problemas, as tristezas. É a hora de se mostrar o que realmente somos, queremos e fazemos. É como se na avenida ou nos blocos, no meio da música, as pessoas mostrassem sua verdadeira natureza, suas paixões, sua força, coisas que ficam escondidas durante o resto do ano. E tem que acontecer logo, pois tudo acaba na quarta feira de cinzas.
“A máscara nos esconde, mas também nos revela”.
O segredo de se divertir com segurança, e dar vazão a alegria, sem prejudicar ninguém, está, portanto, na moderação. Ela é quem proporciona o verdadeiro prazer. Não é o carnaval, e nem um show de rock, ou de música country, ou seja, de que natureza for; o que são reprováveis são os excessos cometidos neles. Embora a quebra das normas morais receba a reprovação pública, as conseqüências das bobagens praticadas são sempre individuais, podendo arcar com seus atos. Se souber se preservar, e se divertir com moderação, encontrará inegável satisfação, ficará feliz e sua felicidade será só sua, abrilhantando ainda mais a coletividade ali existente. Mas sempre existe àqueles irresponsáveis e inconseqüentes que não controlam seus instintos e numa liberação sega e sem limites acabam corroendo o brilho de qualquer festa popular. “Vivemos em um alternante carnaval e este está relacionado com a psicanálise, com a espontaneidade instintiva do animal humano. Aqueles que podem romper o muro de contenção manifestam-se nele – no carnaval – sem fraude, e então aparece o homem assassinado que todos levam em seu interior – assassinado pela educação, a cultura e a falsidade, e aparece o que lutava para "sair para fora". O carnaval é a expansão dos instintos naturais das pessoas, da liberdade de expressão, ou seja, da aparição de modos de agir oculto durante todo o ano”. SEÇÃO II da Cultura Art. 215 O Estado garantirá a todo o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1. º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
A população aqui de nossa região precisa do carnaval e do carnaval fora de época, e que cada vez mais seja investido valores visando à boa manifestação popular. Os Blocos YAPOSY E BORA-BORA de Epitaciolândia vem dando sua contribuição para o bom carnaval, que a cada ano vem crescendo, a cada ano vem apresentando no carnaval, carreata, concurso da rainha do bloco, concentração e o bom exemplo de manifestação popular com seus 400, 500, 600 atuantes componentes cada um, e pretendemos crescer ainda mais no fora de época.
“Hora de se pensar e refletir em tudo que restou para a nossa vida depois de tanta festa, “a quaresma”’”.
“A máscara nos esconde, mas também nos revela”.
O segredo de se divertir com segurança, e dar vazão a alegria, sem prejudicar ninguém, está, portanto, na moderação. Ela é quem proporciona o verdadeiro prazer. Não é o carnaval, e nem um show de rock, ou de música country, ou seja, de que natureza for; o que são reprováveis são os excessos cometidos neles. Embora a quebra das normas morais receba a reprovação pública, as conseqüências das bobagens praticadas são sempre individuais, podendo arcar com seus atos. Se souber se preservar, e se divertir com moderação, encontrará inegável satisfação, ficará feliz e sua felicidade será só sua, abrilhantando ainda mais a coletividade ali existente. Mas sempre existe àqueles irresponsáveis e inconseqüentes que não controlam seus instintos e numa liberação sega e sem limites acabam corroendo o brilho de qualquer festa popular. “Vivemos em um alternante carnaval e este está relacionado com a psicanálise, com a espontaneidade instintiva do animal humano. Aqueles que podem romper o muro de contenção manifestam-se nele – no carnaval – sem fraude, e então aparece o homem assassinado que todos levam em seu interior – assassinado pela educação, a cultura e a falsidade, e aparece o que lutava para "sair para fora". O carnaval é a expansão dos instintos naturais das pessoas, da liberdade de expressão, ou seja, da aparição de modos de agir oculto durante todo o ano”. SEÇÃO II da Cultura Art. 215 O Estado garantirá a todo o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1. º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
A população aqui de nossa região precisa do carnaval e do carnaval fora de época, e que cada vez mais seja investido valores visando à boa manifestação popular. Os Blocos YAPOSY E BORA-BORA de Epitaciolândia vem dando sua contribuição para o bom carnaval, que a cada ano vem crescendo, a cada ano vem apresentando no carnaval, carreata, concurso da rainha do bloco, concentração e o bom exemplo de manifestação popular com seus 400, 500, 600 atuantes componentes cada um, e pretendemos crescer ainda mais no fora de época.
