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domingo, 13 de maio de 2012

MAIS E MAIS HAITIANOS NOVAMENTE

A cada dia que passa, aumenta o número de haitianos, que estão novamente chegando em Iñapai-Peru, fronteira com Assis Brasil. No domingo 06 de Maio eram 43. Hoje domingo 13 de Maio foram cadastrado em Iñapari, pelo padre René, quase 60, e a previsão é de mais.
Em conversa com cada um dos Haitianos eles apontam para uma verdadeira máfia de coiotes que se utilizam das fragilidades em que passam os haitianos. A porta de entrada no Peru se dá por Águas Verdes, na fronteira com Equador pela cidade de Guaquillas. Eles contam que pagam em média 200 dólares pelo selo de migração para poder entrar no Equador e outros 200 para entrarem no Peru. Em Guaquillas o contato é feito por um haitiano, e em Águas Verdes por um peruano, que pegam seus passaportes e os devolvem já com vistos. Quase todos os passaportes têm data de 12 de janeiro com a permanência para 180 dias, é dito para os haitianos que a entrada para o Brasil está livre.
Uma das únicas pessoas que ainda se mantém preocupado com a situação dos Haitianos em território peruano, é o Padre René, ele nos contou que os haitianos já começam a passar fome, sem dinheiro para pagar hotel, os mesmos ficam na Igreja que não dispõe de banheiros adequados, e nem de colchões, etc.
O padre já encaminhou um e-mail aos integrantes do Mini MAP em Direitos Humanos, para que se promova um encontro, de preferência no lado brasileiro, para que se discuta a situação o mais breve possível.
“Achar uma solução digna para com os haitianos que se encontram fragilizados, não necessariamente no Brasil, é um dever das autoridades,Portela

quarta-feira, 2 de maio de 2012

RESPOSTA À REVISTA VEJA!

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.  
É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com asVERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. 
Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. 
Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores, e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais.
Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela Pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a "passeios interessantes", planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. 
Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40h semanais.
E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas.
Como isso é motivante..e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  
Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos se sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata
Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais". 
Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.
Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!

BRASILEIROS SENTENCIADOS POR TENTAR COMPRAR GASOLINA


O cidadão Paulo Bastos, que foi preso ao tentar comprar dez litros de gasolina, é isso que está no inquérito, ele saiu  depois de três dias mediante ter pago  dois mil reais ao advogado boliviano, com o compromisso de assinar documentos uma vez por semana na entidade deles. E relação ao carro, ficou certo de hoje  ele pagar 10.000 (dez mil) bolivianos para que seu táxi possa ser liberado, segundo as autoridades bolivianas, o processo deve durar uns cinco meses e se ele comparecer toda semana para assinar, ao final o dinheiro é devolvido.
O outro que foi preso junto com ele , o Walderi, também recebeu a mesma sentença. Esse caso , mais o caso de Capixaba em que policiais bolivianos estão expulsando e maltratando brasileiros e mais o caso das lojas Halley, isso tudo estão deixando os brasileiros revoltados, boa coisa não é de se esperar. Portela

terça-feira, 1 de maio de 2012

CENTENAS DE HAITIANOS PODEM CHEGAR NA FRONTEIRA DO BRASIL


Essa nova leva de haitianos está preocupando as autoridades peruanas. Até hoje pela manhã tinha aumentado para 14 o número de haitianos, com apenas dois com visto peruano ( carimbo de Migração ) de Janeiro.
Leonor Mercedes Perales , que também faz parte do MAP,(intercâmbio de Madre de Dios, Acre e Pando) nos enviou um e-mail, contando da preocupação do  Prof Corvera e  governador de Iñapari - PERU com o problema. Esse problema vai mais além.
Segundo Leonor o Governador de Huaquillas - Equador, disse ter atualmente uns 340 haitianos em sua cidade só aguardando oportunidade dos coiotes para entrarem clandestinamente no PERU, os mesmos são envolvidos em corrupção para adquirir o carimbo no passaporte.
Os coiotes chegam a cobrar US$ 200 para cada trecho, burlando os controles policiais, em viagens de ônibus que são feitas pela parte noturna na rota Tumbes, Lima , Cusco, Pto Maldonado e Iñapari.



Existe um acordo em Iñapari da policia com os taxista e empresas de ônibus, proibindo os mesmos de carregarem haitianos, que caso isso aconteça eles retornariam com os haitianos até Puerto Maldonado, mas que o acordo foi quebrado pois já tem 14 haitianos no município.

Estes acontecimentos serão levados até o consulado peruano, para as providências. Também devem serem levados ao conhecimento das autoridades de Porto Príncipe no Haiti, haja vista os acordos feito com o Brasil, visando impedir a saída de haitianos sem o visto, e também que chegue até o conhecimento dos demais países que fazem a rota utilizadas pelos haitianos, como o Panamá, Equador, Republica Dominicana, etc. dessas decisões. Acima de tudo para impedir que estes imigrantes sejam alvo de chantagem e usado por coiotes, que segundo os imigrantes haitianos, os coiotes falam que depois que chegarem em iñapari o governador assina um documento e com isto eles ingressam no Brasil. Essa informação é falsa e contraria  as normas migratórias do Peru



O governo de Iñapari tem trabalhado em comum acordo com as autoridades policiais peruanas, mesmo assim não tem conseguido conter a entrada de imigrantes em seu pais. Portela

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