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sábado, 12 de setembro de 2009

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

Adolescência. Fase de descoberta do mundo, dos grupos de amigos, da vida social e, sobretudo, sexual. Porém, atos inconseqüentes podem gerar uma gravidez precoce e indesejada que interrompa, na adolescente, esse processo de descoberta. Estatísticas mostram que 80% das adolescentes que engravidam não voltam mais para a escola. "Com a gravidez precoce as jovens abandonam ou interrompem seu projeto de vida, contudo elas acabam tendo que transferir a responsabilidade de criação da criança para os avós, para tentar voltar à vida cotidiana de estudo e tentar o trabalho, ou se entregarem à prostituição e/ou ao vício em suas várias formas”.
Essa realidade acontece em todas as classes sociais, mas a incidência é maior e mais grave nas populações mais carentes devido ao baixo nível de informação e a dificuldade de acesso aos métodos contraceptivos. São vários os fatores que contribuem para o aumento da gravidez precoce, como a ausência de alternativas de lazer, a desagregação familiar, a desinformação sobre o tema, a falta de um projeto, com mais eficácia, de orientação sexual nas escolas e na família. Outro fator decisivo é a erotização cada vez mais presente na vida dos adolescentes, através da mídia.
Em 53,7% das famílias acreanas com filhos de até seis anos de idade, vive-se com menos de meio salário mínimo per capita, ou seja: abaixo da linha da pobreza. Em números absolutos, a percentagem representa 40 mil famílias nessa situação, o nosso estado aparece com a terceira pior distribuição de renda do ranking nacional. Como se não bastasse, mais de 80% dos domicílios acreanos pertencentes a famílias que vivem com até meio salário mínimo per capita.
Com estes índices alarmantes divulgados pelo (IBGE), afastan-se as esperanças, em curto prazo, de melhorar a situação.
PROIBIR SEXO NÃO É A MELHOR MANEIRA DE SE PREVENIR GRAVIDEZ
É sabido que proibir o sexo não é a melhor maneira de prevenir a gravidez precoce, há formas mais eficaz de evitar a maternidade na adolescência. Dois aspectos precisam ser levados em conta: a questão da auto-estima e o estabelecimento de um projeto de vida. "Se uma adolescente tem a auto-estima elevada ela cria mecanismos para gostar de si mesmos, portanto, qualquer coisa que venha prejudicá-la não a despertará interesse. Diferentemente da baixa auto-estima, que pode trazer interferência na realização de um projeto de vida que estabeleça o melhor momento para ser, ou não, mãe".
“Precisamos contar com uns trabalhos totalmente profissionais onde psicólogos, educadores, pedagogos, assistentes sociais e, sobretudo, a escola e a família, estejam envolvidos no processo de educação” O jovem passa por três fases. A primeira é no seio familiar, até oito anos de idade, onde a criança "deve" receber todas as informações que irão contribuir para sua formação. Dos nove aos 15 anos, a maior carga de informação vem do convívio escolar. E, por último, dos 16 anos acima, as informações vêm das suas "tribos" ou grupos, sejam eles de amizade, religiosos, trabalho, etc.
"Não devemos tapar os olhos. A prática sexual na adolescência já é algo comum. Só não vê quem não deseja encarar o fato de frente. Precisamos trabalhar juntos para que nossos jovens tenham firmeza nas instruções dos pais e passem a ter projetos de vida", E que mesmo passando por várias situações extremamente confusas, o jovem deve sempre ter a família como principal ponto de apoio.

Carlos Portela Eduino
portela@contilnet.com.br

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