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sábado, 19 de janeiro de 2013

MAIS UMA DO BANCO DO BRASIL



Meu pai de 90 anos de idade, que tanto trabalhou por esse município, que ajudou a roçar os primeiros varadouro, onde hoje são ruas, que transportou pessoas de um lado para o outro com sua canoa, que carregou em sua costa, castanha, madeira, borracha, mercadoria, geladeira a querosene. Hoje vemos o município caminhando para o desenvolvimento, com escolas, estádio, grandes comércio, prefeitura, e além de outros, o BANCO DO BRASIL, ele que lutou tanto por melhores dias, agora com mais de 90 anos, precisou ir ao Banco do Brasil pegar o seu cartão, como já não anda mais só, sua companheira o levou ao banco e pegou a senha para ser atendido.



 Para passar na porta giratória, teve que ser ele segurado pela companheira, os dois se segurando naquele aperto para uma só pessoa, quando já estava saindo da porta ele segurou na borda da mesma para se equilibrar, foi quando uma outra pessoa entrou na porta giratória, com uma certa pressa ou ignorância por não ter paciência de aguardar um velhinho sem habilidade passar, com isso imprensou sua mão, ferindo-a. Nenhum funcionário do banco tentou ajuda-lo, e mesmo com a mão machucada e sangrando teve que aguardar a sua vez,  a companheira e uma filha, bem que tentaram pedir para que o mesmo fosse atendido com preferência  pela idade e pelo machucado da mão, mas um funcionário/a  do atendimento o falou que não iria atender, pois tinha várias pessoas que chegaram mais sedo e que ele aguardasse, até que uma funcionária pediu para o atendente da senha, verificar se seu cartão tinha chegado, como o cartão não tinha chegado, pediu para que o mesmo fosse para o caixa receber o seu salário de aposentadoria, tendo a companheira perguntado se precisaria de nova senha, ele disse que não precisava, e foi levado com dificuldades para o caixa, lá o atendente do caixa disse que só o atendia com a senha, lá voltou e sentou o velhinho na cadeira e foi pegar a senha para que o mesmo fosse atendido. O pior é que nenhum funcionário teve a sensibilidade de se comover diante daquele ferimento que logo começou a inchar, e a pesar da dor e da dificuldade de locomoção, teve que passar novamente pela porta giratória sem a ajuda de funcionários. Isso fez com que o cidadão de 90 anos quase entrasse em uma depressão, com muita dor sem vontade de comer e com um desgosto muito grande. Sete dias depois tirei essa foto de sua mão. A mesma mão que deu a origem para que hoje o Banco esteja instalado e dando o emprego àqueles funcionários em um local de conforto,  onde se sentem os donos da razão e do mundo. O Estatuto do Idoso, para eles, não serve de nada.
Filho - Carlos Portela Iduino  - Pai "chagas Iduino" - Município de Epitaciolândia-Acre

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