Os homens no divã
07 Outubro 2011 Administrador
Nossos sentimentos de desamparo não podem ser resolvidos através do outro, mas sim atenuados dentro de nós mesmos”. É com a sabedoria de quem já escreveu mais de 10 livros sobre relacionamentos amorosos que a sexóloga e psicanalista Regina Navarro analisa a crise que vivem homens e mulheres atualmente. O choque causado pela morte prematura de uma jovem em Brasília, pelo ex-professor e namorado, inconformado com o fim da relação, levantou a questão: afinal, porque os homens matam?
Para Regina Navarro, que já realizou 300 palestras sobre amor e sexo e atuou como colunista de inúmeros veículos de comunicação, o domínio do parceiro sobre a mulher perdura desde a Idade Média, e, a partir de então, quando uma mulher abandona um homem, corre o risco de sofrer violência emocional, psicológica e, na pior das hipóteses, física. “Os primeiros meses da separação são especialmente perigosos e precauções devem ser tomadas por pelo menos um ano”, é este o conselho da sexóloga para evitar crimes passionais, como o recente ocorrido em Brasília.
Depois de perder o posto de único mantenedor da casa, da família e da felicidade da mulher, que já não é mais frágil e desamparada, o homem teve sua certeza de superioridade abalada. A hora, então, é de revolução. Para fugir da crise, da depressão e do esgotamento, homens e mulheres precisam se unir, examinando o mito que existe em torno da masculinidade e reconstruir seus papéis na sociedade. Encarando de frente a angústia, o fracasso e dificuldades afetivas, e livrando-se da dependência emocional, qualquer pessoa, estando em uma relacionamento ou não, só tende a evoluir.
Marcone Formiga - Em um crime recente em Brasília, um docente universitário se envolveu com uma aluna e, depois que ela rompeu o relacionamento, matou-a, sem nenhuma piedade, e se entregou em seguida. Afinal, por que os homens matam as mulheres?
- Regina Navarro Lins - Na Idade Média, o marido tinha o direito e o dever de punir a esposa e de espancá-la para impedir “mau comportamento” ou para mostrar-lhe que era superior a ela. Até o tamanho do bastão usado para surrá-la tinha uma medida estabelecida. Se não fossem quebrados ossos ou a fisionomia da esposa não ficasse seriamente prejudicada, estava tudo certo. E isso perdurou por muito tempo.
- Marcone Formiga - O ato do amante passional que mata o ser amado que o abandona ou prefere outra pessoa é a consequência da frustração de seu desejo de posse?
- Regina Navarro Lins - Um refrão comum aos matadores emitido para suas vítimas ainda vivas é: “Se eu não posso ter você, ninguém pode.” Estudos mostram que as mulheres estão sob um risco maior de serem assassinadas quando realmente abandonaram a relação ou quando declararam, inequivocamente, que estavam partindo de vez. Elas correm o maior risco nos primeiros dois meses depois da separação, com 47% das mulheres vítimas de homicídio sendo mortas durante esse intervalo e 91% dentro do primeiro ano depois da separação. Os primeiros meses depois da separação são especialmente perigosos, e precauções devem ser tomadas por pelo menos um ano.
- Rebeca Oliveira - Elas reagem a ameaças dos homens?
- Regina Navarro Lins - Os homens nem sempre emitem ameaças de matar as mulheres que os rejeitam, claro, mas tais ameaças devem sempre ser levadas a sério. Eles ameaçam as parceiras com o objetivo de controlá-las e impedir sua partida. A fim de que tal ameaça seja acreditada, violência real tem que ser levada a cabo. Os homens às vezes usam ameaças e violência para conseguir controle e impedir o abandono. Depois do crime, o criminoso passional não costuma fugir. Alguns se suicidam, morrendo na certeza de que o ser amado não pertencerá a mais ninguém.
- Marcone Formiga - Uma pesquisa do Statistics Canada revelou que quando os homens terminam um casamento, têm seis vezes mais chance de ter depressão do que aqueles que continuam casados. Com o termino de uma relação, o sofrimento masculino é maior?
- Regina Navarro Lins - Os homens suportam menos o abandono! Ao contrário do que parece, é grande o número de homens que dependem emocionalmente de suas mulheres, entregando a elas a administração integral da vida e dos próprios desejos. Homens e mulheres têm um papel a desempenhar. Os meninos, para serem aceitos como machos, têm que corresponder ao que deles se espera numa sociedade patriarcal — força, sucesso, poder. Não podem falhar, nem sentir medo. Sem dúvida, perseguir o ideal masculino gera angústias e tensões.
- Marcone Formiga - Isso vem da infância?
- Regina Navarro Lins - Quando pequeno, o menino tem com a mãe um vínculo intenso, que deve ser rompido precocemente para que ele se desenvolva como homem. Permanecer muito perto da mãe só é permitido às meninas. Para os meninos isso significa ser “filhinho da mamãe”. Os amigos e os próprios pais não perdem uma oportunidade de deboche ou piada a qualquer manifestação de sujeição à mãe. O desejo de ser cuidado, acalentado e dependente é recalcado. Na vida adulta, os homens escondem a necessidade que têm das mulheres mostrando-se auto-suficientes e desprezando-as. Tentam se convencer de que elas é que precisam deles, da sua proteção. Negando, assim, seus próprios impulsos de dependência, se sentem mais fortes e poderosos. Com o término da relação muitos homens se sentem desamparados. Por isso, em muitos casos, parece adequada a afirmação de que “quando cai a máscara, descobre-se um bebê que treme”.
- Rebeca Oliveira - Depois de constatar que já não precisa sustentar a casa, a família e ser o único responsável pela felicidade da mulher, o homem moderno está em crise?
- Regina Navarro Lins - Durante muito tempo a mulher foi educada para se sentir frágil, desamparada, necessitando desesperadamente encontrar um homem que lhe desse amor e proteção e, mais do que tudo, que desse um significado à sua vida. Com o movimento feminista dos anos 60 as mulheres começaram a se libertar disso. A certeza da superioridade do homem foi abalada. Diante da nova
mulher desconhecida, muitos homens passaram a questionar a identidade masculina, desejando se libertar dos papéis tradicionais que a eles sempre foram atribuídos.
- Marcone Formiga - Ou seja, o homem é caçador e a mulher a presa...?
- Regina Navarro Lins - O roteiro “homem-caçador/mulher-presa” causa sérios prejuízos à sexualidade masculina. Os homens são levados a organizar sua energia e percepção em torno do desempenho e, assim, se transformam em máquinas de fazer sexo, preocupados apenas em “marcar pontos” e ter ereções.
- Marcone Formiga - Isso significa que os homens estão em crise existencial e amorosa?
- Regina Navarro Lins - É inegável que a masculinidade está em crise!... Nos últimos 40 anos foi constatado nos homens o aumento da depressão psicológica e em vários países registram-se doenças do homem esgotado. Todo o esforço exigido deles para serem considerados “homens de verdade” provoca angústia, medo do fracasso e dificuldades afetivas. Mas como resolver o impasse entre a proibição social de expressar sentimentos considerados femininos e a crítica cada vez mais acirrada ao homem machista? Como os homens podem recuperar sua autonomia? Talvez o jeito seja se unir às mulheres e, examinando o mito da masculinidade, pensar em sua própria saída do patriarcado, repudiando essa masculinidade como natural e desejável. Nem todos aceitam o roteiro do macho e, cada vez mais homens, em todo o mundo, tomam consciência da desvantagem desse papel e empreendem a desconstrução e a reconstrução da masculinidade.
- Rebeca Oliveira - A insegurança e a exigência de exclusividade no amor é o maior mal dos relacionamentos?
- Regina Navarro Lins - Acredito que a exigência de exclusividade e o controle do outro prejudicam bastante uma relação amorosa. Todos os ensinamentos que recebemos desde que nascemos – família, escola, amigos, religião – nos estimulam a investir nossa energia sexual em uma única pessoa. Mas a prática é bem diferente. Uma porcentagem significativa de homens e mulheres casados compartilha seu tempo e seu prazer com outros parceiros.
- Rebeca Oliveira - E como fica o casamento?
- Regina Navarro Lins - Um casamento pode ser plenamente satisfatório do ponto de vista afetivo e sexual, mesmo havendo relações extraconjugais. Afinal, todos estão constantemente expostos a estímulos sexuais novos provenientes de outros, que não o parceiro atual. É possível que esses estímulos não tenham efeito na fase inicial da relação, em que há total encantamento pelo outro. Entretanto, existem e não podem ser eliminados. A exclusividade sexual do parceiro (a) é a grande preocupação de homens e mulheres. Mas ninguém deveria ficar preocupado se o parceiro transa, ou não, com outra pessoa. Homens e mulheres só deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: “Sinto-me amado (a)? Sinto-me desejado (a)?”. Se a resposta for “sim” para as duas, o que o outro faz, quando não está comigo, não me diz respeito. Não tenho dúvida de que as pessoas viveriam muito mais satisfeitas.
- Marcone Formiga - Existe algum segredo ou fórmula para lidar com a rejeição?
- Regina Navarro Lins - Não conheço nenhuma fórmula, mas a reflexão sobre o tema sempre ajuda. O problema está na forma como o adulto aprendeu a viver o amor, que é, em quase todos os aspectos, semelhante à forma da relação amorosa vivida com a mãe pela criança pequena. Por se sentir constantemente ameaçada de perder esse amor — sem o qual perde o referencial na vida e também fica vulnerável à morte física — a criança se mostra controladora, possessiva e ciumenta, desejando a mãe só para si.
- Marcone Formiga - Vem da infância isso?
- Regina Navarro Lins - Esse risco é verdadeiro na infância, mas no adulto, quando surge uma relação amorosa, passa-se de uma dependência para outra. Agora, por conta de todo o condicionamento cultural, é através da pessoa amada que se tenta satisfazer as necessidades infantis. Reeditando a mesma forma primária de vínculo com a mãe, o antigo medo infantil de ser abandonado reaparece e a pessoa
amada se torna imprescindível. Não se pode correr o risco de perdê-la.
- Rebeca Oliveira - Toda separação é uma ruptura e ninguém se casa para assistir ao final melancólico de uma relação a dois, construída com a expectativa de um amor eterno?
- Regina Navarro Lins - Colocar um ponto final num relacionamento é tão doloroso, que muitos consideram o sofrimento comparável, em intensidade, à dor provocada pela morte de uma pessoa querida. A experiência de perda do outro na separação é mais dolorosa por sofrer influência de vivências anteriores. Perdas e situações de desamparo vividas em outra época podem ser reeditadas, repercutindo sobre a perda atual. Contudo, de um jeito simples ou complicado, com raiva ou tranquilidade, o fato é que em todas as partes do mundo as pessoas se divorciam.
- Marcone Formiga - Alguns casais, depois de experimentarem as limitações impostas pelo casamento, chegam à conclusão de que paixão nenhuma vale a liberdade reconquistada?
- Regina Navarro Lins - Hoje, ainda não!... Daqui a algumas décadas, acredito que menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois e a maioria vai preferir ter relações múltiplas. A questão é que, desde crianças, somos levados a acreditar no casamento como única forma de realização afetiva. Passamos a vida esperando o momento de encontrar a pessoa certa para, a partir daí, vivermos felizes para sempre. As pessoas buscam encontrar alguém que as complete. Essa ideia de que ninguém é inteiro, de que falta um pedaço em cada um de nós, é comum, mas bastante limitadora. Vive-se numa procura contínua do parceiro amoroso e as frustrações daí decorrentes são muitas e desnecessárias. A complementação desejada não passa de uma ilusão - na verdade, ninguém completa ninguém. Nossas dificuldades e mesmo nosso sentimento de desamparo não podem ser resolvidos através do outro, mas sim atenuados dentro de nós mesmos.
- Marcone Formiga - Não querem casar?
- Regina Navarro Lins - A maioria deseja casar! Ninguém questiona se é mesmo a única forma de realização afetiva. Existe uma resistência geral em admitir que o amor pode ser vivido de forma intensa e profunda fora de uma relação entre duas pessoas.
- Rebeca Oliveira - Falta sexo no casamento?
- Regina Navarro Lins - O maior problema no casamento é o sexo. É bem maior do que se imagina o número de mulheres que fazem sexo sem nenhuma vontade, por obrigação. Alguns motivos são sempre apontados como responsáveis pelo fim do desejo sexual no casamento: excessiva familiaridade, excessiva intimidade, rotina, problemas domésticos... Mas acredito que o principal motivo é pouco falado: a exigência de exclusividade.
