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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

BRASIL, A ESPERANÇA PARA IMIGRANTES ILEGAIS HAITIANOS

 "Imigrantes ilegais"
26/12/2011 1:01,  Por Carta Maior

Brasil, a esperança para imigrantes ilegais haitianos.
Rota de imigração ilegal pela região norte atrai milhares de haitianos em fuga da miséria e falta de perspectiva. Em Brasileia, no Acre, abrigo de imigrantes produz ‘calamidade pública’. Capital do Amazonas, Manaus torna-se também ‘capital haitiana’ no Brasil, uma referência por liderar forças de paz da ONU. Tropas começam a sair em março.
Najla Passos
BRASÍLIA – Brasileia é uma pequena cidade de 20 mil habitantes cravada no sul do Acre, na fronteira com a Bolívia. É bem provável que a imensa maioria dos brasileiros jamais tenha ouvido falar dela. Fora das fronteiras locais, porém, o município faz sucesso. A cidade é a porta de entrada no Brasil de uma rota de imigração ilegal de haitianos para o país.
Hoje, a cidade hospeda 810 haitianos. Uma população que, fugida de um dos lugares mais pobres do mundo, e onde o Brasil é uma referência por comandar tropas de paz das Nações Unidas, sonha com a cidadania brasileira, que lhes daria o direito de trabalhar, de estudar, de usufruir o Sistema Único de Saúde (SUS), enfim, de viver legalmente no país.
O Brasil, porém, não possui um tratado internacional que exima os haitianos de visto de permanência. Eles também não podem ser enquadrados no conceito de “refugiado”, definido pela Convenção de Genebra, que considera como tal toda pessoa obrigada a sair de seu país, sozinha ou em grupo, devido a perseguições de caráter político, racial, de gênero ou religioso.
O combustível da fuga é a miséria. E, quando cruzam a fronteira da Bolívia o Brasil, os haitianos assumem a condição de imigrantes ilegais. Uma situação que também causa problemas para autoridades públicas brasileiras.
Em Brasiléia, 600 haitianos estão hospedados em um hotel do município com despesas pagas pelo governo do Acre. Recebem duas refeições diárias, além de café da manhã. Tudo isso significa um gasto mensal de R$ 1 milhão para os cofres de um dos estados mais pobres do país.
E este não é, nem de longe, o maior problema. “O hotel em que eles estão alojados tem capacidade para 80 pessoas e estão vivendo 800. Não há como cozinhar para tanta gente, os banheiros não comportam. Daqui a pouco, a epidemia de cólera que assola o Haiti chegará até lá”, afirma o senador acreano Aníbal Diniz (PT).
Entre os hóspedes, há 17 mulheres grávidas e crianças em idade escolar. Em Brasiléia, os sistemas públicos de educação e saúde não têm como atender tanta gente. Para conseguir documentos como CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho, precisam esperar cerca de um mês. E as perspectivas são de que o número de haitianos no município aumente cada vez mais.
Informações da Agência Brasileira de Informação (ABIN) e da Polícia Federal (PF) revelam que há 50 haitianos do lado boliviano da fronteira aguardando uma oportunidade para entrar no país. E outros que 200 já deixaram Porto Príncipe, a capital devastada do Haiti, em direção ao Brasil.
A rota identificada pelas autoridades brasileiras mostra que, do Haiti, os imigrantes ilegais seguem para a República Dominicana, que divide a Ilha de São Domingos com o Haiti. De lá, os imigrantes vão para Equador, Peru e Bolívia, até chegar ao Acre. É operada por pessoas conhecidas como “coiotes”, participantes de uma quadrilha que os serviços policias e de inteligência do Brasil tentam desbaratar.
Na cidade amazonense de Tabatinga, tríplice fronteira com Peru e Colômbia, os haitianos também chegam em grandes grupos. Lá, não é o governo do estado que acolhe os imigrantes, mas a sociedade civil organizada, principalmente por meio do trabalho da Pastoral do Migrante, da Igreja Católica.
Levantamento feito pelas Nações Unidas aponta que, atualmente, 1,1 mil haitianos estão na cidade. Em 2010, a Polícia Federal recebeu 476 solicitações de refúgio. Em 2011, foram 1075. Todas elas foram negadas, mas os pleiteadores conseguiram um visto humanitário. Muitos se deslocaram para Manaus, em busca de emprego.
É justamente na capital do Amazonas que se concentra o maior número de haitianos: 3,2 mil, a maioria mantida também pelas igrejas e comerciantes locais. Também há haitianos vivendo em Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP). Em todo o país, 3.274 já requereram visto de permanência e 1,3 mil receberam.
Calamidade pública
A pobreza e a miséria que, historicamente, colocam o Haiti no último lugar do ranking de desenvolvimento da América Latina e Caribe dificultam a reconstrução do país, após o terremoto de 2010, que afetou a vida de 3 milhões de haitianos e matou, de imediato, 222 mil pessoas.
“O terremoto foi terrível, mas o país já era miserável antes dele. Outros países que passam por catástrofes naturais, como Chile, conseguem se recuperar. Mas o Haiti, não”, justifica o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez.
Segundo ele, hoje, passados quase dois anos, o Haiti continua sofrendo os efeitos da catástrofe. “Cerca de 300 mil casas foram destruídas. Mais de um milhão de pessoas continuam vivendo em acampamentos, em condições muito precárias. Por isso, o surto de cólera no país”, afirma.
Além disso, a violência vitima, principalmente, as mulheres. “A incidência de gravidez nos acampamentos aumentou de 4% para 12%, principalmente devido aos estupros que ocorrem durante à noite, em função das deficiências de iluminação”, denuncia.
Andrés Rmirez relata que a violência sexual e de gênero tem justificado, inclusive, que outros países aceitem receber os haitianos como refugiados. “Os números são modestos, mas já há 57 na Argentina, 146 no Peru e um no Chile”.
É neste contexto que os haitianos decidem deixar o país. As famílias mais abastados se organizam e enviam alguns membros pra os Estados Unidos. As de menor poder aquisitivo, agora, têm a alternativa de tentar o Brasil, que exige menos recursos e é mais seguro. Nos Estados Unidos, se descobertos, os ilegais são deportados para seus países de origem.
“A maior parte dos imigrantes ilegais haitianos é muito bem qualificada, justamente para conseguir emprego e ajudar a sustentar os que ficaram no Haiti”, diz o presidente do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), Luiz Paulo Teles Barreto, também secretário-executivo do Ministério de Justiça.
O Brasil é uma referência também por liderar, desde 2004, as forças de paz das Nações Unidas que atuam no Haiti. O ministério da Defesa diz que as tropas brasileiras vão deixar aquele país a partir de março de 2012.

