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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

FINADOS, O NASCER PARA O ALÉM...


“Em toda morte, deve haver uma nova vida. Esta é a esperança do ser humano que crer em Deus.” Triste é ver gente morrendo por antecipação... De desgosto, de tristeza, de solidão, pessoas fumando, se embriagando, usando drogas, acabando com a vida; gente que vai morrendo um pouco a cada dia que passa, sem partir. E a lembrança de nossos mortos, despertando em nós o desejo de abraçá-los outra vez. Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida:
 A ausência, porque não há formas para se tocar;
 A presença, porque se pode sentir.
É uma saudade do tamanho do infinito, machucando nosso coração, daqueles que viveram entre nós, que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida. Que foram para o além deixando este vazio inconsolável. Que a gente, às vezes, disfarça para tentar esquecer. Deles guardamos até os mais simples gestos. Deles sentimos, quando estamos concentrados, o ruído de seus passos e o som de suas vozes. Ai vem uma vontade de rever novamente aquele rosto, e um arrependimento de não ter dado maiores alegrias, de não ter mostrado todo o amor para com eles. Surge então um soluço que morre na garganta.
 Meu Deus! Que ausência tão cheia de presença! Que morte tão cheia de esperança e de vida!
“Saudades de: Socorro Viturino, Paulo da Selma, Sérgio Caninha, Robertinho, Pedro Arueira, Preto Ribeiro, Dona Ica, Maria Flores, Cleto Portela, e tantas outras pessoas, que vieram a este mundo mostrar a paz com suas atitudes inesquecíveis. Para nós o dia de finados nos serve para boas recordações de vocês”.
      Carlos Portela Eduino, escrevi isso a alguns anos.

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