“Hora de se pensar e refletir em tudo que restou para a nossa vida depois de tanta festa, “a quaresma”’”.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A IMPORTÂNCIA DA PSICANÁLISE NA EDUCAÇÃO
Temos de ter consciência de que algo precisa ser feito no sentido de melhorar a nossa realidade escolar. O índice de reprovação, a evasão escolar, o desemprego, a estrutura familiar, são fatores que desencadeiam, para que alunos, não tenham bom desempenho escolar.
Que seja implantado um projeto interdisciplinar de acompanhamento terapêutico, pedagógico, psicopedagógico e psicanalítico com a intenção de conhecer, prevenir e tratar as causas que estão interferindo na aprendizagem dos alunos, aquelas que apresentam dificuldades na área cognitiva, intelectual, física e social. Que seja aberto também aos familiares e com apóio para aqueles que sofrem com neuroses, histerias, psicoses; proporcionando aos pacientes, mecanismos para o autoconhecimento e o resgate de auto-estima.
VISÃO PEDAGÓGICA
Os pedagogos articulam as dimensões afetivas e cognitivas como um sistema único onde se processará o desenvolvimento do indivíduo, encarando a dificuldade de aprendizagem como um sintoma, às vezes neurótico, e que foge a sua área. Já que o inconsciente participa ativamente no processo de construção do conhecimento quando este é decorrente de causas ligadas à estrutura individual, familiar e do educando.
CONTRIBUIÇÃO DA PSICANÁLISI À PEDAGOGIA
Não se pode negar que na maioria dos casos, as dificuldades de aprendizagem vêm acompanhadas por distúrbios de comportamentos; e isto só já justificaria a adoção da terapia psicanalítica auxiliando o trabalho pedagógico. Outro ponto é o conceito de transferência de “Freud”, que está presente em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, inclusive no de professor-aluno, (um não ir com a cara do outro), causando um obstáculo ao sucesso escolar.
Temos ainda de levar em conta a fragilidade da formação do EGO infantil e o mecanismo de identificação com as figuras parentais e o desenvolvimento do SUPEREGO. Nessa fase, a criança pode receber influências que venham a ser nocivas para a formação de sua personalidade, e que, sem um devido acompanhamento, muitos impulsos serão recalcados e remetidos às profundezas da mente onde permanecerão criando tensões e conflitos. O psicanalista na escola pode oferecer terapias não só aos alunos como também aos educadores, com a perspectiva de que o trabalho dentro dos muros escolares se torne ao mesmo tempo, mais consciente e mais prazeroso.
Que seja implantado um projeto interdisciplinar de acompanhamento terapêutico, pedagógico, psicopedagógico e psicanalítico com a intenção de conhecer, prevenir e tratar as causas que estão interferindo na aprendizagem dos alunos, aquelas que apresentam dificuldades na área cognitiva, intelectual, física e social. Que seja aberto também aos familiares e com apóio para aqueles que sofrem com neuroses, histerias, psicoses; proporcionando aos pacientes, mecanismos para o autoconhecimento e o resgate de auto-estima.
VISÃO PEDAGÓGICA
Os pedagogos articulam as dimensões afetivas e cognitivas como um sistema único onde se processará o desenvolvimento do indivíduo, encarando a dificuldade de aprendizagem como um sintoma, às vezes neurótico, e que foge a sua área. Já que o inconsciente participa ativamente no processo de construção do conhecimento quando este é decorrente de causas ligadas à estrutura individual, familiar e do educando.
CONTRIBUIÇÃO DA PSICANÁLISI À PEDAGOGIA
Não se pode negar que na maioria dos casos, as dificuldades de aprendizagem vêm acompanhadas por distúrbios de comportamentos; e isto só já justificaria a adoção da terapia psicanalítica auxiliando o trabalho pedagógico. Outro ponto é o conceito de transferência de “Freud”, que está presente em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, inclusive no de professor-aluno, (um não ir com a cara do outro), causando um obstáculo ao sucesso escolar.
