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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A EDUCAÇÃO BRASILEIRA


O desenvolvimento de um país é consequência de uma série de fatores: economia, educação, segurança, transporte, saúde, entre outros, que fazem com que uma nação evolua e se destaque entre as demais. No Brasil, a economia deu sinais de melhora nos últimos anos com o controle da inflação, acesso ao crédito e outras facilidades que contribuem para que os trabalhadores tenham melhores condições de vida. No entanto, saúde, educação e segurança oferecidos pelo poder público ainda deixam muito a desejar.
A educação é um dos principais pilares para o desenvolvimento. Prova disso é o Japão e outros países asiáticos que foram arrasados durante a Segunda Guerra Mundial, mas que, anos mais tarde, tornaram-se potências econômicas. O resultado é fruto de investimento, principalmente, em educação e pesquisas em tecnologia.
É fato que a educação é um dos tripés para o crescimento de um país, no entanto, o Brasil apresenta retrocesso neste quesito, como mostram as pesquisas deste final de ano.
O Brasil está no 75° lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) atualmente, é um país do Terceiro Mundo que está em constante desenvolvimento nos últimos anos, mas ainda possui alguns pontos fracos que poderiam ajudar no crescimento mais rápido do país.
Esse “desastroso resultado” é uma referência à situação do ensino no Brasil. Comparando com os números de 2006, o país obteve uma melhora na educação. Mas mesmo assim aparece no ranking mundial em 53º lugar num total de 65 países pesquisados. Diante do quadro, a The Economist sentenciou: “O progresso recente meramente elevou o nível das escolas de desastroso para muito ruim”.Já para o Le Monde, de Paris, “A mediocridade do ensino público brasileiro está no centro do problema: os professores são mal formados e mal pagos. Muitos têm pouca bagagem escolar e pouca experiência. Em algumas situações, o ensino público no Brasil chega ao estado de calamidade”.Os índices estão longe do adequado para o ensino no país. Em 2009, o percentual de alunos aprendendo português corretamente na rede pública é de 22,2%. Os demais (77,8%) não se saem bem em leitura e interpretação de texto. Já em matemática, o desempenho foi pior – 14,8% dos estudantes em todo o Brasil não tiveram aprendizado adequado na área. Isso significa que 85,2% se saíram mal ao fazer contas, somar, dividir e aprender geometria. Mas o maior problema singular do sistema educacional brasileiro é a capacitação insuficiente dos professores, reflexo direto de seus baixos salários e da erosão continuada do seu prestígio social.
Nesse particular, o relatório da OCDE contém duas perguntas embaraçosas para o Brasil: "Como são pagos os professores em comparação com outros trabalhadores de alto nível?" e "Você gostaria que o seu filho fosse professor?"
O investimento na educação de uma nação faz com que o país melhore em muitos aspectos, como na diminuição da violência. Além de formar pessoas melhores que saberão correr atrás de seus direitos, e terão mais capacidade de se desenvolver socioeconomicamente, assim melhorando a qualidade de mão-de-obra dentro do país.
A educação é a base de um país, quanto mais profissionais qualificados em diversas áreas de atuação, mais o país cresce. Para isso é preciso investir mais na rede pública de ensino.
As famílias que têm condições de pagar escolas particulares para os seus filhos, desde muito pequenos, conseguem deixar eles um passo a frente das demais crianças, cujo as famílias não têm a mesma condição financeira. Isso prova que a Desigualdade social é um fator preocupante para o ensino brasileiro.
É importante lembrar que todo cidadão brasileiro têm o mesmo direito perante
a constituição, portanto, é preciso que o governo dê a devida atenção a população mais carente.”
Não poderia deixar de lembrar a minha luta, iniciada no início da década de 80, em prol do futuro de nosso ensino, que essa luta continua até hoje e não sei se fico triste com esse resultado da péssima qualidade de ensino ou orgulhoso de sempre ter discordado do sistema educacional em nossos municípios, que eram, na época, até considerados como de primeira qualidade por aqueles que nada entendiam de desenvolvimento. Fui professor durante 15 anos, nas disciplinas de contabilidade e matemática que além de gostar do que fazia, a ideia principal era a de mostrar que era possível melhorar a nossa qualidade de ensino, e que isso se faz com responsabilidade e competência, mesmo sem receber o que era devido por culpa dos dirigentes. E quando eu era criminalizado pela reprovação de alunos, simplesmente dizia que não tinha culpa dos alunos terem sido aprovados nas séries sem os devidos conhecimentos e que simplesmente eu estava exigindo o conteúdo devido da matéria para a série, que apesar de muito esforço, às vezes não alcançava 80% do conteúdo. Imaginem então o conteúdo de alguns professôres?. A cada conteúdo que o professor deixa de dar ao aluno, será uma deficiência para as séries seguintes, que se o professor não for capaz ele não reprova o aluno para ficar de bem com o sistema falido. Ai se forma aluno com deficiências que depois serão professores aumentando mais ainda as deficiências em um ciclo que o futuro já era previsto por mim. Não queria me importar se o ensino brasileiro ia mal, o que importava é que aqui podemos melhorar o nosso, e isso não acontece a curto prazo, era preciso que o processo de mudança, para um bom resultado hoje, tivesse começado naquela década. “exigir do aluno com competência, é formar bons profissionais! Nenhum profissional é bom sem o esforço e dedicação”
Não se começa uma mudança do ensino sem uma boa celeçaõ do professor. incluindo no exame de celeção, questões psicológicas que definam a aptidão com a função, questões de relações humanas e teste de equilíbrio emocional.
    Pouco adianta sucessões de encontros pedagógigos, planejamentos, se o professor não tem vocação para a profissão, ai ele só vai é desestimular os demais, etc.
    O professor, mais que muitos profissionais, precisa estar de bem consigo e com a vida, a final de contas êle vai lidar com alunos com uma diversidade de problemas.
Para os especialistas, o governo tem que investir mais no ensino infantil, que começa nas creches e pré-escolas. Além disso, os pais têm um papel fundamental na educação dos filhos, práticas como ler histórias antes da criança dormir, podem fazer com que a criança tenha mais interesse pela leitura e aprenda a ler e interpretar mais rápido.

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