domingo, 25 de dezembro de 2011

HAITIANOS ESTÃO SENDO ASSALTADOS E MORTOS NA FRONTEIRA DA BOLÍVIA COM PERU

www.oaltoacre.com
Uma grave denuncia feita por haitianos que chegaram na noite desta sexta-feira, dia 23, na cidade de Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, estão denunciando um ato que se pode chamar de desumano e covarde.
Segundo eles, que inclusive tem crianças no meio, passaram momentos de terror quando tentaram passar pela Bolívia, após sair do Peru para chegar ao Brasil, estão sendo atacados por homens armados que, além de roubar seus pertences e valores, estão assassinando quem se recusa a dar o que tem.
Disseram que chegaram a ver um casal em estado de decomposição que foram assassinados, quando tiveram entrar na mata para fugir. Não é possível saber quem estaria por trás da matança. Os homens agem encapuzados e vestiam roupas tipo militar e após o ataque, outro grupo estão abordando.
Os que estão na cidade de Brasiléia, não sabem dizer com certeza, se estariam no lado boliviano ou peruano. A criança que escapou com os adultos, tem sinais de arranhões pelo corpo causados pelo mato no momento da fuga.
Essa já não seria a primeira vez que tal denuncia foi feita, quando outro grupo foi abordado, e tiveram parte de seus pertences tomados e as mulheres abusadas na região do vilarejo de Soberania, na tríplice fronteira e as autoridades da Bolívia dizem desconhecer tais abusos.
        Isso tudo poderia ser evitado, conforme venho alertando. Porque que os Haitianos, quando chegam na fronteira com Assis Brasil, com destino ao Brasil, tem que vir de forma clandestina correndo risco de vida e outras coisa mais, até chegar em Brasiléia, será que Assis Brasil Não é Brasil, para serem recebidos lá e não só em Brasiléia. O que está faltando???
Veja trecho de um artigo publicado anteriormente neste Blog.
"... A rota dos mesmos é Haiti, Panamá, Colômbia, Peru até chegar em Inapari na fronteira do Brasil através de Assis Brasil, só que de Inapari-Peru para Brasiléia e EpitacioLãndia eles enfrentam talvez a maior dificuldade: Os que tem dinheiro pagam até 200 dólares cada a taxistas brasileiros por pessoa e correndo o risco do taxista ser pego, processado e pagar multas caríssimas, os que tem menos dinheiro se arriscam a virem pela estrada boliviana por taxistas peruanos e bolivianos correndo o risco de serem extraditados pelas autoridades bolivianas, já os que nada têm se arriscam a pé enfrentando rotas de tráficos de drogas e por terras bolivianas e brasileiras de forma escondida, passando fome e noites frias na selva amazónica. Chegando aqui eles recebem os direitos de se legalizarem, MAS PORQUE NÃO RECEBEREM ESSES DIREITOS NA PORTA DE ENTRADA QUE É EM ASSIS BRASIL?"