Temos ainda de levar em conta a fragilidade da formação do EGO infantil e o mecanismo de identificação com as figuras parentais e o desenvolvimento do SUPEREGO. Nessa fase, a criança pode receber influências que venham a ser nocivas para a formação de sua personalidade, e que, sem um devido acompanhamento, muitos impulsos serão recalcados e remetidos às profundezas da mente onde permanecerão criando tensões e conflitos. O psicanalista na escola pode oferecer terapias não só aos alunos como também aos educadores, com a perspectiva de que o trabalho dentro dos muros escolares se torne ao mesmo tempo, mais consciente e mais prazeroso.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A MÁFIA DO HEXA
Brasil o país do futebol. “Que bom seria que nas copas do mundo de quatro em quatro anos, o Brasil mandasse no seu futebol”.
Porque será que nossos jogadores não jogaram? Porque nossos técnicos não se esforçaram e se manteram cabisbaixos? Será que nossos jogadores amarelaram contra a França???
É sabido que quem organiza o mundial é uma empresa (FIFA), e como toda empresa visa o crescimento e o lucro. A copa do mundo procura a cada quatro anos a tecnologia e a astúcia para se manter como o maior e melhor evento esportivo do mundo. E este esporte não seria grande se só existisse em alguns países, e tão pouco se só existisse no Brasil. Os organizadores sabem e muito bem a necessidade de expansão e difusão do futebol a nível mundial, e que não é a toa que a cada copa estão surgindo novas seleções e com competência. (EUA, Vários países da África, Japão, etc.).
O Brasil tem time para ganhar quase todas as copas, o que não seria bom para os organizadores do evento. Se observarmos, a cada quatro anos a copa é realizada em um país previamente estratégico, organizado e elaborado por “cabeças pensantes”, e como eles são os donos da competição, os mesmos exercem certo domínio sobre os resultados e as possíveis regiões ou países que devam ser a campeã, ou será que não? Será que o Brasil, com os melhores jogadores do mundo, desde o primeiro jogo, não era para ter apresentado seu futebol? E que não apresentou, até chegou ao ridículo que foi a maneira de como perdeu para a França. Num ato de covardia e desrespeito com o povo brasileiro bem como os espectadores do mundo que pretendiam ver um show de bola, por considerá-los os melhores do mundo. Faltaram ao Brasil garra e autonomia para dizer não a máfia e mostrar a beleza do futebol ao mundo. Não foi visto por parte de nenhum jogador a garra e o repúdio a tal atitude, que aceitaram calados não honrando os milhões que ganham e que pelo ao menos deveriam dar este momento tão esperado de felicidade aos brasileiros que não mediram esforços em se unirem para torcerem, escondendo as desilusões e desavenças, mesmo que temporariamente em um dos poucos momentos onde existe a afirmação do país, enquanto uma nação. Bertoldo Brecht já proclamava: triste o país que precisa de heróis. O Brasil ainda precisa deles, infelizmente.
Admiro o Boxeador Mike Tayson, que excluía qualquer tipo de acordo por parte dos dirigentes do evento, e partia para vencer o adversário ainda no primeiro minuto de sua luta, sempre mostrando porque era o melhor.
Pelé, o maior jogador de futebol, até parece que já sabia da “tramóia”, quando mostrou que a seleção brasileira era difícil de ser hexa campeã.
“Se o Brasil ganhar pela sexta vez a Copa do Mundo, será pela segunda vez campeã na Europa, coisa que nunca aconteceu. Nunca um não-europeu ganhou na Europa, a não ser o próprio Brasil, em 1958, porque aí surpreendeu todo mundo com sua garra iniciada por alguns jogadores do grupo, coisa que ninguém esperava.
A Copa depois desta, que seria a do hepta, será na África do Sul. Todas as vezes que jogou a Copa do Mundo num país sem tradição em futebol o Brasil ganhou. Foi assim em 58 na Suécia, em 62 no Chile, em 70 no México, em 94 nos Estados Unidos, em 2002 no Japão. Então, a possibilidade de ser hepta campeão seria enorme na África do Sul. A outra Copa, ao que tudo indica, será aqui no Brasil. Seria octa. E ia ficar monótona a copa do mundo. “o Brasil ganhando todas”
Ninguém gostou do comportamento na Copa. Ninguém gostou da derrota para a França. Aliás, ninguém gostou de como perdemos para a França. Perdemos sem jogar. Perdemos sem lutar. Um treinador sem comando? Um time de estrelas sem garra? Mas pior do que a derrota, que o brasileiro historicamente rejeita em qualquer circunstância, foi o time ter saído de campo contra a França, de forma desunida. Ignorou a torcida no estádio, deu as costas para o orgulho nacional, comportou-se como uma seleção privada, saiu pela porta dos fundos. A seleção foi dispensada após o jogo. Volta para o Brasil quem quiser e poucos vieram. O que isso significa?