- Rebeca Oliveira - Ou seja, alguns casais acabam sendo como “irmãos”, sem sexo...
- Regina Navarro Lins - As soluções são variadas: alguns fazem sexo sem vontade, só para manter a relação, outros optam por continuar juntos, vivendo como irmãos, como se sexo não existisse, e ainda existem aqueles que passam anos se torturando por não aceitar se separar nem viver sem sexo. É fundamental que se reflita sobre essa questão para que as pessoas possam deletar o moralismo e os preconceitos.
- Marcone Formiga - E quanto à solidão a dois, quando tudo incomoda: a voz, o toque da pele...?
- Regina Navarro Lins - Na busca de segurança afetiva, qualquer preço é pago para evitar tensões decorrentes de uma vida autônoma. Por medo da solidão as pessoas suportam o insuportável, tentando manter a estabilidade do vínculo e, não raro, se tornam dois estranhos ocupando o mesmo espaço físico. Como mecanismo de defesa, surge a tendência a não se pensar na própria vida. Tenta-se acreditar que casamento é assim mesmo. Aí é que reside o perigo. Se a pessoa não tomar coragem e sair fora, vai viver exatamente o mesmo que um sapo desatento. Uma fábula conta que se um sapo estiver em uma panela de água fria e a temperatura da água se elevar lenta e suavemente, ele nunca saltará. Será cozido...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
LEMBRAI-VOS DA GUERRA
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a frase LEMBRAI-VOS DA GUERRA!
Mas, será que já refletimos bem sobre ela?
Quantos de nós já vimos uma guerra com nossos próprios olhos a não ser no cinema? Bendita paz.
Pois a guerra está aí na nossa frente e fingimos ou não acreditamos que ela exista e que está rondando o nosso BRASIL.
Pelo Art 142 da Constituição Federal as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria.
Mas será que estamos capacitados a enfrentar e vencer os perigos que ameaçam nosso território e a nossa soberania?
Temos que cumprir a prescrição constitucional.
O Exército está se especializando na formação de Forças de Paz.
E as FORÇAS DE GUERRA?
Será que prevenir a eclosão de uma guerra não seria mais barato em termos de dinheiro e de vidas humanas, do que enfrentarmos uma guerra cruenta, que virá certamente se não soubermos evitar e rechaçar a ocupação pacífica e solerte que está submetendo a nossa Amazônia a países estrangeiros e ONGs alienígenas?
A situação é GRAVE, é MUITO GRAVE, é GRAVÍSSIMA.
Vamos exemplificar com o Estado de RORAIMA que já tem grande parte das suas terras submetidas a uma legislação especial, com o advento da Reserva Indígena Raposa/Serra do Sol.
No século XIX, os ingleses foram entrando na região do Pirara, terras ao Norte do atual Estado de Roraima, alegando a indefinição da fronteira e a proteção aos missionários ingleses que estavam catequizando os índios.
O caso internacional foi submetido à arbitragem do Rei da Itália, que em uma decisão Salomônica dividiu a área em duas partes: a “metade maior” para o Império Britânico e a “metade menor” para a República dos Estados Unidos do Brasil.
Isso ocorreu em 1904. Com esse laudo arbitral a Inglaterra obteve uma grande vantagem, não apenas em termos territoriais mas principalmente sob o aspecto geopolítico, pois passou a ser coparticipante da bacia Amazônica.
A Inglaterra já havia ocupado militarmente a ilha da Trindade, que historicamente é Brasileira.
A justificativa dada pelos ingleses foi que a ilha estava abandonada. “O que é achado não é roubado”. Em 1896 a ilha foi desocupada em virtude da mediação de Portugal. Até os dias de hoje a Marinha do Brasil mantém uma guarnição militar e uma estação meteorológica na ilha, de grande utilidade para a navegação no Atlântico Sul e garantia da soberania nacional.
Como podemos observar, a história se repete.
Agora o índio entra como argumento complicador.
O índio às vezes não é nem autóctone. Ele é atraído ou colocado na área para criar o fator emocional e a simpatia internacional para a causa. No fundo está presente o interesse econômico.
Com a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas (ONU/2007) aprovada com o voto do Brasil e faltando apenas a homologação pelo Congresso Nacional, estamos na iminência do surgimento de “Estados Indígenas Independentes” naquela área, com o apoio da ONU e a proteção de governos estrangeiros, igrejas e ONGs diversas subsidiadas por aqueles mesmos governos.
O interesse econômico é muito grande e o riquíssimo subsolo de Roraima, uma das mais exuberantes províncias minerais do mundo, desperta a cobiça.
Os Estados Unidos e a Inglaterra estão na corrida por uma fatia do bolo. Com o recente exemplo de KOSOVO que se declarou independente, na culta e politizada Europa, não é de se admirar que fato semelhante aconteça nas selvas tupiniquins.
Bandeiras de outros países já estão tremulando livremente nas terras indígenas.
A língua inglesa já é falada em detrimento do idioma português e os cultos religiosos são feitos naquela língua.
Então clamamos aos céus:
FAÇAMOS ALGUMA COISA PARA REVERTER A SITUAÇÃO ENQUANTO É TEMPO !
É preciso muita vontade política e patriotismo, sem as tentações da corrupção.
É sintomático como grandes potências mundiais se interessam tanto pelos índios. Enviam “piedosos” missionários que também são geólogos, biólogos e geógrafos, que arriscam suas vidas nas selvas tropicais para preservar a vida dos índios, desenvolvendo estudos e pesquisas na criação das “minhocas”, que são muito usadas como isca de pesca, principal fonte de alimentos para os nativos.
Levam tão a sério suas “missões humanitárias”, que transportam regularmente para o exterior , em avionetas, as famosas latinhas com capacidade de um quilo de terra e minério, destinadas a exames detalhados para tentar separar”impurezas”, tais como ouro, diamantes, NIÓBIO e outras escórias que sabidamente são impróprias para a saúde dos silvícolas.
O mapeamento geológico da área já está bastante completo, com os jazimentos das maiores concentrações de minerais nobres e estratégicos existentes em profusão em Roraima e talvez no mundo.
Tudo para o bem-estar dos nossos pobres índios que já estão até com hábitos civilizados., como o uso de geladeiras, aparelhos de som, óculos Ray-Ban, chapéu panamá, scotch, charuto e caminhonetes de luxo.
Os coitados dos índios já estão falando o idioma inglês, como aquele índio que ao ser entrevistado pela televisão, por ocasião do julgamento pelo STF do caso Raposa/ Serra do Sol, em pleno coração de Brasília, na Praça dos Três Poderes, respondeu às perguntas do repórter com perfeito inglês da metrópole.
O QUE FAZER?
Quando a doença é muito grave o remédio tem que ser forte e amargo e a cirurgia bastante invasiva. Temos que ocupar aquele vazio ecumênico.
O chão da nossa PÁTRIA não tem preço e nem está à venda.
- O tempo urge. AS FORÇAS ARMADAS e o GOVERNO devem cumprir o seu dever, custe o que custar.
É o BRASIL que está ameaçado.
A mesma operação deverá ser repetida nas outras áreas indígenas ameaçadas de DESNACIONALIZAÇÃO.
“Foi muito difícil aos nossos antepassados conquistar e manter essa imensa Amazônia. A nós agora, cabe conservá-la incólume.”
Por: ... Cícero Novo Fornari
domingo, 25 de setembro de 2011
A FRAUDE AMBIENTAL NO ACRE
25/09/2011 11:58 Artigo publicado na Contilnet
A Fraude ambiental no Acre
O Eng. Florestal foi pra Brasília, e o Médico assumiu o estado
A ação global pelo meio ambiente intitulada “Um dia para ir além dos combustíveis fosséis”, será realizada em diversos países
Em plena era da c e dos comportamentos ecologicamente corretos, vivemos um Acre de faz de conta. “Manda o recurso que eu faço de conta que cuido do meio ambiente”, um Acre que para receber mais de R$ 700 milhões de reais (BID II) precisou criar mais uma floresta pública (FLORA), em fase de criação, que será localizada no município de Manoel Urbano.
Não que sejamos contra a conservação da nossa biodiversidade, não é isso. O problema se continuarmos com a atual postura acontecerá a invasão de todas as Unidades de Conservação do Estado em um curto espaço de tempo, talvez demore a acontecer com as mais longínquas, que é o caso do Parque Estadual do Chandlles, que de Parque não tem nada, pois o SNUC estabelece que as Unidades de Proteção Integral não seriam habitadas, não é a realidade.
Um “bom” exemplo é a nossa Floresta Estadual do Antimary (FEA), que mas parece um projeto assentamento (PA), quem disse que era inteligente criar um PA ao lado de uma floresta pública? Quantos hectares da FEA foram mesmo entregues para a reforma agrária por falta de pulso do governo? E você acha que ainda vai sobrar algum ha, quando acabar a Exploração Florestal, a exploração através do manejo florestal é legal, o que é ilegal é falta de importância dada a fase pós-exploração, sem levar em consideração as cartas marcadas nessas “licitações”, estranho somente uma empresa ganha essas “falsilitações”, e que coincidência é a mesma que “doa” algumas cifras para todas as campanhas da estrela vermelha no Acre.
O que houve senador? E o Acre que cuidava das florestas? Cadê a fiscalização do IMAC? Aonde foi parar o Pelotão Florestal da PMAC? IBAMA cadê você? O Eng. Florestal foi pra Brasília, e o Médico assumiu o estado (E EU VOTEI NELES), será que é essa a explicação? No inicio do ano o setor de fiscalização do IMAC foi extinto, tudo bem que não era essas coisas de fiscalização, mas já era algo. Ai disseram que cada setor cuidaria de fiscalizar sua área, isso funciona? Acho que sim não vejo mas fazendeiros e nem colonos no IMAC dando explicações ou entrando com recurso de multas.
O Pelotão Florestal foi enaltecido para a categoria de Companhia Ambiental, agora independente do BOPE, nossa que maravilha agora vai... que nada o efetivo quase não aumentou, o quartel que esta sendo construído no complexo do CIEPS, com verba do BID (R$ 1,5 mi), com entrega prevista pra junho de 2009 ate hoje não terminou (acorda SEOP), funciona precariamente no antigo prédio do PROERD, e o nosso secretario de Ciências de Tecnologias, após certa reunião “pediu” que os verdinhos “se acalmassem por um tempo”, estavam atrapalhando o desenvolvimento do estado, por ele essa Cia nem existia.
No IBAMA quem dita as regras é o chefe do poder executivo é ele quem coloca e tira o superintendente local, daí já sabemos o resultado, trabalho mesmo só quando a demanda vem de Brasília.
Aproveitem visitem as reservas florestais, conheçam as árvores de grande porte, contemplem os rios navegáveis da nossa região, caminhe pelo menos meia hora de mata adentro. Sabe por quê? Talvez nossos netos não tenham a mesma oportunidade que nós e as fotos falarão por si.
O rio Acre, responsável pelo abastecimento de toda a cidade de Rio Branco está morrendo, vamos deixar o estado todo do mesmo jeito?
Trabalho no estado e por razões óbvias não posso me identificar, não agüento mas tanta hipocrisia, tanto faz de conta, Ministério Público por favor cobre mais do poder executivo, olhe mais pela área ambiental. É difícil cuidar dela mais difícil será viver sem os benefícios dela.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
O USO DA ALGEMA
Se discute se a polícia pode/deve usar algemas para conduzir detidos.
A verdade, na minha avaliação, é se a chamada "pessoa humana" tem que ser conduzida pelo aparelho de segurança do Estado, que seja com o uso de algemas.
Veja um texto que circula sobre o tema:
JORGE BATISTA DOS SANTOS (Rondoniense, Bacharel em Direito e Jornalista)
A verdade, na minha avaliação, é se a chamada "pessoa humana" tem que ser conduzida pelo aparelho de segurança do Estado, que seja com o uso de algemas.
Veja um texto que circula sobre o tema:
Aos inadvertidos, esclareço que sou plenamente favorável e defensor de que todo e qualquer cidadão que pratique ato ilegal, por ele responda e seja na sua igual extensão penalizado. Nada mais que isso. Não posso, contudo, é fechar os olhos paras as barbaridades praticadas por pessoas e instituições que têm por dever o fiel cumprimento das leis, devendo exercer na plenitude, por força legal, atos de justiça, equânimes e transparentes.
