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domingo, 18 de maio de 2014

SEM AJUDA HUMANITÁRIA

Sem ajuda humanitária, imigrantes caminham de Brasiléia a Rio Branco a procura de abrigo

“A fronteira continua aberta, eles continuam entrando, mas agora não têm mais onde ficar", diz vereador de Epitaciolândia.
                                                                                                                                       
         Os vereadores de Epitaciolândia, Carlos Portela (PPS), e o presidente da Câmara daquela cidade, Raimundo (PR), em viagem rumo a Rio Branco registraram uma cena nada pitoresca: vários imigrantes, supostamente haitianos e senegaleses, fazendo o trecho Epitaciolândia-Brasiléia a pé.
As fotos, conseguidas com exclusividade pela ContilNet Notícias, mostram vários imigrantes portando imensas malas de viagem e perfazendo o trajeto a pé.
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As fotos, mostradas com exclusividade à ContilNet Notícias, mostram vários imigrantes portando imensas malas de viagem e perfazendo o trajeto a pé/Foto: Carlos Portela
Segundo os parlamentares, alguns ainda tentavam a sorte pedindo carona, sem sucesso.
De acordo com os vereadores, desde que o abrigo foi fechado, em 22 de abril, quando os imigrantes foram transferidos para o abrigo provisório em Rio Branco e depois encaminhados a São Paulo, a situação dos haitianos e senegaleses que continuam chegando pela tríplice fronteira piorou.
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Vereador Carlos Portela (PPS), do município de Epitaciolândia/Foto: Alexandre Lima
“A fronteira continua aberta, eles continuam entrando, mas agora não têm mais onde ficar. Chegam, dormem pelas praças e, em seguida, partem para Rio Branco”, diz Portela.
Não há informações sobre se os imigrantes que tentavam fazer o percurso de mais de 200 km a pé já possuíam os documentos de entrada no país ou se pretendiam consegui-los em Rio Branco.
Mesmo depois do fechamento do abrigo de Brasiléia, que resultou no fato de mais de 1700 haitianos terem sido espalhados pelo Brasil, o que causou uma situação tensa entre os governos do Acre e São Paulo, estado onde se concentrou a maior parte dos imigrantes, o Acre continua sendo usado como rota ilegal de imigrantes do Haiti, Senegal, República Dominicana e Nigéria.
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Imigrantes foram flagrados com malas e mochilas a 90 quilômetro de Epitaciolândia/Foto: Carlos Portela
Hora depois da informação e fotos repassadas pelos vereadores de Epitaciolândia, a equipe da ContilNet Notícias foi informada, por uma fonte da Polícia Federal (PF), que não quer ser identificada, que os imigrantes que se dirigiam para Rio Branco a pé, foram conduzidos de volta a Epitaciolândia pela PF.
Outra informação dá conta de que foram presos taxistas que estavam conduzindo, ilegalmente, senegaleses com entrada irregular.
Os taxistas estariam cobrando cerca de 200 dólares pelo transporte dos imigrantes até a capital do Acre.
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Sem abrigo na fronteira, imigrantes ficam perambulando pelas ruas e praças/Foto: Carlos Portela

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