“O melhor futebol do mundo, talvez não tenha indicação para a escolha dos melhores jogadores desta competição” é o preço a ser pago.
Porque será que nossos jogadores não jogaram? Porque nossos técnicos não se esforçaram e se manteram cabisbaixos? Será que nossos jogadores amarelaram contra a França???
É sabido que quem organiza o mundial é uma empresa (FIFA), e como toda empresa visa o crescimento e o lucro. A copa do mundo procura a cada quatro anos a tecnologia e a astúcia para se manter como o maior e melhor evento esportivo do mundo. E este esporte não seria grande se só existisse em alguns países, e tão pouco se só existisse no Brasil. Os organizadores sabem e muito bem a necessidade de expansão e difusão do futebol a nível mundial, e que não é a toa que a cada copa estão surgindo novas seleções e com competência. (EUA, Vários países da África, Japão, etc.).
O Brasil tem time para ganhar quase todas as copas, o que não seria bom para os organizadores do evento. Se observarmos, a cada quatro anos a copa é realizada em um país previamente estratégico, organizado e elaborado por “cabeças pensantes”, e como eles são os donos da competição, os mesmos exercem certo domínio sobre os resultados e as possíveis regiões ou países que devam ser a campeã, ou será que não? Será que o Brasil, com os melhores jogadores do mundo, desde o primeiro jogo, não era para ter apresentado seu futebol? E que não apresentou, até chegou ao ridículo que foi a maneira de como perdeu para a França. Num ato de covardia e desrespeito com o povo brasileiro bem como os espectadores do mundo que pretendiam ver um show de bola, por considerá-los os melhores do mundo. Faltaram ao Brasil garra e autonomia para dizer não a máfia e mostrar a beleza do futebol ao mundo. Não foi visto por parte de nenhum jogador a garra e o repúdio a tal atitude, que aceitaram calados não honrando os milhões que ganham e que pelo ao menos deveriam dar este momento tão esperado de felicidade aos brasileiros que não mediram esforços em se unirem para torcerem, escondendo as desilusões e desavenças, mesmo que temporariamente em um dos poucos momentos onde existe a afirmação do país, enquanto uma nação. Bertoldo Brecht já proclamava: triste o país que precisa de heróis. O Brasil ainda precisa deles, infelizmente.
Admiro o Boxeador Mike Tayson, que excluía qualquer tipo de acordo por parte dos dirigentes do evento, e partia para vencer o adversário ainda no primeiro minuto de sua luta, sempre mostrando porque era o melhor.
Pelé, o maior jogador de futebol, até parece que já sabia da “tramóia”, quando mostrou que a seleção brasileira era difícil de ser hexa campeã.
“Se o Brasil ganhar pela sexta vez a Copa do Mundo, será pela segunda vez campeã na Europa, coisa que nunca aconteceu. Nunca um não-europeu ganhou na Europa, a não ser o próprio Brasil, em 1958, porque aí surpreendeu todo mundo com sua garra iniciada por alguns jogadores do grupo, coisa que ninguém esperava.
A Copa depois desta, que seria a do hepta, será na África do Sul. Todas as vezes que jogou a Copa do Mundo num país sem tradição em futebol o Brasil ganhou. Foi assim em 58 na Suécia, em 62 no Chile, em 70 no México, em 94 nos Estados Unidos, em 2002 no Japão. Então, a possibilidade de ser hepta campeão seria enorme na África do Sul. A outra Copa, ao que tudo indica, será aqui no Brasil. Seria octa. E ia ficar monótona a copa do mundo. “o Brasil ganhando todas”
Ninguém gostou do comportamento na Copa. Ninguém gostou da derrota para a França. Aliás, ninguém gostou de como perdemos para a França. Perdemos sem jogar. Perdemos sem lutar. Um treinador sem comando? Um time de estrelas sem garra? Mas pior do que a derrota, que o brasileiro historicamente rejeita em qualquer circunstância, foi o time ter saído de campo contra a França, de forma desunida. Ignorou a torcida no estádio, deu as costas para o orgulho nacional, comportou-se como uma seleção privada, saiu pela porta dos fundos. A seleção foi dispensada após o jogo. Volta para o Brasil quem quiser e poucos vieram. O que isso significa?
“O melhor futebol do mundo, talvez não tenha indicação para a escolha dos melhores jogadores desta competição” é o preço a ser pago.
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