Nossa briosa Polícia Federal desencadeou, no estado de Rondônia, o que intitularam ser “Operação Dominó”. Centenas de jovens policiais, vindos de vários Estados da Federação, vestidos rigorosamente de preto e usando óculos escuros, aportaram eufóricos em nosso Estado e executaram 23 mandados de prisão, todos contra investigados por crimes praticados no pagamento de salários dos servidores comissionados da Assembléia Legislativa de Rondônia, na contratação de empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de produtos, por concussão praticada pelos deputados estaduais contra o Governador (escândalo das fitas), de corrupção, exploração de prestígio, advocacia administrativa, tráfico de influência, tudo segundo a Agência de Notícias da Polícia Federal.
Os “homens de preto” não brincaram em serviço, foram logo algemando todos os “delinqüentes”. Lastimável! Entre os acusados, figuravam os presidentes do Tribunal de Justiça de Rondônia e da Assembléia Legislativa, o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado e um juiz de direito. Ai a euforia tomou conta da mídia local e nacional. Todos correram famintos, como urubus, para o prato de carniça recém servido pela DPF. Vejamos, pois, o que diz o insigne professor Fernando Capez:
“O CPP, em seu art. 284, embora não mencione a palavra "algema", dispõe que "não será permitido o uso de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso", sinalizando com as hipóteses em que aquela poderá ser usada. Dessa maneira, só, excepcionalmente, quando realmente necessário o uso de força, é que a algema poderá ser empregada, seja para impedir fuga, seja para conter violência da pessoa que está sendo presa.”
“No mesmo sentido, o art. 292 do CPP, que, ao falar da prisão em flagrante, permite o emprego dos meios necessários, em caso de resistência. Tudo isso indica que o uso de tal instrumento é excepcional e somente pode se dar nas seguintes hipóteses: (a) impedir ou prevenir a fuga, desde que haja fundada suspeita ou receio (b) evitar agressão do preso contra os próprios policiais, terceiros ou contra si mesmo. Assim, decidiu o STJ não constituir constrangimento ilegal o uso de algemas, se necessárias para a ordem dos trabalhos e a segurança dos presentes: STJ, 2ª Turma, rel. Min. Franciso Rezek, DJU, 4 abr, 1995, p. 22442. Presente um desses motivos, é possível utilizar algema em qualquer pessoa que esteja sendo detida. A jurisprudência já autorizou o emprego de algema até mesmo contra réu, juiz de direito, quando demonstrada a necessidade (STJ, 5ª T, HC n. 35.540, rel. min. José Arnaldo, j. 5.8.2005), mas sempre considerando-a excepcional e nunca admitindo seu emprego com finalidade infamante ou para expor o detido à execração pública (STJ, 6ª T., RHC 5.663/SP, rel. Min. William Patterson, DJU, 23 set. 1996, p. 33157)”.
Falando sobre a prática do uso de algemas, diz o advogado paraense Aristides Medeiros: “Quase que diariamente vemos na televisão a condução de pessoas presas, das mais variadas categorias, em que os policiais fazem questão de aplicar algemas a todos, sem qualquer distinção, como se tal procedimento fosse obrigatório. E assim parece que se sentem regozijados, principalmente quando tem câmeras de filmagem pela frente, às quais exibem os coatos como se fossem troféus, inclusive ridicularizando-os. Tal conduta dos policiais é de todo ilegal, pois o uso de algemas ainda não está legalmente autorizado, dependendo o mesmo da respectiva e futura regulamentação.” (in “Algemas ainda não podem ser usadas”). E é verdade, pois o artigo 199, da Lei de Execuções Penais, determina que o emprego da algema seja regulamentado por decreto federal, o que ainda não ocorreu. Então alguém me explique, por que esses jovens de preto, que juraram o fiel cumprimento da legislação pátria, conduziu um bando de velhos e senhoras, sem qualquer histórico de violência ou mesmo esboço de reação, algemados e expondo aos refletores da mídia como nem mesmo o “dono” de São Paulo, o traficante e homicida Marcola, o foi.
A Constituição Federal Brasileira é clara, em seu artigo 5º, III (segunda parte), quando afirma que ninguém será submetido a tratamento degradante, e, em seu inciso X, protege o direito à intimidade, à imagem e à honra. A Organização das Nações Unidas-ONU, em sua breve regulamentação para tratamento de prisioneiros, na parte que versa sobre instrumentos de coação, mais precisamente em seu n. 33, estabelece que o emprego de algema jamais poderá se dar como medida de punição. Trata-se de uma recomendação de caráter não cogente. Sirvam-se, pois, para analisar se a prática da Polícia Federal foi, de fato, correta e legal.
Mas, convenhamos, o espetáculo foi majestoso em um ano eleitoral. O Partido dos trabalhadores mostrou para o país que possue uma polícia eficiente, rigorosa, austera, competente e diligente. Lamentamos, apenas, que todos esses adjetivos retro citados, não tenham sido suficientes para qualificá-los a enjaular todos os larápios do “Escândalo do Mensalão”, onde ilustres homens do Partido dos Trabalhadores e seus meninos de recados, saquearam milhões dos cofres da União. Pasmem! Tudo acontecendo ao lado do gabinete da Presidência da República e o “Lulinha paz e amor” não viu absolutamente nada. Bom, havemos de convir que nem ele, nem a nossa briosa Polícia Federal, nem nosso competente Ministro da Justiça, nem mesmo o Superior Tribunal de Justiça, que autorizou os grampos em Rondônia, teve a mesma coragem contra os delinqüentes nacionais. Não me lembro ter visto a DPF invadir residência e escritório de José Dirceu ou Duda Mendonça, ou mesmo de qualquer outro envolvido no caso.
Mostraram eficiência sim, quando o então super-ministro petista Antonio Palocci Filho quebrou o sigilo bancário do caseiro. Já fora do cargo, sem poder fazer uso de suas prerrogativas, deveria depor na sede da Polícia Federal, como todo e qualquer cidadão. Mas não, o assessor de imprensa simulou uma coletiva para desviar a mídia e mandaram uma modesta equipe, sem os refletores globais de sempre, ao seu apartamento para ouvi-lo. “Êta povim” eficiente!
O poderoso estado de São Paulo entrou em colapso, comandado por um traficante, que fez a maior cidade do continente parar, e nós não vimos a nossa briosa Polícia Federal ao menos tentar inibir a devassa feita pelos marginais. Bom, mas em Rondônia é diferente. Um estado novo e pequeno, sem grandes expressões políticas nacionais, tem que conviver com cenas dessa natureza. Não chega ser vítima de falcatruas nos entes públicos e da violência nas ruas, ainda temos que ser enxovalhados com o exibicionismo de quem deveria zelar pelo cumprimento das leis. O nome da operação da Polícia Federal se auto-define: Dominó - Um jogo, uma brincadeira, uma diversão!
Nossa briosa Polícia Federal desencadeou, no estado de Rondônia, o que intitularam ser “Operação Dominó”. Centenas de jovens policiais, vindos de vários Estados da Federação, vestidos rigorosamente de preto e usando óculos escuros, aportaram eufóricos em nosso Estado e executaram 23 mandados de prisão, todos contra investigados por crimes praticados no pagamento de salários dos servidores comissionados da Assembléia Legislativa de Rondônia, na contratação de empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de produtos, por concussão praticada pelos deputados estaduais contra o Governador (escândalo das fitas), de corrupção, exploração de prestígio, advocacia administrativa, tráfico de influência, tudo segundo a Agência de Notícias da Polícia Federal.
Os “homens de preto” não brincaram em serviço, foram logo algemando todos os “delinqüentes”. Lastimável! Entre os acusados, figuravam os presidentes do Tribunal de Justiça de Rondônia e da Assembléia Legislativa, o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado e um juiz de direito. Ai a euforia tomou conta da mídia local e nacional. Todos correram famintos, como urubus, para o prato de carniça recém servido pela DPF. Vejamos, pois, o que diz o insigne professor Fernando Capez:
“O CPP, em seu art. 284, embora não mencione a palavra "algema", dispõe que "não será permitido o uso de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso", sinalizando com as hipóteses em que aquela poderá ser usada. Dessa maneira, só, excepcionalmente, quando realmente necessário o uso de força, é que a algema poderá ser empregada, seja para impedir fuga, seja para conter violência da pessoa que está sendo presa.”
“No mesmo sentido, o art. 292 do CPP, que, ao falar da prisão em flagrante, permite o emprego dos meios necessários, em caso de resistência. Tudo isso indica que o uso de tal instrumento é excepcional e somente pode se dar nas seguintes hipóteses: (a) impedir ou prevenir a fuga, desde que haja fundada suspeita ou receio (b) evitar agressão do preso contra os próprios policiais, terceiros ou contra si mesmo. Assim, decidiu o STJ não constituir constrangimento ilegal o uso de algemas, se necessárias para a ordem dos trabalhos e a segurança dos presentes: STJ, 2ª Turma, rel. Min. Franciso Rezek, DJU, 4 abr, 1995, p. 22442. Presente um desses motivos, é possível utilizar algema em qualquer pessoa que esteja sendo detida. A jurisprudência já autorizou o emprego de algema até mesmo contra réu, juiz de direito, quando demonstrada a necessidade (STJ, 5ª T, HC n. 35.540, rel. min. José Arnaldo, j. 5.8.2005), mas sempre considerando-a excepcional e nunca admitindo seu emprego com finalidade infamante ou para expor o detido à execração pública (STJ, 6ª T., RHC 5.663/SP, rel. Min. William Patterson, DJU, 23 set. 1996, p. 33157)”.
Falando sobre a prática do uso de algemas, diz o advogado paraense Aristides Medeiros: “Quase que diariamente vemos na televisão a condução de pessoas presas, das mais variadas categorias, em que os policiais fazem questão de aplicar algemas a todos, sem qualquer distinção, como se tal procedimento fosse obrigatório. E assim parece que se sentem regozijados, principalmente quando tem câmeras de filmagem pela frente, às quais exibem os coatos como se fossem troféus, inclusive ridicularizando-os. Tal conduta dos policiais é de todo ilegal, pois o uso de algemas ainda não está legalmente autorizado, dependendo o mesmo da respectiva e futura regulamentação.” (in “Algemas ainda não podem ser usadas”). E é verdade, pois o artigo 199, da Lei de Execuções Penais, determina que o emprego da algema seja regulamentado por decreto federal, o que ainda não ocorreu. Então alguém me explique, por que esses jovens de preto, que juraram o fiel cumprimento da legislação pátria, conduziu um bando de velhos e senhoras, sem qualquer histórico de violência ou mesmo esboço de reação, algemados e expondo aos refletores da mídia como nem mesmo o “dono” de São Paulo, o traficante e homicida Marcola, o foi.
A Constituição Federal Brasileira é clara, em seu artigo 5º, III (segunda parte), quando afirma que ninguém será submetido a tratamento degradante, e, em seu inciso X, protege o direito à intimidade, à imagem e à honra. A Organização das Nações Unidas-ONU, em sua breve regulamentação para tratamento de prisioneiros, na parte que versa sobre instrumentos de coação, mais precisamente em seu n. 33, estabelece que o emprego de algema jamais poderá se dar como medida de punição. Trata-se de uma recomendação de caráter não cogente. Sirvam-se, pois, para analisar se a prática da Polícia Federal foi, de fato, correta e legal.
Mas, convenhamos, o espetáculo foi majestoso em um ano eleitoral. O Partido dos trabalhadores mostrou para o país que possue uma polícia eficiente, rigorosa, austera, competente e diligente. Lamentamos, apenas, que todos esses adjetivos retro citados, não tenham sido suficientes para qualificá-los a enjaular todos os larápios do “Escândalo do Mensalão”, onde ilustres homens do Partido dos Trabalhadores e seus meninos de recados, saquearam milhões dos cofres da União. Pasmem! Tudo acontecendo ao lado do gabinete da Presidência da República e o “Lulinha paz e amor” não viu absolutamente nada. Bom, havemos de convir que nem ele, nem a nossa briosa Polícia Federal, nem nosso competente Ministro da Justiça, nem mesmo o Superior Tribunal de Justiça, que autorizou os grampos em Rondônia, teve a mesma coragem contra os delinqüentes nacionais. Não me lembro ter visto a DPF invadir residência e escritório de José Dirceu ou Duda Mendonça, ou mesmo de qualquer outro envolvido no caso.
Mostraram eficiência sim, quando o então super-ministro petista Antonio Palocci Filho quebrou o sigilo bancário do caseiro. Já fora do cargo, sem poder fazer uso de suas prerrogativas, deveria depor na sede da Polícia Federal, como todo e qualquer cidadão. Mas não, o assessor de imprensa simulou uma coletiva para desviar a mídia e mandaram uma modesta equipe, sem os refletores globais de sempre, ao seu apartamento para ouvi-lo. “Êta povim” eficiente!
