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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eleições

As eleições democráticas não são condições suficientes para que se façam boas escolhas políticas. Diante das catastróficas experiências totalitárias e autoritárias do século 20. A opinião pública foi levada, com bons motivos, a idealizar a democracia. Esta idealização tem dificultado a percepção para com aqueles que se escondem sob seu manto de corrupção.
O Brasil vive uma grave crise de representação parlamentar, talvez a pior de sua História. Os legisladores criaram instituições que depositaram excessiva confiança no desempenho de seus parlamentares. O cidadão bem informado delega poderes na hora da eleição sob a condição e esperança de que seus representantes sejam cuidadosamente observados e punidos em face de qualquer desvio de seu comportamento em relação ao bem comum.
A Corrupção e malandragem empurram perigosamente o País para o abismo, na medida em que se permite que a classe política podre possa sobreviver e se reproduzir sem problemas. E o pior efeito disso é a acomodação do cidadão a tal estado de coisas.
A falta de claros mecanismos de prestação de contas e a correspondente impunidade para o exercício ilegal da função pública, acaba invertendo a relação entre representante e representado, fazendo que não seja o cidadão quem escolhe. Ao contrário, é o político que escolhe de onde tirar seu voto, basta ver alguns programas existentes. O preço da crise de representação é o desinteresse do cidadão pela política, e a transformação da política numa falsa estética: já que são tiradas do cidadão as ferramentas para fazer uma escolha racional, “Ele já acredita que todos políticos são iguais, não lhe cabendo senão eleger seu representante pelo favor recebido”. Nesse contexto opera a inversão da representação e o cidadão deixa de eleger o melhor para eleger aquele com quem se identifica; já não sabemos quem é quem.
O problema com a Justiça que enfrentam alguns candidatos tem pouca importância nos resultados finais de uma eleição. “O futuro está de volta disse um eleitor”
Mas uma coisa é certa! O candidato que gasta muito dinheiro na compra de votos é porque esse dinheiro não é fruto de seu suor e/ou ele não está com boas intenções para com o eleitor.

Carlos Portela Eduino

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