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domingo, 18 de outubro de 2009

SOLIDÃO NA ADOLESCENCIA


Aspecto cruel que se origina nas paisagens do medo; sentir-se só, isolado, com ou sem pessoas à volta; sentir-se abandonado, desvinculado do mundo. Estado de quem se acha ou vive só
A necessidade de relacionamento humano, como mecanismo de afirmação pessoal, tem gerado vários distúrbios de comportamentos;
A solidão junta ao Stress e predispõe os adolescentes a comportamentos agressivos nas aulas. Muitos adolescentes de hoje sofrem tensões e frustrações perante os quais, se encontram muito sozinhos e indefesos. É assim que nasce a rebeldia agressiva, próprias das pessoas inseguras, a qual, por vezes, desemboca em condutas transgressivas e violentas. O stress pode ser a conseqüência de se viver num lar destruído ou de pertencer a uma família em que, de fato, não existe vida e/ou convívio familiar. Atualmente muitos pais proporcionam aos filhos tudo aquilo que eles lhes pedem no campo material, mas não lhes dão critérios morais, apoio emocional ou bons exemplos. Os adolescentes, para construírem a personalidade que está a nascer, têm necessidade de modelos com os quais se identifiquem, mas nem sempre os encontram na família. Pelo contrário, na rua encontram uma imensidão de pontos de referência que os desorienta. As expectativas poucos realistas de alguns pais, instalados na cultura do êxito. Querem, a todo custo, filhos vencedores; exigem-lhes que sejam os melhores da turma, que façam a carreira universitária, que eles não puderam fazer ou que está na moda, sem colocarem a questão de se os filhos têm capacidade ou interesse para isso. É freqüentemente que estes filhos acabem por ficar destruídos por dentro: culpam a si mesmo por não terem sabido compreender ao que se esperava deles. Os adolescentes dos nossos dias nascem e crescem numa sociedade na qual cada vez existe mais tendência para resolver problemas pela via da violência. Nota-se que também existe tolerância social para com as condutas violentas. A escolaridade obrigatória para uma criança ou adolescente que não quer estudar e que não lhes são oferecida os estímulos adequados, dão lugar a muitos casos de inadaptação nas aulas. Os inadaptados tornam-se violentos, e projetam a sua agressividade para o ambiente da turma. A sala de aula é o palco ideal para que os adolescentes possam representar a agressividade que foi gerada fora dela. Acostumados a fazerem aquilo que lhes apetece e não fazer aquilo que não lhes agrada, ficam irritados por terem de se adaptar a um plano de trabalho e a umas normas mínimas de convívio, boa educação e disciplina. Concluímos que os fenômenos de violência escolar requerem uma análise profunda: é preciso aprofundar nas suas causas pessoais, familiares e ambientais, e adaptar medidas de tipo preventivo. Isto implica formar seriamente os pais e os professores em temas de psicologia e de educação da adolescência. Ensina-los a ver o adolescente de forma positiva nessa importante etapa da vida; prepará-los para atender as necessidades emocionais e para lhes formar a vontade; ajudá-los a educar-los nos valores como a paz, a vida, o respeito, a tolerância e a solidariedade. “Solidão, mais do que estar só, é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma”.

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