O poderoso estado de São Paulo entrou em colapso, comandado por um traficante, que fez a maior cidade do continente parar, e nós não vimos a nossa briosa Polícia Federal ao menos tentar inibir a devassa feita pelos marginais. Bom, mas em Rondônia é diferente. Um estado novo e pequeno, sem grandes expressões políticas nacionais, tem que conviver com cenas dessa natureza. Não chega ser vítima de falcatruas nos entes públicos e da violência nas ruas, ainda temos que ser enxovalhados com o exibicionismo de quem deveria zelar pelo cumprimento das leis. O nome da operação da Polícia Federal se auto-define: Dominó - Um jogo, uma brincadeira, uma diversão!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
LISTA DO ENEM COLOCA ESCOLAS ESTADUAIS DO ACRE ABAIXO DA MÉDIA
Fico triste em ver esses resultados e muitos outros que saíram este ano, e ao mesmo tempo confiante e seguro de estar no caminho certo desde a muito tempo, quando eu criticava a qualidade e modo de como era conduzido nossa educação. Ser secretário, diretor, professôr e aluno, são funções de respeito, responsabilidades, competência e muito compromisso. Fiz a minha parte quando professôr, pena que não fui compreendido e entendido, mesmo assim continuo lutando e confiante que podemos melhorar. Fazer a nossa parte e compararmos com os bons, já é grande coisa. Agora compararmos com o ruim é péssimo sinal. QUE PENA. Carlos Portela Eduino
Obs. as notas variam de 0 a 1.000
Seg, 12 de Setembro de 2011 19:07 Redação, com folha.com
Xapuri, Brasiléia e Assis Brasil aparecem com pontuações abaixo do exigidoNa regional do Alto Acre, apenas a escola de Epitaciolândia, Joana Ribeiro Amed com 527,89 ficou entre as 8 que alcançaram média ‘laranja’ e 16º na tabela, sinalizando como se fosse uma alerta, já que foi divulgado três cores de legenda como classificação.
A escola estadual Kairala José Kairala da cidade de Brasiléia, ficou em 21º na tabela, no vermelho alcançando 517,66 pontos, sem ter alcançando a nota exigida do ENEM. A mais bem colocada na cidade de Assis Brasil, foi a escola Iris Célia Cabanellas Zannini, com média de 502,75 pontos.
A classificação do Acre no ranking do Enem 2010, divulgado pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira, 13, revela que o Estado precisa, e muito , avançar no setor tanto privado quanto público. Ou seja, tem gente que não está fazendo o dever de casa.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
CITANDO GOVERNO PARALELO, SIMOM CRITICA JOSÉ DIRCEU E LULA
30/08/2011 • 18h49
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez uma espécie de alerta à presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira no plenário do Senado. Segundo ele, os encontros do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro José Dirceu com membros do atual governo podem enfraquecer a autoridade dela. Para o peemedebista, que fez questão de dizer que não acredita na prática de "negociatas ou atos ilícitos" entre os envolvidos, esses encontros poderiam ser confundidos com um governo paralelo. As informações são da Agência Senado.
"O que o senhor José Dirceu está fazendo num quarto de hotel com o presidente da Petrobras (José Sérgio Gabrielli) aqui em Brasília? Estariam fazendo o quê? Discutindo política. E é competência do senhor José Dirceu conversar com o presidente da Petrobras, num hotel, discutindo política? É competência do senhor José Dirceu ter uma série de pessoas, uma série de ministros, num quarto de hotel em Brasília, discutindo política?" disse o senador.
Pedro Simon afirmou ainda que "todo dia" o ex-presidente Lula aparece na imprensa "falando com o ministro, falando com o governador, com o parlamentar". O senador disse que Lula nunca falou mal da atual presidente e que sempre reforçou a tese de que, em 2014, ela será candidata à reeleição. Porém, questionou se essas reuniões não seriam um "governo paralelo". "São essas coisas que estão ficando graves. E alguém se pergunta então se a presidente Dilma não está recuando. Eu digo que não", afirmou.
Simon ressaltou que Dilma tem um "estilo sóbrio" de governar, em que as pessoas indicadas pelos partidos para o governo devem ter ficha limpa, biografia transparente e competência para exercer o cargo que desempenham. E que, quando há necessidade, ela afasta seus subordinados "sem estardalhaço". "Na Câmara, no Senado, líderes, partidos iam fazer represálias", disse ele, que afirmou ainda não acreditar que ela "retroaja na sua maneira de ser".
Pedro Simon concluiu o pronunciamento dizendo que "reza" para que a presidente tenha coragem e que "não se assuste com alguns, principalmente do PT e do PMDB", pois o que for feito no governo será cobrado pelo povo na rua.
Simon aponta ‘governo paralelo’ de Lula e José Dirceu
Frases do discurso de Pedro Simon (PMDB-RS) hoje em que aborda a reportagem de capa da revista Veja, desta semana:
Obs.: as frases foram postadas no twitter @simonimprensa
Para Simon, será o povo na rua quem cobrará da presidenta Dilma o desvio de uma linha que vem mantendo com dignidade.
Segundo Simon, Dilma tem que manter a firmeza e afastar os envolvidos em corrupção. E nomear apenas ficha limpa.
É bom Dilma ir bem, para o bem do Brasil.
Simon: Não acredito que alguém pense que se Dilma for mal, o PT e Lula tirarão algum proveito.
Lula critica Lula por ter, na presidência ainda, montado gabinete do governo em São Paulo.
Simon alerta: Dilma deve analisar que é bom manter a linha do rigor ético, quando o movimento das ruas crescer.
No Brasil, a economia vai bem, mas a ética vai péssima. A sociedade e os caras pintadas podem reaparecer em atos públicos.
Para Simon, a convocação através das redes sociais é um meio para estimular movimentos da opinião pública.
Simon aponta as revoltas árabes convocadas por meio de redes sociais.
Simon: Um movimento cresce no país, com OAB, CNBB, ABI no sentido de estabelecer a dignidade.
É o PT que está fazendo um governo paralelo? Alguém pergunta se Dilma não está recuando. Digo que não.
Simon destaca que Dilma não "aparece", mas ministro, governador ou parlamentar, até do PSDB, conversam com Lula. É governo paralelo?
Para Simon, se isso não é um governo paralelo, não sei o que é.
Simon observa que Lula diariamente têm encontros com ministros em São Paulo. Hoje, Lula está na Bolívia discutindo construção de estradas.
Simon questiona presença do presidente da Petrobras num encontro num quarto de hotel com Dirceu. Discutiam política?
Simon destaca reportagem da Veja, respondida pelo líder do PT no Senado. Não acho que Dirceu esteja 'armando' ou tenha interesse 'comercial'
Simon não acredita que Dilma recue na linha da transparência.
Descontentes, setores do Congresso reagiram. Falaram em movimento para afastar a presidenta Dilma.
Simon lembra afastamentos dos ministros Palocci, Jobim e Nascimento. Dois ministérios estão sob interrogação: Turismo e Cidades.
Simon diz que Dilma agrada ao povo com estilo claro e direto e com exigência de ficha limpa e competência para as nomeações.
Simon discursa agora sobre o 'governo paralelo' de Lula e José Dirceu. Acompanhe pela TV Senado.
-------------------------------Assessoria de imprensa-30/08/2011
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez uma espécie de alerta à presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira no plenário do Senado. Segundo ele, os encontros do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro José Dirceu com membros do atual governo podem enfraquecer a autoridade dela. Para o peemedebista, que fez questão de dizer que não acredita na prática de "negociatas ou atos ilícitos" entre os envolvidos, esses encontros poderiam ser confundidos com um governo paralelo. As informações são da Agência Senado.
"O que o senhor José Dirceu está fazendo num quarto de hotel com o presidente da Petrobras (José Sérgio Gabrielli) aqui em Brasília? Estariam fazendo o quê? Discutindo política. E é competência do senhor José Dirceu conversar com o presidente da Petrobras, num hotel, discutindo política? É competência do senhor José Dirceu ter uma série de pessoas, uma série de ministros, num quarto de hotel em Brasília, discutindo política?" disse o senador.
Pedro Simon afirmou ainda que "todo dia" o ex-presidente Lula aparece na imprensa "falando com o ministro, falando com o governador, com o parlamentar". O senador disse que Lula nunca falou mal da atual presidente e que sempre reforçou a tese de que, em 2014, ela será candidata à reeleição. Porém, questionou se essas reuniões não seriam um "governo paralelo". "São essas coisas que estão ficando graves. E alguém se pergunta então se a presidente Dilma não está recuando. Eu digo que não", afirmou.
Simon ressaltou que Dilma tem um "estilo sóbrio" de governar, em que as pessoas indicadas pelos partidos para o governo devem ter ficha limpa, biografia transparente e competência para exercer o cargo que desempenham. E que, quando há necessidade, ela afasta seus subordinados "sem estardalhaço". "Na Câmara, no Senado, líderes, partidos iam fazer represálias", disse ele, que afirmou ainda não acreditar que ela "retroaja na sua maneira de ser".
Pedro Simon concluiu o pronunciamento dizendo que "reza" para que a presidente tenha coragem e que "não se assuste com alguns, principalmente do PT e do PMDB", pois o que for feito no governo será cobrado pelo povo na rua.
Simon aponta ‘governo paralelo’ de Lula e José Dirceu
Frases do discurso de Pedro Simon (PMDB-RS) hoje em que aborda a reportagem de capa da revista Veja, desta semana:
Obs.: as frases foram postadas no twitter @simonimprensa
Para Simon, será o povo na rua quem cobrará da presidenta Dilma o desvio de uma linha que vem mantendo com dignidade.
Segundo Simon, Dilma tem que manter a firmeza e afastar os envolvidos em corrupção. E nomear apenas ficha limpa.
É bom Dilma ir bem, para o bem do Brasil.
Simon: Não acredito que alguém pense que se Dilma for mal, o PT e Lula tirarão algum proveito.
Lula critica Lula por ter, na presidência ainda, montado gabinete do governo em São Paulo.
Simon alerta: Dilma deve analisar que é bom manter a linha do rigor ético, quando o movimento das ruas crescer.
No Brasil, a economia vai bem, mas a ética vai péssima. A sociedade e os caras pintadas podem reaparecer em atos públicos.
Para Simon, a convocação através das redes sociais é um meio para estimular movimentos da opinião pública.
Simon aponta as revoltas árabes convocadas por meio de redes sociais.
Simon: Um movimento cresce no país, com OAB, CNBB, ABI no sentido de estabelecer a dignidade.
É o PT que está fazendo um governo paralelo? Alguém pergunta se Dilma não está recuando. Digo que não.
Simon destaca que Dilma não "aparece", mas ministro, governador ou parlamentar, até do PSDB, conversam com Lula. É governo paralelo?
Para Simon, se isso não é um governo paralelo, não sei o que é.
Simon observa que Lula diariamente têm encontros com ministros em São Paulo. Hoje, Lula está na Bolívia discutindo construção de estradas.
Simon questiona presença do presidente da Petrobras num encontro num quarto de hotel com Dirceu. Discutiam política?
Simon destaca reportagem da Veja, respondida pelo líder do PT no Senado. Não acho que Dirceu esteja 'armando' ou tenha interesse 'comercial'
Simon não acredita que Dilma recue na linha da transparência.
Descontentes, setores do Congresso reagiram. Falaram em movimento para afastar a presidenta Dilma.
Simon lembra afastamentos dos ministros Palocci, Jobim e Nascimento. Dois ministérios estão sob interrogação: Turismo e Cidades.
Simon diz que Dilma agrada ao povo com estilo claro e direto e com exigência de ficha limpa e competência para as nomeações.
Simon discursa agora sobre o 'governo paralelo' de Lula e José Dirceu. Acompanhe pela TV Senado.