Veja vídeo-reportagem com Almir Andrade.
 http://www.oaltoacre.com/index.php/acre/11396-denuncia-haitianos-estao-sendo-assaltados-e-mortos-na-fronteira-da-bolivia-com-peru.html

domingo, 18 de dezembro de 2011

EVO RECONHECE OS PROBLEMAS QUE A COCA ESTÁ CAUSANDO

    Será que só ele imaginava que os outros iriam acreditar, que o incentivo a produção da folha de coca, seria só para o uso medicinal e cultural; se fosse para isso bastava apenas o cultivo em umas cem hectares. Agora ele se deparou com cartéis de outros países, bem mais potentes e com tecnologia avançada. Isso põe em risco o simples poder exercido pela Bolívia em relação ao narco. "é uma concorrência desleal". Evo também foi humilde em dizer que "Uma pequena parte da folha de coca é desviada para a fabricação de cocaína, que isso é ilegal". Será que ele não percebe que ilegal mesmo é incentivar o aumento de plantio da folha, quando que para o uso cultural e medicinal, o ideal seria a redução em quase 70%. Hoje Bolívia tem, segundo dados oficiais, mais de 32.000 hectares de plantio da folha de coca.
O mal que a cocaína vinda da Bolívia causa aos brasileiros, que segundo a ONU 80% do consumo brasileiro é da Bolívia, é incalculável; mesmo assim o Sistema de Governo Brasileiro continua investindo e aliado da Bolívia.

O Laboratório de refino de cocaína encontrado em outubro em uma reserva florestal, que resultou no enfrentamento de militares da UMOPAR com os narcos, onde foi morto um oficial militar, e que os narcos mortos eram colombianos, só agora descobriram que os mesmos pertenciam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Em um informe do Diretor Geral da Polícia, alertou ao presidente Evo, da existência de delinquentes organizados de escala internacional na Bolívia, que estão usando o território boliviano para o fábrico e passagem de cocaína pela fronteira para o Brasil, Chile, Paraguai e Argentina. Também falou de um segundo problema que é a importação de dinheiro ilícito proveniente do narcotráfico introduzidos por colombianos, mexicanos, peruanos e também de cubanos para a cadeia produtiva do narcotráfico.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

COLONO É PRESO COM ESPINGARDA REGISTRADA


Colono é preso com espingarda registrada, no Airton Sena

Apesar de ter o documento de registro da arma, o colono foi preso; PM diz ser ilegal transportar a arma sem autorização da PF

DSC_0179Apesar do agricultor ter o registro da arma, uma espingarda calibre 20, dando autorização para o mesmo usar o equipamento para meios de subsistência no Seringal São Francisco de Iracema, o homem foi denunciado por vizinhos no bairro Airton Sena.
Segundo ele, a arma está com problemas e ele trouxe para a cidade a fim de mandar arrumar, pois não estaria atirando. Abrigado na casa de parentes no bairro Airton Sena, o homem acabou sendo denunciado e preso pela polícia militar.
Na delegacia, mesmo com o documento de registro da arma, o homem foi autuado em flagrante e uma fiança deverá ser estipulada de acordo com suas condições.
Na oportunidade, o coronel Juvenal, comandante do 3° Batalhão, fez um alerta para os agricultores que possuem o registro de suas armas e precisam, por algum motivo, transportá-las até a capital.
“Antes de vir para a cidade, é necessário pegar primeiro uma autorização na Polícia Federal e só depois transportar a arma. Caso contrário, a polícia militar vai fazer a apreensão da arma e prisão da pessoa. Isso é a Lei e só estamos dando cumprimento a ela”, explica o comandante.
O homem desavisado disse que da próxima vez vai fazer todo o procedimento correto para não passar mais por constrangimento. O colono que nunca teve passagem pela polícia vai ter que pagar fiança e ficará com a ficha suja diante da justiça.

COMENTÁRIO.
Tem algo errado, a polícia está aí para cumprir a Lei. Agora quem fez a Lei, quem apoiou quem fez a Lei?? Agora o seringueiro e colono que vive na mata e já não pode desmatar, ter ramal, trazer um pedaço de caça para os parentes na rua como forma de pagamento a sua estadia, pois não tem dinheiro. E por causa da Lei vai ter que dar duas viagem, uma para pegar um documento na PF e a outra para trazer a arma. E a floresta continua sendo vendida, e os que vive nela não lhe dão nem o direito de opinar; para eles só as proibições e punições. O malandro da Rocinha no RJ, foi avisado bem antes que a polícia iria invadir o morro, com isso eles fugiram com armas. Já o homem da floresta que tem tantas dificulidades, paga a mesma pena do malandro da Rocinha, quando pego, pois ele é esperto, já o colono é simples e sem maldade.

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