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sexta-feira, 11 de junho de 2010

A MÁFIA DO HEXA II

Brasil o país do futebol. “Que bom seria que nas copas do mundo de quatro em quatro anos, o Brasil mandasse no seu futebol”.
Porque será que na copa passada, nossos jogadores não jogaram? Porque nossos técnicos não se esforçaram e se manteram cabisbaixos? Será que nossos jogadores amarelaram contra a França???
É sabido que quem organiza o mundial é uma empresa (FIFA), e como toda empresa visa o crescimento e o lucro. A copa do mundo procura a cada quatro anos a tecnologia e a astúcia para se manter como o maior e melhor evento esportivo do mundo. E este esporte não seria grande se só existisse em alguns países, e tão pouco se só existisse no Brasil. Os organizadores sabem e muito bem a necessidade de expansão e difusão do futebol a nível mundial, e que não é a toa que a cada copa estão surgindo novas seleções e com competência. (EUA, Vários países da África, Japão, etc.).
O Brasil tem time para ganhar quase todas as copas, o que não seria bom para os organizadores do evento. Se observarmos, a cada quatro anos a copa é realizada em um país previamente estratégico, organizado e elaborado por “cabeças pensantes”, e como eles são os donos da competição, os mesmos exercem um domínio estratégico sobre os resultados e as possíveis regiões ou países que devam ser a campeã, ou será que não? Será que o Brasil, na copa passada, com os melhores jogadores do mundo, desde o primeiro jogo, não era para ter apresentado seu futebol? E que não apresentou, até chegar ao ridículo que foi a maneira de como perdeu para a França. Num ato de covardia e desrespeito com o povo brasileiro bem como os espectadores do mundo que pretendiam ver um show de bola, por considerá-los os melhores do mundo. Faltou aos jogadores brasileiros garra e autonomia para dizer não a suposta máfia e mostrar a beleza do futebol ao mundo. Não foi visto por parte de nenhum jogador a garra e o repúdio a tal atitude, que aceitaram calados não honrando os milhões que ganham e que pelo ao menos deveriam dar este momento tão esperado de felicidade aos brasileiros que não mediram esforços em se unirem para torcerem, escondendo as desilusões e desavenças, mesmo que temporariamente, em um dos poucos momentos onde existe a afirmação do país, enquanto uma nação. Bertoldo Brecht já proclamava: “triste o país que precisa de heróis”. O Brasil ainda precisa deles, infelizmente.
Admiro o Boxeador Mike Taison, que excluía qualquer tipo de acordo por parte dos dirigentes do evento, e partia para vencer o adversário ainda no primeiro minuto de sua luta, sempre mostrando porque era o melhor.
Pelé, o maior jogador de futebol, até parece que já sabia da “tramóia”, quando mostrou que a seleção brasileira era difícil de ser hexa campeã na copa passada.
“Se o Brasil ganhasse pela sexta vez a Copa do Mundo, seria pela segunda vez campeã na Europa, coisa que nunca aconteceu. Nunca um não-europeu ganhou na Europa, a não ser o próprio Brasil, em 1958 porque surpreendeu todo mundo com sua garra iniciada por alguns jogadores do grupo, coisa que ninguém esperava. Todas as vezes que jogou a Copa do Mundo num país sem tradição em futebol o Brasil ganhou. Foi assim em 58 na Suécia, em 62 no Chile, em 70 no México, em 94 nos Estados Unidos, em 2002 no Japão. Então, a possibilidade de ser hepta campeão seria enorme na África do Sul. A outra Copa, em 2014, será aqui no Brasil; então se tivesse ganhado a de 2006, e pela lógica poderá ganhar essa da África e também ganhar a 2014 no Brasil, assim seria octa campeã isolado na frente das demais seleções. E aí ficaria monótona a copa do mundo” para o mundo, claro que para os brasileiros seria ótimo. “Será que isso seria bom para a maior organização esportiva do planeta, que vem buscando a cada copa expandir o futebol com qualidade em todos os continentes, e diga se que vem conseguindo e com sucesso”.
Ninguém gostou do comportamento na Copa. Ninguém gostou da derrota para a França. Aliás, ninguém gostou de como perdemos para a França. Perdemos sem jogar. Perdemos sem lutar. Um treinador sem comando? Um time de estrelas sem garra? Mas pior do que a derrota, que o brasileiro historicamente rejeita em qualquer circunstância, foi o time ter saído de campo no jogo contra França, de forma desunida; Ignorou a torcida no estádio; deu as costas para o orgulho nacional; comportou-se como uma seleção privada; saiu pela porta dos fundos; os jogadores foram dispensados após o jogo; Volta para o Brasil quem quiser e poucos vieram. O que isso significou?
“O melhor futebol do mundo, talvez não teve concorrente para a escolha dos melhores jogadores desta competição”. É o preço que podemos pagar, espero que não. Vamos torcer esperançosos para que esta “empresa privada de Dunga”, não nos decepcione mais uma vez e que sua estratégica seja para o bom, bonito e honrado futebol, mesmo que não consiga o primeiro lugar.

Carlos Portela Eduino

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