-------------------------------Assessoria de imprensa-30/08/2011
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
POUCO A POUCO
Pouco a pouco está sendo introduzido no Brasil um Sistema de Governo, antes detestado pelos brasileiros, também tem crescido apoios a países e pessoas ligadas ao Sistema de Governo da Eesquerda; agora mesmo foi a vez de ser introduzido para "comandar as Forças Armadas", era só o que faltava, mais um, no Ministério da defesa, e que não é militar. Isso de um modo geral, contraria a atividade e função militar das Forças Armadas, pelo ao menos naquilo que é de conhecimento da grande maioria, um Ministro que a poucos dias era Chanceler que atuou principalmente como intermediador fazendo aproximação nas relações com países de Regime Ditatorial e acolhendo pessoas ligadas ao terrorismo. Veja também nesse Blog, "A MACACHEIRA ENTRANDO NOS LARES DOS BRASILEIROS"
quarta-feira, 13 de julho de 2011
LEGALIZAÇÃO DA MACONHA
Há no Brasil um movimento que visa legalizar o uso da maconha, cujo nome científico é Cannabis Sativa Lineu, uma planta com propriedades alucinógenas, que causa dependência física, química e psíquica, capaz de levar os usuários à agressividade criminosa, doentia e de praticar os mais hediondos crimes. Tal movimento já existe no mundo em prol da legalização da droga, movimento esse que vem disfarçado e intermediados por algumas ONGs a qual faz parte um “esquema de poder” com o objetivo de crescer politicamente e até assumir a presidência de muitos países.
É sabido que a maconha é a iniciação para o uso de drogas mais pesadas, como a cocaína e outras suas derivadas ainda mais agressivas e destruidoras.
A família brasileira e, por extensão toda a sociedade, vem sendo desagregada e destruída pelas drogas, que leva filhos a roubarem, agredirem e até matarem os próprios pais, irmãos e colegas quando em sob efeito da mesma. E ainda existem autoridades, parlamentares e até ministro de Estado, que defende essa legalização perversa, irresponsável e criminosa. Talvez, por trás da história de legalização eles tenham outros ganhos e a sociedade mais uma vez é traída.
Os defensores dessa tese deveriam ser expurgados dos cargos e da vida pública para servir de exemplo e mostrar que somos um povo decente.
O governo brasileiro deve iniciar com urgência uma guerra contra as drogas, adotando todos os meios para combater essa praga e os respectivos traficantes, usando também com mais atuação, as forças armadas para reduzirem as criminalidades em nossas fronteiras, principalmente com a Bolívia e o Paraguai, por onde entram tais drogas e saem os automóveis roubados no Brasil e vendidos/trocados por drogas abertamente nesses países onde são emplacados e legalizados, sem falar que por essas mesmas fronteiras entram as armas contrabandeadas que vão parar nas mãos de traficantes.
O Brasil vive uma guerrilha urbana e negar isso é hipocrisia. É um verdadeiro crime de omissão, prevaricação e outras coisas mais.
A cannabis sativa está praticamente "legalizada" há muito tempo. A prova real é a qualificação do ato na legislação atual. A grande questão, que acredito impedir a legalização de fato é: de onde virá o dinheiro para repor o prejuízo do tráfico? Com drogas mais pesadas ou vão ampliando a estatística de sequestros, sequestros relâmpagos, assaltos a pessoas, a imóveis, residências, comércios, caixas eletrônicos, etc?
Em quanto o mundo combate o tabagismo, quando fumar se torna uma questão de saúde pública e é proibido praticamente em todos os países civilizados, aqui no Brasil há mentes doentias e pseudos sociólogos, propondo a legalização da maconha e até mesmo o plantio para uso próprio. Segundo eles, a maconha não faz mal nenhum e é até benéfico para a saúde, que é só saber usar e não abusar. Só que eles esquecem de dizer que a maconha vicia. E ainda vem com a Hipocrisia de dizer que o tráfico só existe porque a droga é proibida, e se fosse liberada traria recursos ao governo e mais investimento para a população. Cabe a sociedade civil organizada, os pais, e as igrejas de todo o Brasil, unirem-se para combater essa praga terrível e devastadora. Se pararmos para observar, veremos que aos poucos está sendo introduzidos mudanças que antes eram absurdas, mas que a sociedade nem parece ver e que a legalização da maconha será um passo para a legalização de outras drogas e tornar o Brasil e brasileiros refém de alguns políticos e empresários mundiais do tráfico.
O conceito de que, tudo que é proibido, as pessoas são motivadas a usarem é errado, no caso das drogas, pois o maior índice de dependência sabemos que está no álcool e no cigarro, que são drogas consideradas licitas. Além do mais, é importante que saibamos que uma droga não é proibida tão somente por causar dependência, mas também pelo mal que ela provoca no organismo.
* Se querem legalizar a maconha, então Lembrem-se de que a família é a célula mater de um povo e de uma nação e, sem família não há Pátria.
Porque não legalizam também o porte de arma sem custos financeiros???
Será porque um povo armado o governo respeita e tem medo dos mesmos se revoltarem com certas atitudes e medidas dos governante, ainda mais que quando um governo quer ser ditador a primeira coisa que ele faz é desarmar a população ordeira.
Já a legalização do álcool e cigarro dar muito dinheiro para o governo e eles mesmos tentam esconder que também é uma droga, e se legalizar a maconha o imposto também vai ser muito alto, eles pensam só nisso, além do mais quanto mais famílias destruídas, mais se precisa do “pires na mão do governo” e outros políticos, o dependente e a família ficam refém do poder, poder esse que proporciona essa situação e não dar as condições sociais, nem a saúde mental dos envolvidos com o dependente. Obs. Cada dependente, leva com ele mais um monte de codependente, que sofrem o mesmo e as vezes, mais que o dependente.
Tenho lidado com dependentes químicos, onde quase todos eles dizem que começaram usando a maconha e depois a cocaína e seus derivados. Realmente a população tem que se manifestar contra e por pra fora esses tipos de "representantes" que sem moral acham-se no direito de impor leis que declinam mais as famílias.//Sebastião Palmeira
Com base no relato, o fundamental é que entendamos que a droga não atinge tão somente o usuário, mas a sua família, e a sociedade como um todo. E como questão de saúde publica não pode ser vista apenas focalizando pensamentos filosóficos, mas sim o de saúde publica.
carlosportela7@gmail.com
É sabido que a maconha é a iniciação para o uso de drogas mais pesadas, como a cocaína e outras suas derivadas ainda mais agressivas e destruidoras.
A família brasileira e, por extensão toda a sociedade, vem sendo desagregada e destruída pelas drogas, que leva filhos a roubarem, agredirem e até matarem os próprios pais, irmãos e colegas quando em sob efeito da mesma. E ainda existem autoridades, parlamentares e até ministro de Estado, que defende essa legalização perversa, irresponsável e criminosa. Talvez, por trás da história de legalização eles tenham outros ganhos e a sociedade mais uma vez é traída.
Os defensores dessa tese deveriam ser expurgados dos cargos e da vida pública para servir de exemplo e mostrar que somos um povo decente.
O governo brasileiro deve iniciar com urgência uma guerra contra as drogas, adotando todos os meios para combater essa praga e os respectivos traficantes, usando também com mais atuação, as forças armadas para reduzirem as criminalidades em nossas fronteiras, principalmente com a Bolívia e o Paraguai, por onde entram tais drogas e saem os automóveis roubados no Brasil e vendidos/trocados por drogas abertamente nesses países onde são emplacados e legalizados, sem falar que por essas mesmas fronteiras entram as armas contrabandeadas que vão parar nas mãos de traficantes.
O Brasil vive uma guerrilha urbana e negar isso é hipocrisia. É um verdadeiro crime de omissão, prevaricação e outras coisas mais.
A cannabis sativa está praticamente "legalizada" há muito tempo. A prova real é a qualificação do ato na legislação atual. A grande questão, que acredito impedir a legalização de fato é: de onde virá o dinheiro para repor o prejuízo do tráfico? Com drogas mais pesadas ou vão ampliando a estatística de sequestros, sequestros relâmpagos, assaltos a pessoas, a imóveis, residências, comércios, caixas eletrônicos, etc?
Em quanto o mundo combate o tabagismo, quando fumar se torna uma questão de saúde pública e é proibido praticamente em todos os países civilizados, aqui no Brasil há mentes doentias e pseudos sociólogos, propondo a legalização da maconha e até mesmo o plantio para uso próprio. Segundo eles, a maconha não faz mal nenhum e é até benéfico para a saúde, que é só saber usar e não abusar. Só que eles esquecem de dizer que a maconha vicia. E ainda vem com a Hipocrisia de dizer que o tráfico só existe porque a droga é proibida, e se fosse liberada traria recursos ao governo e mais investimento para a população. Cabe a sociedade civil organizada, os pais, e as igrejas de todo o Brasil, unirem-se para combater essa praga terrível e devastadora. Se pararmos para observar, veremos que aos poucos está sendo introduzidos mudanças que antes eram absurdas, mas que a sociedade nem parece ver e que a legalização da maconha será um passo para a legalização de outras drogas e tornar o Brasil e brasileiros refém de alguns políticos e empresários mundiais do tráfico.
O conceito de que, tudo que é proibido, as pessoas são motivadas a usarem é errado, no caso das drogas, pois o maior índice de dependência sabemos que está no álcool e no cigarro, que são drogas consideradas licitas. Além do mais, é importante que saibamos que uma droga não é proibida tão somente por causar dependência, mas também pelo mal que ela provoca no organismo.
* Se querem legalizar a maconha, então Lembrem-se de que a família é a célula mater de um povo e de uma nação e, sem família não há Pátria.
Porque não legalizam também o porte de arma sem custos financeiros???
Será porque um povo armado o governo respeita e tem medo dos mesmos se revoltarem com certas atitudes e medidas dos governante, ainda mais que quando um governo quer ser ditador a primeira coisa que ele faz é desarmar a população ordeira.
Já a legalização do álcool e cigarro dar muito dinheiro para o governo e eles mesmos tentam esconder que também é uma droga, e se legalizar a maconha o imposto também vai ser muito alto, eles pensam só nisso, além do mais quanto mais famílias destruídas, mais se precisa do “pires na mão do governo” e outros políticos, o dependente e a família ficam refém do poder, poder esse que proporciona essa situação e não dar as condições sociais, nem a saúde mental dos envolvidos com o dependente. Obs. Cada dependente, leva com ele mais um monte de codependente, que sofrem o mesmo e as vezes, mais que o dependente.
Tenho lidado com dependentes químicos, onde quase todos eles dizem que começaram usando a maconha e depois a cocaína e seus derivados. Realmente a população tem que se manifestar contra e por pra fora esses tipos de "representantes" que sem moral acham-se no direito de impor leis que declinam mais as famílias.//Sebastião Palmeira
Com base no relato, o fundamental é que entendamos que a droga não atinge tão somente o usuário, mas a sua família, e a sociedade como um todo. E como questão de saúde publica não pode ser vista apenas focalizando pensamentos filosóficos, mas sim o de saúde publica.
carlosportela7@gmail.com
segunda-feira, 27 de junho de 2011
A CHAVE DA BOA EDUCAÇÃO
Não é tijolo que educa. Escolas podem ser reformadas e ampliadas, quadras poliesportivas construídas, computadores de última geração instalados, e ainda assim a qualidade de ensino continuar sofrível porque a chave para a boa educação está no professor.
Ser professor neste país já foi símbolo de status. Contudo, pesquisa realizada em 2009, pela Fundação Carlos Chagas, encomendada pela Fundação Victor Civita, apontou que apenas 2% dos universitários escolhem o magistério como primeira opção de carreira.
Pior, os que o fazem estão entre os 30% de estudantes com pior desempenho escolar que usam a licenciatura e a pedagogia como mera porta de entrada para o nível superior, haja vista serem cursos pouco disputados.
Em contrapartida, na Finlândia, meca do ensino no mundo, para abraçar a carreira de docência o candidato deve estar entre os 20% melhores alunos. Em Cingapura, outra referência, apenas os 30% melhores são aceitos. A lição é simples: o caminho está em selecionar os professores com maior potencial, valorizá-los e extrair o máximo deles.
Neste debate, o salário sempre surge como um dogma. O detalhe é que estudos diversos, inclusive do exterior, desmistificam esta assertiva, comprovando a inexistência de uma correlação direta entre salários maiores e melhor qualidade de ensino.
Mas é fato que a questão salarial exige que o profissional acumule vários empregos, tendo menos tempo para capacitação e preparação de aulas. E não se pode negligenciar que a remuneração é um forte atrativo.
Afinal, um professor da rede pública, em São Paulo, atinge ganhos mensais da ordem de R$ 4.000,00, incluindo bônus por desempenho, após anos de exercício da profissão, o que representa apenas 15% da bagatela que juízes, e agora também parte do legislativo, recebe. É para fugir do magistério.
Contudo, o maior problema do corpo docente não é o salário, e sim o despreparo, a falta de vocação e interesse em lecionar, e o descrédito da categoria profissional. O Estado brasileiro fez uma opção míope pela quantidade em lugar da qualidade.
Assim, valem as estatísticas de redução do analfabetismo, ainda que se formem analfabetos funcionais. Vale perseguir a meta de 30% de estudantes com nível superior, ainda que formados em universidades de fundo de quintal, que vendem diplomas a baciada, em suaves prestações mensais. Neste contexto, ensino vira negócio e, aluno, cliente.
Na Finlândia, o nível de mestrado é pré-requisito para lecionar, exceção feita à pré-escola. No Brasil, apenas 2% dos docentes no 8º ano do ensino fundamental são mestres.
Na busca pela quantidade, não é possível formar adequadamente os profissionais mediante uma capacitação que transcenda o conhecimento técnico. Tal qual uma residência médica, o professor precisa de respaldo empírico em sua formação.
A valorização do professor é instrumento essencial para a melhoria da qualidade da educação. É preciso resgatar a autoridade do docente, inseri-lo em um processo de desenvolvimento contínuo, motivar os educadores a trabalharem por metas e ensiná-los a inspirar os educandos.
Alunos de professores ruins aprendem mal, aprendem menos e reproduzem o circulo vicioso que já conhecemos.
*Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de ´Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.
Essse artigo faz o meu estilo, portela
Ser professor neste país já foi símbolo de status. Contudo, pesquisa realizada em 2009, pela Fundação Carlos Chagas, encomendada pela Fundação Victor Civita, apontou que apenas 2% dos universitários escolhem o magistério como primeira opção de carreira.
Pior, os que o fazem estão entre os 30% de estudantes com pior desempenho escolar que usam a licenciatura e a pedagogia como mera porta de entrada para o nível superior, haja vista serem cursos pouco disputados.
Em contrapartida, na Finlândia, meca do ensino no mundo, para abraçar a carreira de docência o candidato deve estar entre os 20% melhores alunos. Em Cingapura, outra referência, apenas os 30% melhores são aceitos. A lição é simples: o caminho está em selecionar os professores com maior potencial, valorizá-los e extrair o máximo deles.
Neste debate, o salário sempre surge como um dogma. O detalhe é que estudos diversos, inclusive do exterior, desmistificam esta assertiva, comprovando a inexistência de uma correlação direta entre salários maiores e melhor qualidade de ensino.
Mas é fato que a questão salarial exige que o profissional acumule vários empregos, tendo menos tempo para capacitação e preparação de aulas. E não se pode negligenciar que a remuneração é um forte atrativo.
Afinal, um professor da rede pública, em São Paulo, atinge ganhos mensais da ordem de R$ 4.000,00, incluindo bônus por desempenho, após anos de exercício da profissão, o que representa apenas 15% da bagatela que juízes, e agora também parte do legislativo, recebe. É para fugir do magistério.
Contudo, o maior problema do corpo docente não é o salário, e sim o despreparo, a falta de vocação e interesse em lecionar, e o descrédito da categoria profissional. O Estado brasileiro fez uma opção míope pela quantidade em lugar da qualidade.
Assim, valem as estatísticas de redução do analfabetismo, ainda que se formem analfabetos funcionais. Vale perseguir a meta de 30% de estudantes com nível superior, ainda que formados em universidades de fundo de quintal, que vendem diplomas a baciada, em suaves prestações mensais. Neste contexto, ensino vira negócio e, aluno, cliente.
Na Finlândia, o nível de mestrado é pré-requisito para lecionar, exceção feita à pré-escola. No Brasil, apenas 2% dos docentes no 8º ano do ensino fundamental são mestres.
Na busca pela quantidade, não é possível formar adequadamente os profissionais mediante uma capacitação que transcenda o conhecimento técnico. Tal qual uma residência médica, o professor precisa de respaldo empírico em sua formação.
A valorização do professor é instrumento essencial para a melhoria da qualidade da educação. É preciso resgatar a autoridade do docente, inseri-lo em um processo de desenvolvimento contínuo, motivar os educadores a trabalharem por metas e ensiná-los a inspirar os educandos.
Alunos de professores ruins aprendem mal, aprendem menos e reproduzem o circulo vicioso que já conhecemos.
*Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de ´Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.
Essse artigo faz o meu estilo, portela
quinta-feira, 16 de junho de 2011
" BRASIL IGUAL EVO "
SERÁ QUE PODEMOS CRITICAR A ATITUDE DE EVO MORALES DE NÃO DEVOLVER E AINDA LEGALIZAR OS VEÍCULOS COM MANDATOS DE BUSCA E APREENÇÃO? O "BRASIL FOI IGUAL A EVO". NÃO DEVOLVEU O ITALIANO CESARE BATISTE QUE TEM MANDATO DE BUSCA E APREENÇÃO E AINDA VAI LEGALIZAR ELE NO BRASIL.
DIZ UM DITADO "AS LEIS SÃO PARA SEREM CUMPRIDAS", MAIS ISSO SÓ EM PAÍSES DEMOCRÁTICOS, NÃO NA BOLÍVIA,IRAN,HONDURAS, VENEZUELA, BRASIL E AGORA NO PERU, ALEM DE OUTROS.
Leia tambem nesse blog " A macacheira entrando .....
DIZ UM DITADO "AS LEIS SÃO PARA SEREM CUMPRIDAS", MAIS ISSO SÓ EM PAÍSES DEMOCRÁTICOS, NÃO NA BOLÍVIA,IRAN,HONDURAS, VENEZUELA, BRASIL E AGORA NO PERU, ALEM DE OUTROS.
Leia tambem nesse blog " A macacheira entrando .....
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O OXI, ATRAVÉS DO ACRE PARA O MUNDO
Confesso que a mais de 20 anos tenho o conhecimento que a droga que entra aqui pela região do Alto Acre, oriunda do Peru, entrando através da Bolívia, pelos municípios acreanos de Brasiléia e Epitaciolândia, em quase sua totalidade, é o OXIDADO.
Em 2003 participei de encontros com Álvaro do Programa Rede Acreana de Redução de Danos, onde expus que o OXIDADO, agora batizada por OXI, já era antigo em nossa região, e que o seu consumo estava aumentando a cada dia nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia. Nessa época teria sido apresentada ao Brasil, através do Acre, como uma nova droga, e hoje o Brasil está apresentando o OXI como se fosse uma nova droga.
OXI é a forma normal da cocaína que entra no Brasil, através do Acre, que depois de seu fabrico no Peru, em forma granulada, costuma ser prensada em forma de tijolo em tamanho médio de um quilo, esse tijolo é fácil de se quebrar para voltar a forma de grãos, chamado de pedra. Essas pequenas pedras e de tamanhos diferentes são vendidas com base em seu tamanho, o tamanho normal para uma dose tem seu preço variado conforme a distancia do Acre, onde na fronteira chega a custar três reais; esse processo é a forma mais simples da venda por boqueiros, que também é vendida em forma de pó obtida através da raspagem da pedra grande, as pedrinhas que sobraram são juntadas até formar uma porção normal. Também o OXI pode ser transformado em "merla", que é a forma mais simples de transformação, onde 1kg de oxi pode ser transformado em 6kg de merla em um processo de diluição do oxi em água acrescentado cal, solução de bateria, barrilha de piscina e outros produtos, que é batida em forma de maça de bolo, podendo ser feito em um pequeno quarto, que depois de pronto tem a forma de pasta e seu valor é bem mais baixo que o oxi. Já a transformação do oxi em cocaína pura, o pozinho branco, chamada de brilho/cristal/escama de peixe, que é a mais cara, a sua transformação depende de um mini laboratório onde se usa batedeiras gerando um grande barulho, forno e produtos químicos, que em cada 3kg de oxi é transformado em média 1kg de brilho, essa transformação costuma ser feita em grandes centros brasileiros para exportar a outros países.
O oxi costuma ser usado misturado com um pouco do tabaco de cigarro em uma lata vazia de serveja ou refrigerante, colocado em cavidade com alguns furinho que depois de aceso é chupado através da boca da lata.
O oxi costuma ser usado misturado com um pouco do tabaco de cigarro em uma lata vazia de serveja ou refrigerante, colocado em cavidade com alguns furinho que depois de aceso é chupado através da boca da lata.
Nos municípios de Brasiléia e de Epitaciolçândia, de onde se originou o uso do OXI, desde muito tempo, é fácil de ver nos bairros periféricos, jovens totalmente transformados, pelo uso do oxi, transformação essa que se diferencia o jovem normal de um jovem viciado no oxi, é triste mas é realidade. A maioria deles são oriundos do êxodo rural, isso tudo acontece em um estado que se tenta passar a imagem que uma caça ou uma árvore vale mais de que um ser Humano. E é verdade, são tantas as Leis protegendo a fauna e a floresta sendo atuadas e nenhuma para acolher o viciado expulso da floresta.
domingo, 15 de maio de 2011
OXI, UMA DROGA AINDA PIOR
Confesso que a mais de 20 anos tenho o conhecimento que a droga que entra aqui pela região do Alto Acre, oriunda do Peru, entrando através da Bolívia, pelos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, em quase sua totalidade, é o OXIDADO.
Em 2003 participei de encontros com Álvaro do Programa Rede Acreana de Redução de Danos, onde expus que o OXIDADO, agora batizada por OXI, já era antigo em nossa região, e que o seu consumo estava aumentando a cada dia nos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia. Nessa época teria sido apresentada ao Brasil como uma nova droga, através do Acre, e hoje o Brasil está apresentando o OXI como se fosse uma nova droga.
OXI é a forma normal da cocaína que entra no Brasil, que depois de seu fabrico em forma granulada, costuma ser prensada em forma de tijolo em tamanho médio de um quilo, esse tijolo é fácil de se quebrar para voltar a forma de grãos, chamado de pedra. Essas pequenas pedras e de tamanhos diferentes são vendidas com base em seu tamanho, o tamanho normal para uma dose tem seu preço variado conforme a distancia do Acre, onde na fronteira chega a custar três reais; esse processo é a forma mais simples da venda por boqueiros, que também é vendida em forma de pó obtida através da raspagem da pedra grande, as pedrinhas que sobraram são juntadas até a formar a porção normal. Também o OXI pode ser transformado em "merla", que é a forma mais simples de transformação, onde 1kg de oxi pode ser transformado em 6kg de merla em um processo de diluição do oxi em água acrescentado cal, solução de bateria, barrilha de piscina e outros, que é batida em forma de maça de bolo, podendo ser feito em um pequeno quarto, que depois de pronto tem a forma de pasta e seu valor é bem mais baixo que o oxi. Já a transformação do oxi em cocaína pura, o posinho branco, chamada de brilho/cristal/escama de peixe, que é a mais cara, a sua transformação depende de um mini laboratório onde se usa batedeiras gerando um grande barulho, forno e produtos químicos, que em cada 3kg de oxi é transformado em média 1kg de brilho, essa transformação costuma ser feita em grandes centros brasileiros para a sua exportação para outros países.
O oxi costuma ser usado misturado com um pouco do tabaco de um cigarro comum em uma lata vazia de cerveja ou refrigerante colocado em cavidade com alguns furinho que depois de aceso é chupado através da boca da lata.
O oxi costuma ser usado misturado com um pouco do tabaco de um cigarro comum em uma lata vazia de cerveja ou refrigerante colocado em cavidade com alguns furinho que depois de aceso é chupado através da boca da lata.
A revista Época fez essa publicação no dia 15/05/11
O oxi – uma pedra tóxica feita com cal, gasolina e pasta de cocaína – se espalha pelo país e assusta as autoridades mais que o crack
Humberto Maia Junior, com Rodrigo Turrer
A primeira apreensão confirmada do oxi em São Paulo ocorreu quase por acaso. Em março, a polícia apreendeu 60 quilos de algo que foi classificado como crack. O equívoco foi corrigido quando esse carregamento foi usado numa demonstração para novos policiais. “Queimamos algumas pedras e, pelos resíduos, concluímos que era oxi”, afirma Correa. Quase diariamente, a polícia de algum Estado do Brasil anuncia ter apreendido a droga pela primeira vez (leia o mapa abaixo) . Em alguns casos, como em Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul, as primeiras apreensões foram feitas na semana passada. Não é que o oxi surgiu em tantos lugares em tão pouco tempo. Ele já havia se espalhado sem ser notado.
Como o crack, o oxi é vendido em pedras que, quando queimadas, liberam uma fumaça. Inalada, em poucos segundos vai para o cérebro, provocando euforia e bem-estar. “Visualmente, são quase idênticas”, diz Correa. A diferenciação pode ser feita pela fumaça, que no caso do crack é mais branca, ou pelos resíduos: o crack deixa cinzas, enquanto o oxi libera uma substância oleosa. Por causa da dificuldade em distinguir uma droga da outra, é impossível ter exata noção da penetração do oxi entre os usuários. “Sabemos apenas que ele está aqui há algum tempo”, afirma Correa.
Recente nos Estados mais ao sul do país, o oxi é velho conhecido dos viciados da Região Norte. Acredita-se que a droga entrou no Brasil ainda na década de 1980, a partir de Brasileia e Epitaciolândia, cidades do Acre que fazem fronteira com a Bolívia. O consumo da substância foi registrado por pesquisadores em 2003, quando Álvaro Mendes, vice-presidente da Associação Brasileira de Redução de Danos (Aborda), pesquisava o uso de merla, outro derivado da cocaína, entre os acrianos. “No primeiro momento, o oxi era usado pelas classes sociais mais baixas e por místicos que iam ao Acre atrás da ayahuasca (chá alucinógeno usado em cerimônias do Santo Daime)”, diz Mendes. A droga chegou à capital, Rio Branco, de onde se espalhou para outros Estados da região. “Hoje, é consumida em todas as classes sociais”, diz Mendes.
A dentista Sandra Crivello se lembra de quando viu o primeiro caso de dependência por oxi em São Paulo. Foi no fim do ano passado, quando recebeu uma ligação de uma Organização Não Governamental (ONG) que faz atendimento a jovens viciados em drogas. Queriam que ela atendesse um rapaz com problemas na boca. Encontrou o paciente na porta da ONG. A imagem do rapaz chocou Sandra, que há mais de 20 anos atende meninos de rua viciados. Loiro, pele branca e aparentando 20 anos, chocava pela magreza e pelo cheiro quase insuportável de vômito e fezes. “Ele estava em condição de torpor, parecia viver em outro mundo.”
– Foi você que veio me ver? Olha, está doendo muito – disse o rapaz, chorando, antes de puxar os lábios com força exagerada. Sandra não se esquece do que viu. “Tinha até osso necrosado.” Perguntou ao rapaz:
– O que você usou? Não vem me dizer que é crack que eu sei que não é.
– Eu bebi.
– Bebida não é. O que você usou?
– Foi oxi.
Sandra, que já tinha ouvido falar do oxi, diz que respirou fundo. “Agora que essa porcaria chegou aqui, não falta mais nada. Só pedi que Deus nos ajudasse.” Como Sandra, vários profissionais que têm contato com o mundo das drogas temem que o oxi tome o lugar do crack. Motivos não faltam, da facilidade de fabricação ao preço baixo. O crack é feito com pasta-base de cocaína, misturada com bicarbonato de sódio e um solvente, que pode ser éter ou amoníaco. É difícil obter grandes quantidades dessas substâncias, porque a venda é controlada pela Polícia Federal. Já o oxi é feito com pasta-base de coca misturada a cal virgem e a gasolina ou a querosene. “O refinamento do crack demanda uma cozinha e um processo laboratorial mais complexo”, diz Ronaldo Laranjeira, coordenador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Para fabricar o oxi, basta misturar a pasta-base com um derivado de petróleo em qualquer panela. Pode ser feito no fundo de um quintal.” O resultado é que os traficantes podem cobrar preço menor. Se uma pedra de crack custa ao viciado entre R$ 7 e R$ 10 na “cracolândia”, região central de São Paulo onde usuários e traficantes circulam livremente dia e noite, a pedra de oxi sai por cerca de R$ 2. Esse valor torna a droga acessível a um público muito maior. “Dependentes buscam o que é mais barato”, diz Luiz Alberto Chaves de Oliveira, chefe da Coordenadoria de Atenção às Drogas da Prefeitura de São Paulo. Também procuram o que tem efeito mais forte e mais rápido. O oxi, ao que parece, atende a essas necessidades. E tem tanto ou mais poder de viciar que o crack. “O oxi parece gerar ainda mais dependência. É potencialmente mais forte que o crack, que já é muito destrutivo”, diz Cláudio Alexandre, psicólogo do Grupo Viva, que atende dependentes de drogas.
O agente penitenciário André (nome fictício), de 34 anos, morador de Rio Branco, no Acre, conhece bem os efeitos do oxi. “Quem usa chama de veneno”, diz. Como todo veneno, é traiçoeiro. André descreve o gosto da fumaça como algo “gostoso”. “Pega mais, dá uma viagem.” Não demora e surgem os efeitos adversos – dor de cabeça, vômitos e diarreias. E paranoia. André diz que ouvia vozes. “Era o demônio falando no meu ouvido.” Os efeitos também são físicos. “Via muitos usuários sujos de vômito e diarreia.” Mesmo assim, André não conseguia abandonar o uso. Vendeu o que tinha para comprar pedras. “Pedia aos boqueiros (quem trabalha nas bocas de fumo) que passassem na minha casa e pegassem tudo.” Geladeira, fogão, DVD, um a um, todos os móveis e eletrodomésticos foram trocados por pedras brancas. “Só não troquei a vida”, diz André, que está internado numa clínica ligada a uma ONG em Rio Branco. Ele afirma que só buscou tratamento porque, desempregado, não tinha mais dinheiro para abastecer o vício.
Na última semana, as polícias de quatro Estados anunciaram as primeiras apreensões de oxi
Paulina Duarte, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), diz que o governo federal está avaliando o impacto do oxi. Junto com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Senad está finalizando uma pesquisa sobre o uso de derivados de cocaína no país. O estudo incompleto sugere que, pela facilidade com que é produzido, o oxi pode subverter a lógica usual do tráfico. “Não há um fornecedor fixo que distribui um só produto”, diz Paulina. “A droga é produzida em casa, de forma primitiva e artesanal.” Uma nova organização do tráfico poderia exigir uma mudança na forma de repressão policial. “Para combater o oxi, não temos de caçar apenas grandes traficantes”, afirma Paulina. “Precisaremos de uma polícia ativa, que atue diretamente nos pontos urbanos.”
Também é preciso que o serviço de saúde tenha exata noção das substâncias que compõem o oxi, a fim de entender seus efeitos e propor tratamento adequado. Por enquanto, faltam estudos laboratoriais que atestem a composição da substância. Na década de 1980, a Alemanha queria montar uma política para diminuir as mortes provocadas por overdose de heroína. Descobriu-se que o que estava matando era uma versão da droga com aditivos. Somente a partir dessa constatação o serviço de saúde organizou a melhor forma de tratamento. O Brasil suspeita, mas não tem certeza, do que é feito o oxi. Saber é o primeiro passo de uma longa batalha contra a nova droga.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
DEPENDÊNCIA QUÍMICA – ÉTICA E PREVENÇÃO pubicado em: setembro de 2010
O Brasil de hoje caracteriza-se pelo aprofundamento das crises sociais decorrentes de uma política neoliberal cuja consequência maior é a miséria absoluta de boa parte da população, cujos indivíduos tem como profissão "ser desempregado". Somado a isto, a crise dos valores faz parte da sociedade na qual "quem não rouba e/ou trafica é bobo" e "quem rouba, mas faz", são introjetados e vistos como naturais por grande parte da população. E é esta sociedade da qual somos cúmplices, em que o Ter estar substituindo o Ser. A dependência química é uma doença física e emocional reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e codificada no Código Internacional de Doenças sob o n° 304.8-2. Esta doença, além de ser incurável é progressiva e fatal, devido ao abuso de drogas que alteram o humor psíquico.
A humanidade sempre foi atraída pelas drogas, seja pelo uso medicinal, religioso ou recreativo. O álcool sempre esteve ligado à cultura judaico cristã, a cocaína à cultura andina, a maconha difundiu-se no mundo ocidental através dos negros, os nossos índios, além do tabaco tinham suas beberagens euforizantes, os gregos antigos utilizavam cogumelos alucinógenos, enfim, parece que sempre foi difícil manter a sobriedade ao tempo todo.
A família, segundo o modelo tradicional, ainda é o núcleo básico da sociedade e que dá bases de sustentação e estruturação do ser humano. É nela que os valores básicos éticos e morais deveriam ser assimilados para que o indivíduo viesse conviver dentro das normas da sociedade em que está inserido. No final dos anos 1980 e início dos 1990 começou-se a falar de uma nova composição familiar dado aos novos tipos de casamentos ou associações conjugais. O crescimento dos divórcios veio estabelecer uma estrutura na qual os filhos passaram a conviver não só com os pais, mas namorados dos mesmos e seus filhos, outros irmãos nascidos destas relações, enfim foram criados novos parentescos que substituiu a família natural. A insegurança natural que precede a idade adulta e os questionamentos a ela inerentes, sempre fez parte da natureza humana, entretanto dada as condições sociais e familiares da sociedade atual os conflitos internos do adolescente acirraram-se cada vez mais. É na passagem da infância para a adolescência que o indivíduo começa a socializar seus problemas. O conflito entre não ser mais criança e nem adulto leva-o a buscar a segurança perdida. É o momento de estruturar sua identidade e afastar-se da família, buscando nos grupos valores para ser aceito. E é nesta busca incompreendida que maioria dos jovens conhece as drogas.
As famílias dos jovens dependentes são tão doentes quanto seus filhos. Ela é codependente. Enfim, além da doença familiar, existem outros dados que afetam o contexto no qual ela vive. A insegurança quanto ao desemprego, o medo a violência, valores éticos desfeitos, etc. Levando pais a superprotegerem seus filhos, ou a abandoná-los, substituindo o amor e atenção, por objetos de consumo que amenizem a culpa da não participação constante na vida dos filhos, devido a necessidade financeira, de até a mãe ter que trabalhar fora para o sustento da família.
Os problemas que advém do consumo de drogas dentro das escolas deve ser tratado de forma a encaminhar o jovem dependente não à polícia, que provavelmente o encaminhará para uma instituição de menor, mas de forma a propiciar o tratamento e futura reinserção do mesmo na sociedade. ferramentas educacionais podem ser construídas para facilitar ao adolescente mudanças de atitude, que o tornará mais confiante em suas escolhas, nos conhecimentos que possui passando a viver com maior responsabilidade. “A prevenção das drogas e o tratamento do usuário devem ser prioritários em relação a repressão ao uso.”
Diretores, equipes técnicas e professores desencantados, preferem fechar os olhos ao que acontece no interior da unidade escolar. Para eles a saída da crise deve vir do Estado e o Estado, por sua vez, aponta os professores e sua má formação como um dos maiores problemas a ser enfrentado na educação brasileira. A quem cabe educar e prevenir estes jovens e adolescentes contra o abuso de drogas, álcool, sexo sem preservativo, etc. ?
Diante disto, coloca-se que é dever da família educar seus filhos, depois a escola e finalmente o Estado. Uma política de prevenção de drogas e Aids nas escolas deve ter como prioridade a formação contínua dos professores e o envolvimento da família no esclarecimento das consequências do uso abusivo de drogas e como encaminhar seus filhos para um tratamento adequado.
São poucos os professores que tem as reais informações sobre as características de um usuário de drogas, e isto contribui para repressão e exclusão do mesmo do ambiente escolar. A repressão policial, utilizada em muitas escolas, em nada contribui para o equacionamento do problema; polícia aqui, ainda é sinônimo de repressão e em sua maioria não está preparada para atuar com crianças e jovens dentro da escola.
A escola precisa inserir-se no meio no qual está localizada, considerar suas peculiaridades e abrir espaços para que os jovens e adolescentes possam construir uma realidade melhor. As possibilidades criativas do adolescente são inúmeras, porém precisam ser canalizadas através de projetos pedagógicos conjuntos que favoreçam uma relação de confiança entre o professor e aluno. A prevenção parece ser a única saída, já que a luta contra o narcotráfico tornou-se inviável. Neste sentido a sociedade civil articulada pode criar mecanismos que atraiam os jovens para projetos no qual sintam-se participantes e construtores de uma sociedade mais justa e igualitária.
Existe, portanto, uma necessidade premente de valorizar a pessoa humana e a vida. Se a utilização e abuso de drogas está ligado ao prazer imediato faz-se necessário que possamos propor alternativas de formas saudáveis de prazer, valorizando o corpo físico e mental sem a autodestruição consequente. A abordagem repressiva ou a "pedagogia do terror" não tem surtido qualquer efeito junto aos jovens, por isto é importante que a educação resgate seu lado humanístico, não isolado da vida social. Valores éticos e morais como: respeito aos outro a si mesmo e ao meio ambiente, cidadania, cooperação, verdade, honestidade, disciplina, responsabilidade, justiça, etc. Também devem ser priorizados.
Reconhecemos o poder persuasivo das drogas, álcool e tabaco e suas consequências no corpo humano. Reconhecemos que as drogas agravam diversos problemas sociais como a criminalidade, violência, saúde, entre outros e custa à sociedade uma grande parcela de suas despesas.
A população em geral considera os dependentes químicos como pessoas fracas, sem caráter e não como uma doença. Porém, quando consideramos como uma doença, podemos olhar sob outra perspectiva, Nessa situação, a maioria das pessoas precisa de tratamento e de ajuda competente e adequada, já que a dependência é provocada por uma reação química no metabolismo do corpo. O álcool, embora a maioria das pessoas o separe das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas, quanto qualquer outra droga, a sensação de satisfação e um impulso psíquico provocado pelo uso da droga que faz com que o indivíduo a tome continuamente, para permanecer satisfeito e evitar mal estar. O papel de educador, sem dúvida vai muito além dos conteúdos programáticos que, devem levar aos alunos. Devemos lembrar, também, que em nossas filosofias consta ensinar, educar e preparar para a vida e neste sentido, o que estamos fazendo? O ser humano é produto de sua atividade em seu meio social que, em interação com “os outros”, realiza, transforma e muda o curso de sua história.
É preciso também entender esta questão da emoção, da afetividade, pois observa-se que nas escolas esta questão encontra-se ainda em um discurso com olhar pejorativo, como se fosse uma permissividade total, ou com olhar de “coitadinho” e não é nada disso. A afetividade está em abrir e estender o olhar, para dialogar, ensinar, aprender e viver com um ensino de qualidade e a autoridade necessária que inclui, não o autoritarismo que exclui e abre caminho para o mundo enganoso das drogas.
As autoridades querem prestar contas à sociedade que desacredita em qualquer manifestação que tenha como objetivo atacar este problema de frente, com algumas ações policiais prendendo, matando traficantes. Afinal, quem ganha com o tráfico de drogas? Policiais, cargos eletivos como de deputados, senadores corruptos, empresários ligados à políticos são apontados pela mídia através das CPIs como responsáveis pelo aumento do tráfico no Brasil.
Para tratar um dependente é preciso tratar suas comorbidades psiquiátricas, é preciso medicação e psicoterapia, mas, sobretudo, é preciso uma atitude social e familiar de responsabilização do dependente pelo seu comportamento e pela sua decisão de se tratar. O paternalismo e a comiseração somente alimentam a doença.
“A dependência química é um fenômeno psíquico, é um problema sério de saúde pública e seu combate não se confunde com o combate às drogas”
O art. 23, II da Constituição Federal diz que cabe à União, Estados e Municípios “cuidar da saúde” e, no art. 30,VII diz que cabe ao município, prestar serviços de atendimento à saúde da população,” ou seja, cabe aos três entes federativos cuidar da saúde, mas a prestação dos serviços, ficará a cargo dos Municípios, que o farão com apoio técnico e financeiro do Estado e da União.
O art. 227 da CF/88 reconheceu que o direito à saúde da criança e do adolescente deve ser tratado com absoluta prioridade e, em seu §3º, VII definiu que a proteção especial inclui “programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente dependente de entorpecentes e drogas afins.”
Assim, o Município tem o dever legal de prestar este tipo de serviço para sua população, criando e mantendo, com a concorrência de verbas públicas federais e estaduais, uma instituição terapeuticamente adequada para tratar seus adolescentes em estado de risco social, em face da dependência química.
“Vejo a necessidade da comunidade cobrarem dos políticos ações voltadas ao atendimento e prevenção de dependência química, já que os mesmos não se manifestam, sendo os principais responsáveis pelo que estamos vendo, principalmente nos bairros periféricos; isso é que dar votar por votar.”
portela@contilnet.com.br
A humanidade sempre foi atraída pelas drogas, seja pelo uso medicinal, religioso ou recreativo. O álcool sempre esteve ligado à cultura judaico cristã, a cocaína à cultura andina, a maconha difundiu-se no mundo ocidental através dos negros, os nossos índios, além do tabaco tinham suas beberagens euforizantes, os gregos antigos utilizavam cogumelos alucinógenos, enfim, parece que sempre foi difícil manter a sobriedade ao tempo todo.
A família, segundo o modelo tradicional, ainda é o núcleo básico da sociedade e que dá bases de sustentação e estruturação do ser humano. É nela que os valores básicos éticos e morais deveriam ser assimilados para que o indivíduo viesse conviver dentro das normas da sociedade em que está inserido. No final dos anos 1980 e início dos 1990 começou-se a falar de uma nova composição familiar dado aos novos tipos de casamentos ou associações conjugais. O crescimento dos divórcios veio estabelecer uma estrutura na qual os filhos passaram a conviver não só com os pais, mas namorados dos mesmos e seus filhos, outros irmãos nascidos destas relações, enfim foram criados novos parentescos que substituiu a família natural. A insegurança natural que precede a idade adulta e os questionamentos a ela inerentes, sempre fez parte da natureza humana, entretanto dada as condições sociais e familiares da sociedade atual os conflitos internos do adolescente acirraram-se cada vez mais. É na passagem da infância para a adolescência que o indivíduo começa a socializar seus problemas. O conflito entre não ser mais criança e nem adulto leva-o a buscar a segurança perdida. É o momento de estruturar sua identidade e afastar-se da família, buscando nos grupos valores para ser aceito. E é nesta busca incompreendida que maioria dos jovens conhece as drogas.
As famílias dos jovens dependentes são tão doentes quanto seus filhos. Ela é codependente. Enfim, além da doença familiar, existem outros dados que afetam o contexto no qual ela vive. A insegurança quanto ao desemprego, o medo a violência, valores éticos desfeitos, etc. Levando pais a superprotegerem seus filhos, ou a abandoná-los, substituindo o amor e atenção, por objetos de consumo que amenizem a culpa da não participação constante na vida dos filhos, devido a necessidade financeira, de até a mãe ter que trabalhar fora para o sustento da família.
Os problemas que advém do consumo de drogas dentro das escolas deve ser tratado de forma a encaminhar o jovem dependente não à polícia, que provavelmente o encaminhará para uma instituição de menor, mas de forma a propiciar o tratamento e futura reinserção do mesmo na sociedade. ferramentas educacionais podem ser construídas para facilitar ao adolescente mudanças de atitude, que o tornará mais confiante em suas escolhas, nos conhecimentos que possui passando a viver com maior responsabilidade. “A prevenção das drogas e o tratamento do usuário devem ser prioritários em relação a repressão ao uso.”
Diretores, equipes técnicas e professores desencantados, preferem fechar os olhos ao que acontece no interior da unidade escolar. Para eles a saída da crise deve vir do Estado e o Estado, por sua vez, aponta os professores e sua má formação como um dos maiores problemas a ser enfrentado na educação brasileira. A quem cabe educar e prevenir estes jovens e adolescentes contra o abuso de drogas, álcool, sexo sem preservativo, etc. ?
Diante disto, coloca-se que é dever da família educar seus filhos, depois a escola e finalmente o Estado. Uma política de prevenção de drogas e Aids nas escolas deve ter como prioridade a formação contínua dos professores e o envolvimento da família no esclarecimento das consequências do uso abusivo de drogas e como encaminhar seus filhos para um tratamento adequado.
São poucos os professores que tem as reais informações sobre as características de um usuário de drogas, e isto contribui para repressão e exclusão do mesmo do ambiente escolar. A repressão policial, utilizada em muitas escolas, em nada contribui para o equacionamento do problema; polícia aqui, ainda é sinônimo de repressão e em sua maioria não está preparada para atuar com crianças e jovens dentro da escola.
A escola precisa inserir-se no meio no qual está localizada, considerar suas peculiaridades e abrir espaços para que os jovens e adolescentes possam construir uma realidade melhor. As possibilidades criativas do adolescente são inúmeras, porém precisam ser canalizadas através de projetos pedagógicos conjuntos que favoreçam uma relação de confiança entre o professor e aluno. A prevenção parece ser a única saída, já que a luta contra o narcotráfico tornou-se inviável. Neste sentido a sociedade civil articulada pode criar mecanismos que atraiam os jovens para projetos no qual sintam-se participantes e construtores de uma sociedade mais justa e igualitária.
Existe, portanto, uma necessidade premente de valorizar a pessoa humana e a vida. Se a utilização e abuso de drogas está ligado ao prazer imediato faz-se necessário que possamos propor alternativas de formas saudáveis de prazer, valorizando o corpo físico e mental sem a autodestruição consequente. A abordagem repressiva ou a "pedagogia do terror" não tem surtido qualquer efeito junto aos jovens, por isto é importante que a educação resgate seu lado humanístico, não isolado da vida social. Valores éticos e morais como: respeito aos outro a si mesmo e ao meio ambiente, cidadania, cooperação, verdade, honestidade, disciplina, responsabilidade, justiça, etc. Também devem ser priorizados.
Reconhecemos o poder persuasivo das drogas, álcool e tabaco e suas consequências no corpo humano. Reconhecemos que as drogas agravam diversos problemas sociais como a criminalidade, violência, saúde, entre outros e custa à sociedade uma grande parcela de suas despesas.
A população em geral considera os dependentes químicos como pessoas fracas, sem caráter e não como uma doença. Porém, quando consideramos como uma doença, podemos olhar sob outra perspectiva, Nessa situação, a maioria das pessoas precisa de tratamento e de ajuda competente e adequada, já que a dependência é provocada por uma reação química no metabolismo do corpo. O álcool, embora a maioria das pessoas o separe das drogas ilegais, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência em pessoas predispostas, quanto qualquer outra droga, a sensação de satisfação e um impulso psíquico provocado pelo uso da droga que faz com que o indivíduo a tome continuamente, para permanecer satisfeito e evitar mal estar. O papel de educador, sem dúvida vai muito além dos conteúdos programáticos que, devem levar aos alunos. Devemos lembrar, também, que em nossas filosofias consta ensinar, educar e preparar para a vida e neste sentido, o que estamos fazendo? O ser humano é produto de sua atividade em seu meio social que, em interação com “os outros”, realiza, transforma e muda o curso de sua história.
É preciso também entender esta questão da emoção, da afetividade, pois observa-se que nas escolas esta questão encontra-se ainda em um discurso com olhar pejorativo, como se fosse uma permissividade total, ou com olhar de “coitadinho” e não é nada disso. A afetividade está em abrir e estender o olhar, para dialogar, ensinar, aprender e viver com um ensino de qualidade e a autoridade necessária que inclui, não o autoritarismo que exclui e abre caminho para o mundo enganoso das drogas.
As autoridades querem prestar contas à sociedade que desacredita em qualquer manifestação que tenha como objetivo atacar este problema de frente, com algumas ações policiais prendendo, matando traficantes. Afinal, quem ganha com o tráfico de drogas? Policiais, cargos eletivos como de deputados, senadores corruptos, empresários ligados à políticos são apontados pela mídia através das CPIs como responsáveis pelo aumento do tráfico no Brasil.
Para tratar um dependente é preciso tratar suas comorbidades psiquiátricas, é preciso medicação e psicoterapia, mas, sobretudo, é preciso uma atitude social e familiar de responsabilização do dependente pelo seu comportamento e pela sua decisão de se tratar. O paternalismo e a comiseração somente alimentam a doença.
“A dependência química é um fenômeno psíquico, é um problema sério de saúde pública e seu combate não se confunde com o combate às drogas”
O art. 23, II da Constituição Federal diz que cabe à União, Estados e Municípios “cuidar da saúde” e, no art. 30,VII diz que cabe ao município, prestar serviços de atendimento à saúde da população,” ou seja, cabe aos três entes federativos cuidar da saúde, mas a prestação dos serviços, ficará a cargo dos Municípios, que o farão com apoio técnico e financeiro do Estado e da União.
O art. 227 da CF/88 reconheceu que o direito à saúde da criança e do adolescente deve ser tratado com absoluta prioridade e, em seu §3º, VII definiu que a proteção especial inclui “programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente dependente de entorpecentes e drogas afins.”
Assim, o Município tem o dever legal de prestar este tipo de serviço para sua população, criando e mantendo, com a concorrência de verbas públicas federais e estaduais, uma instituição terapeuticamente adequada para tratar seus adolescentes em estado de risco social, em face da dependência química.
“Vejo a necessidade da comunidade cobrarem dos políticos ações voltadas ao atendimento e prevenção de dependência química, já que os mesmos não se manifestam, sendo os principais responsáveis pelo que estamos vendo, principalmente nos bairros periféricos; isso é que dar votar por votar.”
portela@contilnet.com.br
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